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13/06/2005 - 18h06
Júri inocenta Michael Jackson em caso de abuso sexual contra menor
da Redação

O cantor Michael Jackson, 46, foi absolvido das dez acusações que pesavam contra ele no julgamento por abuso sexual de um menino de 13 anos.
A assistente do juiz Rodney Melville leu o veredicto dos jurados na tarde desta segunda-feira (13), considerando o astro inocente das dez acusações, entre elas a de abusar sexualmente de um menor, de ter planejado um seqüestro e de ter servido bebida alcoólica a crianças com o intuito de abusar sexualmente delas.
Na leitura do veredito, não são explicados os motivos que levaram o júri a considerar Jackson inocente.
Segundo a CNN, dentro do tribunal, o cantor recebeu o veredito de sua inocência sem demonstrar nenhuma emoção. Jackson teria apenas levado um lenço aos olhos, como se enxugasse lágrimas.
O cantor deixou o tribunal de Santa Maria, na Califórnia, onde transcorreu todo o processo, aproximadamente às 18h15 (horário de Brasília), acompanhado pela família e escoltado por seguranças. Jackson mandou beijos para os fãs que o aguardavam do lado de fora mas parecia muito abatido. O cantor se dirigiu ao seu rancho, Neverland (Terra do Nunca).
O veredito de inocência do júri foi recebido com aplausos pelas centenas de fãs do "rei do pop" reunidos em frente ao tribunal que acompanhavam a leitura do juiz Melville por meio de um sistema de som.
Se Jackson tivesse sido declarado culpado de todas as acusações, poderia ter sido condenado a mais de 18 anos de prisão.
Além do juiz Rodney Melville, integravam o processo o promotor Ron Zonen, o advogado de defesa do cantor, Thomas Mesereau Jr., e o júri composto de oito mulheres e quatro homens.
As acusações que pesavam contra o cantor eram:
ACUSAÇÃO UM:
Michael Jackson é acusado de um delito grave de conspiração no período compreendido entre 1º de fevereiro de 2003 e 31 de março de 2003.
Jackson teria conspirado com outras pessoas, cujas identidades são desconhecidas, para cometer os seguintes crimes:
- Delito grave de seqüestro de um menor - Delito grave de cárcere privado - Delito grave de extorsão com o fim de viabilizar a conspiração.
Cometeu um ou mais dos atos mencionados no Estado da Califórnia e pelo menos um deles no Condado de Santa Barbara.
ACUSAÇÕES DOIS E TRÊS:
Abuso sexual de um menor de 14 anos no período compreendido entre 20 de fevereiro de 2003 e 12 de março de 2003. Jackson cometeu um delito de abuso sexual em certas partes do corpo de John Doe (nome fictício dado à suposta vítima) com a intenção de estimular e satisfazer os desejos sexuais de Jackson e do menino.
ACUSAÇÃO QUATRO:
Abuso sexual contra um menor de 14 anos no período compreendido entre 20 de fevereiro de 2003 e março de 2003 (...). A primeira acusação de abuso foi testemunhada por James Doe (nome fictício dado ao irmão do acusador).
ACUSAÇÃO CINCO:
Abuso sexual no período compreendido entre 20 de fevereiro de 2003 e 12 de março de 2003. Esta seria a segunda acusação de abuso sexual testemunhada por James Doe.
ACUSAÇÃO SEIS:
Tentativa de abuso sexual no período compreendido entre 20 de fevereiro de 2003 e 12 de março de 2003.
ACUSAÇÕES SETE, OITO, NOVE E DEZ:
Fornecimento de agente tóxico com o objetivo de cometer um delito agravado no período compreendido entre 20 de fevereiro de 2003 e 12 de março de 2003 (...). Jackson teria dado álcool a John Doe com a intenção de abusar sexualmente do menino.
As acusações dois e cinco são consideradas pelo tribunal "crimes graves".
(Com informações da agência AFP)

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