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03/05/2007 - 22h00
Bate-papo UOL: Sem saudosismo, DJ Patife diz que a "música não está sendo feita com coração"

Da Redação


O Bate-papo UOL com Convidados recebeu nesta quinta-feira (3), o DJ Patife que se apresenta pela oitavo ano consecutivo no Skol Beats, festival de música eletrônica que acontece nesta sexta (4) e sábado (5) em São Paulo.

No papo, o DJ --que disse não se sentir saudosista com relação à música eletrônica, e nem se considerar um "dinossauro" do drum'n'bass-- comentou que se emociona em todas as apresentações que faz e que, caso um dia essa emoção deixe de existir, será melhor se dedicar a outra profissão. Mas o DJ ressalta: "acho que a música não está sendo feita com coração como era antes"; segundo ele o negócio está sendo colocado acima da música, diferente do que era quando começou.

Sobre a cena brasileira de drum'n'bass Patife acredita que o cenário precisa amadurecer, desde os empresários que não acreditam na viabilidade das festas, até os DJs que tem a "cultura de segurar música" e dificultam, assim, a divulgação do produto. "Estamos perdendo tempo, precisamos buscar o reconhecimento", finaliza.



Leia a seguir a íntegra do bate-papo com DJ Patife que contou com a participação de 458 internautas.


(09:13:59) DJ Patife: Boa noite a todos do UOL, estamos aqui para um bate-papo.

(09:14:01) Bate-papo UOL: Queria que você contasse pra gente como começou a sua carreira.... Como tudo começou? Que histórias daquela época você se lembra?
(09:15:35) DJ Patife: São três fases. A primeira quando eu tinha de 7 a 8 anos e ficava gravando fita cassete. Depois foi quando eu tive a experiência no Rap. Fazia aniversário, casamento, formatura, etc. E a terceira é a realização do meu sonho que é tocar em uma casa. Que se realizou em 1999.

(09:15:15) djminhoca: E aí Patife. Muito boa noite, sei que você teve influências Blacks. Fale um pouco a respeito por favor. Obrigado.
(09:20:54) DJ Patife: djminhoca, a escola do Rap me deu a base musical logo cedo. Naquela época aprendi a samplear. Eu ia para os bailes na época do Black Mad, tinha a hora do Rap, tinha hora que tocava dance etc. e eu aprendi com tudo isso. Tinha Public Enemy que foi o que mais me influênciou. Depois veio o Snoopy. O Thayde e DJ Hum. O RPW, que fizemos uma compilação juntos. Esses são DJs desta época que foram inspiração. Tem muita coisa envolvida nisso. No samba, tem o Adoniran Barbosa, o Pixinguinha. Acho que isso de conhecer de tudo não pára. Agora estou formando a minha identidade musical.

(09:15:29) Bate-papo UOL: Patife, você já tem mais de dez anos de carreira. O que mudou nesse tempo? Como você vê a "cena" do drum'n'bass atualmente?
(09:17:38) DJ Patife: A música mudou, as festas, muita coisa mudou. Acho que a música não está sendo feita com coração como era antes. Está em cima do negócio, mais para o lado do negócio. Eu me divirto tocando. Só não me divirto quando o som não está bom. Se eu não fosse DJ, o meu momento de diversão seria quando eu vou para o baile escutar o som.
(09:23:14) DJ Patife: Sobre a música eletrônica, eu gosto muito de uma onda que está rolando que é o Brooken Beats. Eu tive um contato com uma parada chamada Duby Step. Gosto daquele house americano. Também do bom e velho flash house e também de lounge. O Drum'n'Bass que toco tem muita mistura. E ele é o filho mais novo da música eletrônica. É o último que chegou depois do house, rap. Antes de D&B eu toquei house, techno. E tudo isso serve de influência no meu trabalho.

