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17/09/2006 - 23h04Peter Hook diverte com discotecagem pop em segunda noite de Motomix
da Redação
Na segunda noite do Motomix, o show foi do baixista do New Order, o performático Peter Hook, que, com uma seleção pop que misturava Grace Jones, Happy Mondays, Blur e Sex Pistols, além, é claro, de muito Joy Division e New Order. A platéia de cerca de 2.200 pessoas (segundo a organização do festival), que tinha sido levada até ali com discotecagens mais "sérias", de Andrew Weatherall, Isolée e Swayzak, adorou o clima "matinê de clube" que se instaurou e dançou muito. O DJ dançou, ergueu os braços e "regeu" a platéia, e não economizou caretas enquanto mexia nos botões de seu equipamento e soltava nas caixas do Espaço das Américas sucessos como "Bizarre Love Triangle", "Anarchy in the U.K.", "Song 2" e "Love Will Tear Us Apart". O fato do festival ter parte de suas atrações transferidas para o domingo, para se adequar a normas de segurança da prefeitura, acabou prejudicando um pouco a noitada, afinal, baladas domingueiras não se estendem tanto quanto as de sábado. Além disso, os artistas que foram remanejados para o segundo dia não contaram com o atrativo de público do Franz Ferdinand, que, no sábado, levou cerca de 7.600 pessoas ao Espaço das Américas apesar do eventou só ter sido de fato confirmado no mesmo dia, durante a tarde. Valeu a pena, o show (encerramento da turnê internacional da banda) foi histórico (leia mais sobre o show do Franz Ferdinand) e o melhor do festival. Destaques do domingo O domingo começou com a apresentação dos alemães do Schneider TM, que apesar do público de cerca de 100 pessoas, fizeram uma bela apresentação que contou com momentos delicados, dançantes e distorcidos. O inglês Andrew Weatherall veio em seguida com um set de batidas fortes e cadenciadas que, infelizmente, também foi presenciado por poucas pessoas. Depois foi a vez da dupla Swayzak, que animou a platéia com uma seleção de sonoridade limpa, dançante e com referências ao pop, jazz e house. Inicialmente formado pelos produtores James Taylor e David Brown, o Swayzak é hoje um projeto que conta com a participação do baterista Francesco Brini e do DJ Roger 23, e que se apresenta em diferentes formações. No Motomix, o Swayzak veio apenas com Brown e Brini. No palco, o primeiro cuidou das manipulações eletrônicas e programação no computador, enquanto o outro ficou responsável pela percussão em um kit de bateria. Outro destaque do domingo foi o alemão Rajko Müller, o Isolée. Sozinho no palco, o produtor tocou uma seleção de composições próprias, como "My Hi-Matic", de seu disco "We Are Monster", de 2005. De um início mais intimista e tranquilo, a apresentação cresceu para músicas de batidas funkeadas e timbres oitentistas que colocaram o público para dançar.
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