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NIN e QOTSA levam rock a festival de Jay-Z tomado por novos rappers

Do UOL, na Filadélfia (EUA)*

02/09/2013 05h23

O Nine Inch Nails teve a complicada tarefa de encerrar neste domingo (1°) o Budweiser Made in America Festival, na Filadélfia (EUA), depois de um animado set do DJ Calvin Harris. Para isso eles escolheram a novíssima "Copy of A", single do álbum "Hesitation Marks", que sai esta semana, marcando a volta da banda de Trent Reznor às atividades após o hiato em 2009. As batidas eletrônicas soturnas e os vocais hipnóticos da música, no entanto, pareciam deslocados ao aparecerem logo na sequência do hit dançante de Calvin Harris, "Feel So Close".

O novo show do Nine Inch Nails, que deve ir ao Brasil em 2014, foi inspirado no documentário "Stop Making Sense" (1983) do Talking Heads. Ao vivo, as referências ficam ainda mais evidentes e ganham peso com muita fumaça, luzes estroboscópicas e vídeos que parecem coreografados junto com as músicas. Apesar do domingo estar visivelmente mais vazio do que o sábado, que teve Beyoncé, Trent Reznor tocou para um público dedicado três músicas novas ("Copy of A" , "Came Back Haunted" e "Find My Way") e sucessos como "Closer", "March of the Pigs", "Gave Up" e "Hurt".

Antes deles, o mesmo palco foi ocupado por Josh Homme e seu Queens of the Stone Age, mostrando que é uma das bandas mais cool do momento. No palco principal, o quinteto reduz seu espaço para ficar mais um próximo um do outro, criando um clima de intimismo. O show que o grupo fez em março deste ano em São Paulo foi bem diferente dessa vez, contando com mais repertório do elogiado álbum "...Like Clockwork", lançado em junho úlitmo. Dele saíram "My God Is the Sun", "If I Had a Tail", "The Vampyre of Time and Memory", "I Sat by the Ocean" e "Smooth Sailing". Junto vieram hits como "No One Knows", "Burn the Witch", "Little Sister", "Make It Wit Chu" e "Go With the Flow", entre outros. 

Além do rock, o segundo e último dia do festival --criado no ano passado por Jay-Z-- também foi tomado pelo hip-hop. Novos nomes das rimas, como Kendrick Lamar e Wiz Khalifa convocaram uma legião de admiradores, mas o grande queridinho do público no momento é o rapper Macklemore, que se apresenta junto com o produtor Ryan Lewis. Com DNA pop, o novato de 30 anos se apresentou para uma plateia cheia que cantou com ele os hits "Thrift Shop", "Can't Hold Us"  e "Same Love", entre outros.

A representante feminina de destaque no festival foi a cunhada do dono do evento e irmã mais nova de Beyoncé, a cantora Solange, que chega ao Brasil em novembro. Simpática e dançando a todo momento, ela subiu ao palco acompanhada por um guitarrista e tecladista, um baixista, um baterista e duas backing vocals. Carismática, Solange cantou "Losing You", "Something Never Seem to Fucking Work" e "Locked in Closets".

Primeiro dia
No sábado, o destaque foi a apresentação de Beyoncé, que mostrou maturidade ao subir ao palco principal do evento de seu próprio marido. Passaram pelos quatro palcos montados no Benjamin Franklin Parkway bandas e artistas novos, como a Haim, um trio formado por irmãs de Los Angeles. Elas já tocavam com os pais há alguns, mas foi no ano passado que Este, Danielle e Alana Haim chamaram as atenções com o EP "Forever", que saiu em junho de 2012. O disco de estreia, "Days Are Gone", sai no dia 30 de setembro.

Já os rappers do Public Enemy levantaram o público com clássicos como "Don't Believe the Hype" e samples de AC/DC. Outro nome novo, mas já com grande reconhecimento, o Imagine Dragons tocou no palco principal para um público ávido pelo single. Os franceses do Phoenix, que acabaram de lançar um disco, abriram o show com o mais recente single --como é de costume da banda-- "Entertainment". Fizeram uma apresentação bem semelhante à que vêm fazendo desde a turnê do álbum "Wolfgang Amadeus Phoenix" (2009). Sob um calor de quase 30°C, até o DJ Deadmou5 precisou tirar sua característica cabeça de rato.

*A reportagem viajou a convite da Ambev