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24/04/2006 - 20h03
Líder do Echo & The Bunnymen fala sobre os shows que fará esta semana no Brasil

FERNANDO KAIDA
Editor-assistente de UOL Música


Depois de cancelar a turnê que faria no Brasil em março por problemas com os vistos dos músicos, a banda inglesa Echo & The Bunnymen está com tudo pronto para desembarcar no país esta semana. "Já estamos com os vistos", diz o vocalista Ian McCulloch.

Em sua quarta visita ao país, o Echo & The Bunnymen promove seu mais recente disco, "Siberia", lançado no final do ano passado e já disponível em edição nacional. O grupo toca na sexta-feira (28), em Curitiba, sábado (29), em São Paulo, e domingo (30), no Rio de Janeiro.

"Siberia" é o décimo disco da carreira dos Bunnymen e o quarto desde que a banda foi reunida, em 1997. Entusiasmado com a boa receptividade do CD e com a atual turnê, na qual diz ter feito alguns dos melhores shows de sua carreira, Ian McCulloch afirma que os fãs brasileiros poderão se surpreender com o Echo que verão no palco nesta semana. "A missão é superar os shows da turnê de 1987", declara. O inglês se refere à histórica primeira turnê do Echo no Brasil, quando estava no auge da popularidade.

Atualmente liderado por McCulloch e o guitarrista Will Sergeant --únicos remanescentes originais da banda criada em 1978, em Liverpool-- o Echo & The Bunnymen vem ao Brasil com o baixista Peter Wilkinson, o baterista Simon Finley e o tecladista Paul Fleming. "A banda é ótima e me inspira a cantar melhor", afirma sobre os novos companheiros.

Veja abaixo os melhores momentos da entrevista com Ian McCulloch, do Echo & The Bunnymen:

UOL - Como tem sido a turnê do novo disco?
Ian McCulloch - Fantástica. Nos últimos nove meses, quando começamos a excursionar, fizemos alguns dos melhores shows de nossa carreira, mesmo desde o começo. A banda é ótima e me inspira a cantar melhor. É muito animador ter este sentimento de que você está tocando melhor do que nunca. Digo isso sem querer insultar Les Pattinson (baixista original que tocou com a banda até 1999): realmente acreditamos que podemos ser melhores que o primeiro Echo & The Bunnymen. Nós tocamos no festival South By Southwest no Texas há algumas semanas e acho que essa pode ter sido a melhor apresentação que já fizemos. Foi um show perfeito, excitante, misterioso. Nos contaram depois que enquanto tocávamos "The Killing Moon", a lua apareceu por trás do palco. Foi um daquelas momentos mágicos.

E agora vamos ao Brasil, que é nosso lar espiritual. Espero que os shows sejam os melhores que já fizemos por aí. Eu sei que as apresentações de 1987 são consideradas históricas no Brasil. A missão é superar esses shows nesta semana.

UOL - O repertório terá músicas de "Siberia", sucessos antigos e o que mais?
McCulloch - Mostraremos todos os aspectos do Echo & The Bunnymen. É difícil não tocar os clássicos. Canções como "The Killing Moon", "Back of Love", "Seven Seas", "Ocean Rain", "Bring on The Dancing Horses" e "Nothing Lasts Forever" não podem ficar de fora. De "Siberia", com certeza teremos "Stormy Weather", "Scissors in The Sand", "In The Margins", que é ótima ao vivo, e "Of a Live". Eu gostaria de tocar mais alguma nova, vamos ensaiar e ver o que poderá entrar. Devemos tocar também "Never Stop", que não lembro se tocamos da outra vez, e "The Disease", do disco "Heaven Up Here" (1981). É claro que no Brasil, caso a platéia esteja enlouquecida, vamos tocar canções que não mostramos ao vivo faz tempo, como "Angels and Devils" e até mesmo "Do It Clean", que não tocamos no palco há muitos anos. Essa sempre foi a nossa grande canção ao vivo. Vou sugerir essa música para o show.