(09:23:16) Bate-papo UOL: Ano passado você lançou o CD "Na Estrada", que está concorrendo ao Prêmio TIM como melhor CD de música eletrônica... o que tem nesse CD?
(09:28:56) DJ Patife: Ele é totalmente diferente dos anteriores. O "Na Estrada" é um disco de produção. Com a idéia de levar ao público as minhas influências como o jazz, a MPB e o samba rock. Como produtor até que me saí bem. Muita gente que comprou o disco disse que está estranho, que não é de balada. Mas é esta a intenção, a de diferenciar. Tem uma música interessante que é a "Made in Bahia". Eu nunca estive na Bahia. A história é que eu estava abrindo um projeto de inclusão digital na BA e me vi tocando com o Olodum. Enfim isso me influênciou muito. Dois gringos vieram, o MC Fats e o Cleveland. Foi uma semana maravilhosa. A "Overjoyed" também foi bom pois sempre quis fazer algo do Stevie Wonder. Estava no Indiano na av. Paulista e comecei a cantar essa música, daí resolvemos fazer.

(09:21:43) Bate-papo UOL: Hoje, no Brasil, poucas são as casas que dedicam suas noites ao público do d'n'b. O que aconteceu?
(09:32:34) DJ Patife: A minha visão sobre isso é meio cruel para o pessoal do cenário. Existe uma barreira ainda. Sempre quando se fala em D&B para dono de casa noturna ele fala que só atrai gente que é público feio. Essa é a primeira dificuldade. A segunda é o produto. Você escuta o meu set e no dia seguinte vai na Fenac e não consegue encontrar. Tem aquela cultura de segurar música, que acho que é uma conversa fiada. No Brasil, essa coisa de tocar só para o cenário, ou seja, tem muito DJ que toca muito para o outro DJ ouvir. Tem que fazer a coisa na pista. Tem muito desta coisa de fórum onde ficam um falando do outro. Vamos usar esta coisa toda para crescimento. Não ficar perdendo tempo. Resumindo, acho que o cenário todo precisa amadurecer bastante. Então galera, vamos fazer por onde para ter reconhecimento.
(09:34:54) DJ Patife: Sobre a turnê na Europa, em Londres por exemplo tem 50 clubs. Em plena quinta-feira todos estão cheios e todo mundo está feliz tocando vários sons. Aqui se tá tocando Ivete Sangalo, vai todo mundo ouvir só isto. Aqui a onda do momento é assim, se é o Marlboro, vai tocar em todos os lugares. Isso desgasta o artista. Isso de passar tempo não é legal. Eu gosto de tudo. É coisa da cultura. E acho que a gente até reclama demais, pois estamos em um patamar muito bom na música eletrônica.

(09:23:01) Dj Alessandro_msn: O que vc acha de os dj´s tocarem com notebook ??? vc acha que o uso do note descaracteriza os dj´s ?
(09:37:23) DJ Patife: Dj Alessandro, eu vejo da seguinte forma, você vai tocar para quem e como? Não importa o formato e sim fazer o povo feliz. Agora eu não consigo me divertir tocando desta forma. Vai da forma que o cara se sente bem. Se se sente bem tocando com laptop, tudo bem. Se o público gosta ou não, é ele quem vai responder. Eu acho que fica vazio sem o disco. Vai saber até onde o público está ligado.
(09:39:20) DJ Patife: Sobre o que é o DJ Sambar, hoje tem software que você mixa, pega e põe direitinho, daí mixa sozinho. Agora na mão não tem jeito, ás vezes você samba e dá uma raspada.

(09:24:05) Bate-papo UOL: Patife, você ficou conhecido nacionalmente com a música "Sambassim", em parceria com a Fernanda Porto. Vocês ainda fazem trabalhos juntos?
(09:42:40) DJ Patife: Ela é uma grande bênção em minha vida. Outro dia no set ela chegou e deu um demo para eu escutar sem compromisso. E demorei uns 4 meses para ouvir. Quando escutei achei todas as faixas legais. Passei a tarde escutando. Pensei, não tenho até hoje um Drum'n'Bass em português, o "Sambassim". Liguei para o Xerxes e falei da música e que estava com a música na minha cabeça. E rolou. Foi em 2000 e até hoje não pára de tocar.

(09:36:05) Pedro Souza: Como está a espectativa para o show? Qual a sensação quando você está lá na hora "H"?
(09:44:24) DJ Patife: Pedro Souza, de uns dois anos para cá tenho procurado deixar a expectativa guardada no baú. Agora penso assim, vou sair de casa com o case e vou programar algo a partir do momento em que eu olhar para o público, em cima daquilo que estou vendo. Agora um dia antes do evento não tem como, é difícil. Por exemplo, vou começar com o "Sambassim", mas se o clima estiver mais agitado aí não dá. Sabendo que o Skol Beats é um evento que já tem uma história eu programo na hora.

