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30/10/2006 - 14h53
Beastie Boys empolgam cariocas no encerramento do Tim Festival




Por Marcelo Bartolomei

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A madrugada de segunda-feira foi atípica na Marina da Glória, no encerramento carioca da edição 2006 do Tim Festival.

Se de um lado pouco mais de 100 pessoas se aglomeravam para encarar a música experimental e difícil do trio nova-iorquino Black Dice no palco Lab, na outra ponta, a platéia disputava espaço para dançar ao som dos MCs dos Beastie Boys, no Stage.

Os Beastie Boys fizeram o show mais esperado e mais empolgante do festival. Os 4.000 ingressos já haviam se esgotado logo no início do mês, mas a empatia com o público foi maior que a do Daft Punk, outra grande atração do festival que também estava com platéia lotada.

Vestidos de terno e gravata, os três nova-iorquinos do Brooklyn (Ad-Rock, MCA e Mike D, mais o DJ Mike) escolheram um repertório que passeou por sucessos como "Do It", "Root Down", "No Sleep Till Brooklyn", "Brass Monkey", "Body Movin" e "Sure Shot", além de "Intergalactic" e "Sabotage", que encerraram o show de quase uma hora e meia.

A noite de hip hop começou com os paulistanos do Instituto, politizados lembrando os resultados das eleições que ocorreram no domingo. "Independente de Alckmin ou Lula, o importante é o povo brasileiro", bradaram repetidas vezes os MCs Marcus Vinícius Silva e Roberto Leite.

Depois, foi a vez do também norte-americano DJ Shadow fazer um show que esquentou a platéia para a atração seguinte. "Curtam os Beastie Boys", disse ao final da apresentação, que teve músicas de seu mais recente trabalho, "The Outsider", e poucos sucessos antigos.

O NOVO CD DE CAETANO VELOSO

Numa espécie de pré-lançamento do seu novo show, baseado no CD "Cê", lançado no mês passado, Caetano entrou no palco Lab pouco depois das 3h para animar uma platéia decepcionada com a performance do Black Dice.

Graças a um empenho da produção, o local foi tomado por convidados que ficaram até 4h20 para acompanhar as novas músicas.

Escalado de última hora, Caetano mostrou, como no novo disco, estar atento ao rock e ao rap. Acompanhado de Pedro Sá (guitarra e baixo), Ricardo Dias Gomes (baixo e teclados) e Marcelo Callado (bateria), cantou as 12 músicas do novo trabalho --"Outro", "Minhas Lágrimas", "Homem", "Waly Salomão", "Deusa Urbana", "Musa Híbrida", "Sonho", "Por quê?", "Não me Arrependo", "Herói", "Odeio" e Rocks".

Ao final do show, solicitado para um bis, voltou ao palco dizendo que não poderia continuar por causa do horário tardio, mas cantou mais três músicas: "You Don't Know Me", do disco "Transa", de 1972, e "Como Dois e Dois", de Roberto Carlos, além de introduzir a última canção do bis ("Nine Out of Ten") com "Mora na Filosofia".

Antes, na abertura da noite, o gaúcho Marcelo Birck (ex-Graforréia Xilarmônica, que mistura o rock dos anos 1960 com colagens, ruídos e técnicas eletroacústicas) mostrou sua música conceitual a um público muito pequeno, que só aumentou para a entrada do trio de jazz acústico The Bad Plus.

O festival faz uma última parada nesta terça-feira (31) em Curitiba, onde se apresentam Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs e Beastie Boys.

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