UOL - "Siberia" tem recebido boas críticas e muitas delas dizem que é o melhor disco desde a volta da banda, em 1997. Você concorda?
McCulloch - Sim. Eu adoro "Evergreen" (1997), especialmente músicas como "Just a Touch Away", "Forgiven" e "Nothing Lasts Forever", mas o novo CD soa mais equilibrado, tem uma boa seqüência de músicas. Também adoro o disco "What Are You Going to Do with Your Life?" (1999), mas ele é mais visto como um disco solo meu, então "Siberia" soa mais como um disco dos Bunnymen. E "Flowers" (2001) é um bom disco, mas não está entre meu favoritos. Normalmente eu não ouço os discos do Echo & The Bunnymen inteiros, mas esse novo me faz sentir bem quando o ouço.

UOL - Músicas como "Parthenon Drive", "Stormy Weather" e "Of a Life" lembram muito a sonoridade do Echo & The Bunnymen do ínicio de carreira, inclusive na forma como o baixo e bateria são tocados. Vocês buscaram essa sonoridade desde o ínicio?
McCulloch - Isso apenas aconteceu. Peter Wilkinson é um ótimo baixista que sempre gostou da forma de Les Pattinson tocar. Ele era um grande fã dos Bunnymen quando era jovem e acho que aprendeu a tocar com nossos discos. A similaridade deve vir daí. O produtor Hugh Jones (que também produziu "Heaven Up Here", de 1981) fez algumas mudanças nas batidas, mas o trabalhou basicamente ficou a cargo do baterista Simon Finley (o baterista original do grupo, Pete de Freitas, morreu em um acidente automobilístico em 1989). Temos tocado com essa formação por três anos. Há um sentimento real de banda e uma química entre os músicos. Nunca tivemos a intenção de soar como a banda de antigamente. Tudo aconteceu naturalmente.

UOL - Esta será a quarta turnê da banda no Brasil e sua sexta visita ao país. Há algo ainda que você gostaria de fazer?
McCulloch - Eu gostaria de ficar por mais tempo. Faremos apenas três shows desta vez. Pode ser que eu faça uma discotecagem em algum lugar, mas não há nada certo. Meu agente é quem está vendo isso. Eu adoraria fazer alguns shows acústicos sozinho em um bar. Pode ser que voltemos no ano que vem para mais shows. Nosso plano é gravar um novo disco no final deste ano. Tenho canções que escrevo em casa e levo para Will ver o que acha. Possivelmente no ano que vem teremos um novo disco. Devemos começar a gravar em setembro.

UOL - Vocês têm tocado em muitos festivais na Europa e Estados Unidos ao lado de bandas novas. Como é o público do Echo atualmente?
McCulloch - É ótimo. Quando voltamos, o público era majoritariamente velho, de fãs antigos. Agora é uma mistura de gerações. Há jovens fãs que entendem nossa música da mesma forma que os fãs de 20 anos atrás. Eu me lembro da última vez que estive no Brasil (para uma turnê solo em 2004), nós fomos a um bar após o show de Belo Horizonte e havia um garoto de 22 anos que conhecia tudo sobre o Bunnymen, inclusive títulos de canções que nem eu lembrava.

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ECHO & THE BUNNYMEN EM SÃO PAULO

Local:Credicard Hall - Av. Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro
Data: sábado, 29 de abril
Horário: 22h
Ingressos: R$70 (platéia superior) a R$160 (camarotes setor 1) - há meia-entrada
Informações: (11) 6846-6000
Na Internet: www.credicardhall.com.br
Pontos de venda:
Credicard Hall - diariamente, das 12h às 20h - Av. Nações Unidas, 17.955 - Santo Amaro
Citibank Hall: de 2a a sábado, das 12h às 20h - domingos e feriados, das 14h às 20h - Av. dos Jamaris, 213 - Moema;
FNAC Pinheiros: diariamente, das 10h às 22h - Av. Pedroso de Moraes, 858 - Pinheiros;
FNAC Paulista: diariamente, das 10h às 22h - Avenida Paulista, 901 ou Alameda Santos, 960 - Jardins;
Saraiva Mega Store: de 2a a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h - Morumbi Shopping, Shopping Eldorado e Shopping Center Norte;
Loja AM/PM Posto Ipiranga Gravatinha Av Portugal 1756 Bela Vista - Santo André: de 2ª a 6ª, das 09h às 21h; sábado, das 09h às 18 h.
Livraria Siciliano: de 6a e sábado; das 10h às 22h; 2ª a 5ª, domingo e feriados, das 10h30 às 20h30 - Rua Cardoso de Melo, 630
Venda online: www.ticketmaster.com.br




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