(09:42:03) tadeu/25a: Olá Patife, boa noite, sou um fã seu. O que vc acha do fatboy slim, e de vc tocando para milhares de pessoas no Skol Beats?
(09:46:27) DJ Patife: Tadeu, eu respeito muito o trabalho que ele fez. Acho que contribui no cenário geral. Envolver a música na coisa do futebol. Essa coisa do público, quanto maior o público maior a vibração e ao mesmo tempo maior é a dispersão. Eu prefiro a coisa menor.

(09:43:12) Livio Mathias: Blz Patife? Tava de bobeira em casa e vi você por aqui! Quero te parabenizar acima de tudo além do seu trabalho a sua humildade que é o que mais se destaca em você. E uma pergunta, você prefere tocar em grandes eventos onde deve manter algum estilo especifico, ou eventos pequenos onde viaja mais na discotecagem?
(09:48:03) DJ Patife: Livio Mathias, eu diria que isso é uma preferência particular minha. Quando o lugar é pequeno e estão todos juntos fica mais intimista. Você está mais próximo do público. Rola uma coisa menos agitada. Quando é um evento grande ficam todos longe, e isso gera frênesi nas pessoas. Quando está perto fica mais íntimo. O grande gera aquela coisa do pop star, do grande, do mágico. E isso gera tensão. Na verdade isso é uma coisa muito particular minha.

(09:42:50) dscience DJ: Patife, ontem após o Bate Papo aqui no UOL com o DJ Marky, espalhei a entrevista dele pelo orkut, e fui recrutando ideias. Marky em partes disse: "O que está na moda é uma porcaria". Algumas pessoas chegaram a falar que ele pode estar em contradição dizendo que ele toca as músicas que estão na moda, como o remix do eminem. O que voce diria a respeito?
(09:51:09) DJ Patife: dscience DJ, a minha opinião não importa muito. Gosto é algo muito delicado de se discutir. É muito difícil discutir gosto. Acho que o que toca por aí é mérito de quem está colocando estas músicas no mercado. É a hora daquilo tocar. Se gosto do Minimal, hoje tem tanto estilo musical que não sei o que é o quê. E não me envergonho em falar isso. Quando ouço esses ritmos novos eu não sei diferenciar. Eu gosto daquilo que me causa alguma coisa ou me lembra uma viagem ou um set. Eu não gosto de coisa dura dentro do Drum'n'Bass ou house. Eu gosto de um acorde, um vocal, mais melódica. Então este tipo de coisa tem dentro do D&B, dentro do house. Eu vou me comprometer muito se disser que não gosto de Minimal...

(09:46:47) GuilhermeG-UNIT: Você acha que falta dj's no Brasil!? Ou está crescendo a cada ano?
(09:52:59) DJ Patife: Guilherme, acho que até sobra. O que falta é espaço. Tem gente fazendo um trabalho maravilhoso que não tem esta oportunidade de fazer o que estou fazendo agora. Mas se tiver merecimento um dia vai fazer isso. Eu acompanho o que essa galera está fazendo. Em meu site tem vários sets. O que puder fazer e estiver ao meu alcance eu faço. Sobre quem está tocando, o David além de DJ está produzindo um som muito bacana. Tem um monte de gente muito bacana aí.
(09:53:26) DJ Patife: Sobre quem está tocando, o David além de DJ está produzindo um som muito bacana. Tem um monte de gente muito bacana.

(09:50:44) Bate-papo UOL: Patife, sua música tem uma influência muito nítida do jazz. Como e quando você começou a fazer essas experimentações?
(09:57:04) DJ Patife: O jazz entrou na minha infância quando eu tinha alucinação por instrumento de sopro. O Sax me chamava mais a atenção. E quando cresci vi que a parte que cabe aos metais era o jazz. Mas o clic todo bateu em 2001 e 2002 quando vi a possibilidade de misturar a coisa toda. Em 2003, eu achei uma coleção da Blue N, com o catálogo de 1977. Daí comecei a comprar documentários e ler livros sobre jazz. A vida de Nat King Cole eu sempre choro quando vejo. E isso está me influênciando agora. E no Brasil tenho um monte de gente me influênciando também.

