UOL Música
UOL BUSCA

Publicidade

11/11/2006 - 21h11
"É mais fácil ser conhecido na Inglaterra do que nos EUA", diz a banda americana We Are Scientists

GUGA AZEVEDO
Colaboração para o UOL


Divulgação

Da esq. para a dir., Chris Cain, Keith Murray e Michael Tapper, do We Are Scientists

Da esq. para a dir., Chris Cain, Keith Murray e Michael Tapper, do We Are Scientists


A exemplo dos conterrâneos Strokes, a banda We Are Scientists, de Nova York, deixou para trás a cidade natal e apostou no mercado musical inglês. Porém, ao contrário de Julian Casablancas e sua trupe, eles chegaram à Inglaterra desconhecidos e sem nenhum hit.

"Na Inglaterra, se você tem uma música tocando nas rádios, o país inteiro está te ouvindo", disse Chris Cain, baixista do We Are Scientists sobre a decisão de atravessar o Atlântico.

O primeiro disco da banda, "With Love and Squalor" (2005), lançado pela gravadora Virgin, foi bem elogiado pela crítica e pode ser considerado um dos mais sólidos e promissores álbuns desta nova geração de bandas alternativas. Somado às enérgicas apresentações, o americano We Are Scientists se tornou popular primeiro na terra da rainha.

A banda se apresenta no próximo dia 25 de novembro em São Paulo, no festival Nokia Trends, que também traz Ladytron, Soulwax, The Bravery, Hot Hot Heat e outros. "Tentamos sempre fazer uma performance diferente e interessante em cada show, para que ele se mantenha novo e fresco tanto para o público quanto para a banda", afirmou o baixista que está em turnê há dois anos.

O grupo nasceu em 2000, enquanto Cain, o vocalista Keith Murray e o baterista Michael Tapper estavam na faculdade. Todos vinham de diferentes regiões dos EUA e faziam algumas apresentações gratuitas em pequenas festas. A banda lançou alguns singles independentes e se mudou para o Brooklyn, em Nova York. Em 2004 eles decidiram tentar a sorte na Inglaterra, e o que veio depois você pode saber nas palavras do próprio baixista do We Are Scientists, Chris Cain:

UOL - Por que o We Are Scientists, dos EUA, ficou famoso primeiro na Inglaterra?
Chris Cain - A Inglaterra é um dos lugares onde uma banda pode ficar conhecida mais rápido e facilmente. Um dos motivos é o semanário musical "New Musical Express", para o qual se você souber passar as informações certas sobre turnês, shows e os trabalhos, ele ajuda bastante a projeção da banda. O outro lado são as rádios, que têm transmissão nacional. Portanto se você tem uma música tocando nessas rádios, o país inteiro está ouvindo. Nos EUA, você tem de ir de cidade em cidade e fazer a divulgação de diferentes maneiras em cada uma delas.

UOL - Como foram os primeiros shows britânicos?
Cain - Nossas primeiras apresentações foram como banda de apoio do grupo The Editors e foram bem legais. O Editors já era bem conhecido, e nós tivemos sorte porque só iríamos abrir para eles em algumas datas da turnê, mas a banda Moving Units, que faria o show oficial de abertura, cancelou os shows, e nós fizemos a turnê inteira com o Editors. Foi muito bom porque nos apresentamos em shows que estavam lotados, antes mesmo de as pessoas nos conhecerem.

UOL - A Internet também ajudou a banda a se tornar conhecida?
Cain - Sim, definitivamente. Eu não acredito muito na idéia de que uma banda desconhecida pode se tornar famosa somente através do Myspace ou websites. Sei que é uma brilhante maneira de você se manter em contato com os fãs e facilmente atingir outras pessoas. A Internet nos aproxima com o público durante as turnês, para divulgar shows ou novidades da banda. Desde o começo nós já éramos bem conscientes sobre o valor dos websites e do Myspace. Portanto eu diria que a Internet é apenas uma importante parte de todo o processo.

