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14/08/2005 - 05h00 Campari Rock reúne 4.000 pessoas para shows de música independente; evento teve como destaques The Kills e MC5
Como destaques de sua programação, o evento teve a dupla anglo-americana The Kills, a dupla de DJs escoceses Optimo, os franceses do Berg Sans Nipple, os roqueiros cariocas do Autoramas e o septeto pop paulista Cansei de Ser Sexy (CSS). O festival teve ainda espaço para duas bandas veteranas de peso, as pós-punks brasileiras de As Mercenárias e os precursores americanos do punk rock MC5.
O evento aconteceu na Fábrica da Lapa, um galpão na Zona Oeste de São Paulo, e contou ainda com apresentações do Jumbo Elektro, Objeto Amarelo, Daniel Belleza & os Corações em Fúria e Los Pirata, entre outros.
No primeira noite, como era de se esperar, o auge da animação (e de lotação) no local aconteceu ao redor da 1h30, no show do The Kills, um dos mais aguardados de toda a escalação do festival. Cerca de 1.500 pessoas assistiram à apresentação da dupla formada pelo guitarrista inglês Jamie Hince (Hotel) e a vocalista americana Alison Mosshart (V V).
A noite começou ao redor das 20 horas, com uma apresentação do DJ José Roberto Mahr (que também tocou entre uma apresentação e outra, enquanto o palco era preparado), e terminou às 5h, com a discotecagem da dupla escocesa Optimo.
Coincidentemente, aliás, a primeira noite foi pródiga em duplas: além do Optimo e do Kills, apresentaram-se os franceses do Berg Sans Nipple, que abriram o festival com seu pós-rock cheio de dinâmicas e rico em percussão. Na contra-corrente da contenção no número de integrantes, a última banda a se apresentar no dia (antes dos DJs do Optimo) foi o Cansei de Ser Sexy, com seus sete integrantes.
No sábado, o destaque ficou por conta do grupo de Detroit MC5, que fechou o Campari Rock com o show mais longo do festival --mais de uma hora e meia de duração--, com direito a duas voltas para bis e "mosh" (mergulho na platéia) do vocalista convidado Mark Arm.
A banda, uma das precursoras do punk, nos anos 60, ao lado de Stooges e Velvet Underground, fez a platéia pular até as 4h da madrugada de sábado para domingo.
Outro destaque da noite foi o show do grupo As Mercenárias, que, de volta à ativa desde o início deste ano, apresentou sucessos de carreira, como "Pânico" e "Polícia", além de músicas menos conhecidas, que a banda costumava apenas tocar em shows e que não estão registradas em seus dois únicos discos, "Cadê as Armas", de 84, e "Trashland", de 88.
Outros bons shows da segunda e última noite do festival ficaram por conta do rock retrô do Autoramas, com suas "coreografias" de guitarra e baixo, e o rock "portunhol" do Los Pirata.
Veja abaixo a lista de atrações que se apresentaram no evento. Clique sobre os nomes para saber mais sobre cada artista.
Sexta-feira (12)
Sábado (13)
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