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10/05/2006 - 17h53
Ícone do reggae, Bob Marley morreu há 25 anos; ouça sucessos do cantor

da Redação

Nesta quinta-feira (11), completam-se 25 anos da morte do cantor e compositor jamaicano Bob Marley.

Poucos estilos de música têm a figura de um único artista como seu maior representante. Este é o caso do reggae e de Marley, que, mesmo um quarto de século após a morte do músico jamaicano, continuam sendo praticamente sinônimos.

A cada ano, o mito de Marley -morto de câncer no dia 11 de maio de 81- é alimentado com relançamentos, descobertas de gravações inéditas e tributos. Composições suas, como "One Love", "Get Up Stand Up", "No Woman No Cry", "Jammin'" e "Could You Be Loved" ainda são sucesso no mundo todo e sua legião de fãs continua a crescer.

Além de ter seu nome imediatamente identificado com o reggae, Marley passou a ser também um ícone da liberação da maconha. Por ser adepto do rastafarismo*, movimento religioso que prega o uso da droga como uma forma de contato com Deus, Marley incentivava em várias de suas música o uso da maconha e deu a um de seus discos o nome "Kaya", pelo qual a erva é conhecida na Jamaica.

Robert Nesta Marley nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945, em Rhoden Hall, cidade do norte da Jamaica. Fruto do casamento entre uma garota negra de 18 anos e de um oficial branco da Marinha Inglesa, de 50 anos, Marley cresceu na área rural da ilha.

Depois que seu pai abandonou a famílila jamaicana para voltar para a Inglaterra, Bob e a mãe mudaram-se para a capital da Jamaica, Kingston, no final da década de 50. Assim que chegaram, foram morar na lendária favela de Trench Town.

Fascinado com a soul music americana que tocava na rádio, Bob passava o tempo com amigos tentando tirar as músicas que ouviam, com a ajuda de Joe Higgs, um conhecido cantor de Kingston.

A primeira experiência de Marley em um estúdio aconteceu em 1962. Um produtor local chamado Leslie Kong gravou com o cantor seu primeiro single, "Judge Not". Decidido a ser cantor, no ano seguinte Marley formou os Wailing Wailers com um grupo de amigos que incluía o guitarrista Peter Tosh.

O grupo conseguiu uma audição com o produtor musical Clement Dodd, que no final de 1963 lançou o primeiro single dos Wailing Wailers, "Simmer Down". A canção permaneceu por três meses na primeira posição da parada jamaicana e o grupo passou a lançar novos compactos pelo selo de Dodd, Studio One.

Em 1966, depois de uma breve estadia nos Estados Unidos, onde sua mãe vivia com o novo marido, Bob passou a se interessar cada vez mais pelo movimento rastafári e passou a compor canções sobre problemas sociais e espiritualidade, temas que marcariam sua carreira daí por diante.

Reformulado em 1967, o Wailing Wailers passou a se chamar apenas Wailers.

No final dos anos 60, a banda começou uma parceria com o produtor Lee Perry, que com sua excelente técnica de gravação e produção formou, ao lado do grupo, as bases do que viria a ser o reggae moderno.

Apesar de serem muito conhecidos na Jamaica e no Caribe, os Wailers ainda eram desconhecidos na Europa e nos Estados Unidos. Isso viria a mudar em 1972, quando Marley e o grupo assinaram um contrato com o selo inglês Island, fundado por Chris Blackwell e um dos maiores responsáveis pela difusão da música jamaicana na Inglaterra.

"Catch A Fire", de 73, disco de estréia na Island, foi o primeiro degrau para a popularização do reggae. O disco permitiu ao grupo fazer sua primeira turnê pela Europa e pelos Estados Unidos. No mesmo ano os Wailers lançaram seu segundo álbum, "Burnin", que trazia a faixa "I Shot The Sheriff", gravada anos depois por Eric Clapton.

Em fevereiro de 1975, saiu "Natty Dread". Bob Marley and The Wailers eram cada vez mais conhecidos, graças ao sucesso de "No Woman No Cry", que atingiu o primeiro lugar na parada inglesa.

Com o lançamento do próximo disco, "Rastaman Vibration", de 1976, o cantor começou a ser conhecido nos Estados Unidos.

Em dezembro desse ano, depois de ter levado dois tiros em um atentado por causa de suas posições políticas contrárias ao governa da Jamaica, Marley mudou-se para Londres, onde gravou o disco "Exodus". A essas alturas, o cantor já era um sucesso consagrado internacionalmente.

Em 1978, em reconhecimento ao seu serviço na divulgação do pacifismo, Marley recebeu a Medalha da Paz, oferecida pela ONU, em Nova York. No mesmo ano foi, pela primeira vez, à África, onde visitou o Quênia e a Etiópia, país considerado o lar espiritual dos rastafaris. Depois de uma nova turnê pela Europa e EUA, o grupo lançou o disco ao vivo "Babylon By Bus", e tocou na Austrália, Japão e Nova Zelândia.

Em 79, Marley lançou seu nono álbum, "Survival". A África era o único continente em que o grupo ainda não havia se apresentado, mas em 1980 Bob Marley foi convidado para se apresentar com os Wailers na cerimônia de independencia do Zimbabwe.

Ainda em 80 foi lançado "Uprising", que tinha entre suas faixas o mega-hit "Redemption Song". Após uma série de shows pelo continente europeu, o grupo foi para os Estados Unidos. Depois de dois shows no país, o cantor ficou seriamente doente. Exames mostraram que Bob Marley estava com câncer.

Com o cérebro, pulmões e fígado já atacados pela doença, Marley não conseguiu resistir por muito tempo. O cantor morreu em 11 de maio de 1981, aos 36 anos, na cidade de Miami.

 
* Rastafarismo, movimento religioso nascido na Jamaica, que identifica a história dos negros com a das 12 tribos de Israel, que, segundo a Bíblia, foram escravizadas na Babilônia. Para os adeptos do movimento, chamados rastafáris, os negros foram diasporados pelo mundo pelo colonialismo europeu mas serão reconduzidos à África por um 'Rei Negro' profético.
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