UOL - O que o público de São Paulo pode esperar do show no Nokia Trends?
Cain - Eu não posso prometer nenhuma surpresa, tentamos sempre fazer uma performance diferente e interessante em cada show, para que ele se mantenha novo e fresco para o público e para a banda. Estamos em turnê há dois anos, fazendo o mesmo show como se fôssemos uns robôs. E sabemos que isso é um saco, por isso tentamos fazer tudo o que podemos para deixar o show único para nós e para os fãs.

UOL - O que vocês tocam nos shows, além das músicas de seu primeiro disco? Algum cover ou trabalho novo?
Cain - Sim, nós tocamos vários lados B, alguns deles foram feitos depois do lançamento de "With Love and Squalor". E agora, durante a turnê inglesa, a gente está abrindo os shows com uma versão "karaokê" da música "End of the Road", do grupo Boyz II Men.

UOL - Vocês surgiram logo após o Bloc Party, Maxïmo Park, Kaiser Chiefs, entre outras bandas cujos primeiros álbuns foram bem recebidos. Seu primeiro álbum, "With Love and Squalor", recebeu boas críticas, e vocês também fizeram uma turnê com Arctic Monkeys, Maxïmo Park e Mistery Jets organizada pelo "NME". Você acha que o WAS é tão "hype" quanto essas bandas mencionadas? E você acha que as suas músicas têm a ver com as dessas bandas?
Cain - Todas essas bandas complementam umas às outras nesse cenário. Nós todos dividimos as mesmas referências, mas eu não acho que as bandas tenham sonoridades parecidas. Não acho que nós somos uma "big band" como Arctic Monkeys ou Maxïmo Park, tanto em número de vendas de discos quanto de bilheteria dos shows. Eu acho que o Mistery Jets estão a um passo atrás de nós, enquanto o Maxïmo Park está um passo à nossa frente. Mas todas as bandas vêm se saindo bem com suas turnês.

UOL - O nome da banda é We Are Scientists, vocês usam roupas que seguem uma linha meio "nerd" e costumam dar declarações "excêntricas". Vocês são realmente assim?
Cain - Nós definitivamente somos assim. Usamos ternos, somos quase cegos e parecemos bancários. Assumimos isso depois que entramos no meio rock'n roll. Mas sempre fomos comediantes privilegiados, e obviamente, bem bonitões. Isso tudo sem nenhuma cirurgia plástica!

UOL - Quais são suas influências musicais?
Cain - Honestamente, não é possível fazer uma lista de referências. Eu diria que é tudo o que nós ouvimos nos últimos 20 anos, todos os bons e maus shows a que assistimos. Não acho que podemos definir nossas referências com um nome ou artista em particular...

UOL - Qual foi o lugar mais estranho e diferente que vocês já tocaram?
Cain - Geograficamente, foi Kuala Lumpur na Malásia, porque lá não é um dos lugares mais freqüentados por bandas de rock americanas. Agora tocamos em vários "espaços" estranhos, como no início de nossa carreira, quando a gente se apresentava em alguns porões. Uma vez a gente tocou em um porão em Portland, onde estava rolando uma festa, e o teto era tão baixo que toda hora alguém batia a cabeça. Não conseguimos ficar em pé durante toda a apresentação. Foi bem claustrofóbico, mas ao mesmo tempo, muito legal porque foi intenso e o calor era grande.

ÍNDICE DE NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
16/06/2009

13h46- Aerosmith toca íntegra de disco clássico de 1975 em turnê

12h30- Primeiro festival de documentário musical começa dia 25 em São Paulo

12h15- Integrante da banda The Ventures, Bob Bogle morre aos 75 anos

12h07- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Where Were You" ao vivo

12h05- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Guitarrista inglês Jeff Beck toca "Big Block"

12h02- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Clipe ao vivo de "Scatterbrain" com Jeff Beck

12h00- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Goodby Pork Pie Hat" ao vivo

11h58- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Led Boots" ao vivo em Londres

11h43- Spyro Gyra e homenagem a Carmen Miranda passam por palcos paulistanos

11h39- Violinista Hilary Hahn apresenta repertório erudito na Sala São Paulo

Mais Notícias