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01/08/2005 - 17h55
Líder do Cake anuncia saída da gravadora e fala sobre shows no Brasil: "Não sei se voltaremos a aparecer na TV"
da Redação

Em entrevista exclusiva para UOL Música, na tarde de segunda (1º), o líder do grupo Cake, o vocalista John McCrea, revelou que o grupo americano deixará a gravadora de que é contratada para voltar a ser um grupo independente e falou sobre os shows que a banda faz no país.
"O esquema das grandes gravadoras é um sistema que, depois de um tempo, não funciona mais e acaba por destruir a si mesmo", disse McCrea. "Nós criamos um selo nosso, independente, e faremos nosso próximo disco por ele".
A banda, que está no Brasil para lançar seu quinto disco, "Pressure Chief", ainda não tem previsão de começar a gravar o próximo álbum.
"Não sei como vamos sobreviver nesse mundo empresarial sem uma grande gravadora", disse o cantor e compositor do grupo, "por isso, visitem nosso site oficial e inscrevam-se na nossa lista de notícias. Esta será a melhor maneira de ficar sabendo de nosso próximo disco", declarou.
"Não sei se a indústria musical é realmente um negócio de mafiosos", ironizou McCrea, "se for mesmo, é possível que a gente nunca mais volte a aparecer na televisão".
Fãs do Cake podem se preparar para um show estilo "greatest hits", com músicas de todos os discos, e sucessos que tornaram a banda conhecida no Brasil, em meados dos anos 90, como a regravação de "I Will Survive", canção interpretada originalmente por Gloria Gaynor, e o sucessos "Never There".
"Não usamos uma lista de música predetermninada em shows", garantiu McCrea, "e também não tocamos só músicas do disco mais recente só porque elas estão no disco mais recente; tocamos um repertório equilibrado, com músicas dos cinco álbuns".
Na primeira vez que a banda esteve no Brasil, para tocar no extinto festival Free Jazz, em 1999, seus shows contaram com a participação do brasileiro Tom Zé. "Um amigo me deu um disco do Tom Zé há uns dez anos. Desde a primeira vez que ouvi, fiquei chapado. Ele é um gênio", elogiou McCrea. "É claro que nós adoraríamos que ele fizesse participasse do show novamente, mas ainda não sei se isso vai acontecer", completou.
O trompetista do grupo Vincent di Fiore, responsável pelos arranjos de metais --marca registrada do Cake-- também falou com exclusividade a UOL Música.
"Usamos o trompete para fazer o solo que poderia ser da guitarra, só que a guitarra é um clichê do rock", declarou o músico que está no grupo, junto com McCrea, desde sua formação. "Acho que o que caracteriza o som do Cake é que o trompete tem um som um pouco precário", definiu Di Fiori.
O Cake começou sua carreira como uma banda independente. Seu primeiro disco, "Motorcade of Generosity", foi custeado pelos integrantes do próprio grupo e lançado pelo selo independente Capricorn. A banda estourou nos Estados Unidos em 94 depois que esse primeiro disco foi relançado pela gravadora Universal, uma das cinco grandes do mercado fonográfico.
A banda se apresenta de quarta (3) a sábado (6) no Brasil. Os shows acontecem em Porto Alegre, Goiânia, São Paulo e Curitiba.
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