(09:51:50) Livio Mathias: Aqui é o Livio do Bandas de Garagem ainda, você tem preferencia sobre o que remixar? Samba, Rock, musica da moda ou não? Qual seu gosto pessoal de estilos e tendências?
(09:59:26) DJ Patife: Livio Mathias, analisando agora, eu não tenho um estilo preferido de remixar. Gosto de remixar aquilo que eu gosto. Por exemplo eu gosto muito de um compositor americano chamado John Legend. Comprei o CD dele no escuro. Me falaram que eu ia amar e comprei. Na introdução eu já amei. E até o último lançamento estou adorando. Eu escuto primeiro, se vou me identificar já vejo na hora. Agora se não gosto eu já falo que não rola. Em termos de remix não tenho feito nada.

(09:54:25) Depeche Mode: Vc já inseriu estilos musicais totalmente diferentes do cenário da música eletrônica, o que acha a respeito do Daft Punk que fazem isso com plena harmonia?
(10:00:12) DJ Patife: Depeche Mode, acho o trabalho do Daft Punk fantástico, principalmente quando veio aquela coisa de desenho animado. Até as crianças adoram e eu tiro o chapéu.
(10:02:33) DJ Patife: Sobre se me sinto um dinossauro da música eletrônica, jamais. Se me pergunta se eu já fiz aquilo e aquele outro, eu respondo que estou dando de volta tudo o que o cenário me deu. E estou dando muitas coisas. Eu passei noites maravilhosas em diversas casas noturnas em SP. E acho que hoje estou fazendo uma mera contribuição. Porque se analisar o que que eu fiz. Fiz alguns remixs. Eu me coloco como quem está contribuindo. Eu me considero de uma nova geração. Porque isto começou em 1950. E o que são dez anos de carreira? Eu sou um mero contribuidor e amo de coração esta cultura.

(10:01:43) ind: Hey dj o q vc acha da Dance Music no Brasil?
(10:03:39) DJ Patife: ind, no geral acho incrível ver tudo isso acontecendo. Eventos com 50, 60, 80 mil pessoas curtindo com DJs. Até não acredito em algumas coisas que vejo. Isto no patamar em que está eu não reclamaria de nada. Porém se começar a procurar agulha no palheiro vai achar. Mas no geral está muito bom.

(10:02:50) djdna: O que vc acha dos gringos que vêm a sampa discotecar?
(10:05:54) DJ Patife: djdna, acho legal quando soma algo ao cenário musical. Agora estes gringos vierem aí e depois levar milhões de dólares para o país deles eu não acho. Não acho que roubem espaço, mas que quebra todo um trabalho. Se a pessoa vem trazer informação tanto para nós DJs e vai trazer algo novo, diferente do que nós fazemos, aí sim. O Fat Boy Slim quando vem gera muita coisa, tem muita coisa que rola em torno disso. Agora tem DJ que não trás nada.

(10:02:59) DJ Bola: Você se chateia quando alguém pede alguma música fora do seu repertório?
(10:07:19) DJ Patife: DJ Bola, jamais. Mas quando está perturbando eu me incomodo. Já teve casos em que eu sai da cabine e fui tirar satisfação. Teve um cara que começou a fazer sinal que estava vomitando. Que veio e pegou o disco e dobrou. E um cara que estava só a meia hora vem e faz isso. Eu voei no pescoço do cara e não vi mais nada.

(10:03:49) Thiago 25_SP: Patife, vc um dia pensa em fazer alguma parceria com a galera do rock n´roll! Gostaria de ver vc fazer algo com o Igor Cavalera, por exemplo!!!!
(10:08:24) DJ Patife: Thiago, se não tem três, tem quatro ou cinco anos que o Iggor tá falando "vamos armar". Agora pode até ser que isso vá rolar. Eu já fiz vários trabalhos com músicos de rock. Tem o Emerson do Titãs. É questão de oportunidade, de momento. Estou aberto a tudo. Desde que me motive.

(10:04:23) diego 19 .sp: Ainda dá um frio na barriga quando vc vai tocar pra grandes públicos, apesar de vc já estar acostumado, ou a cada evento é uma sensação nova?
(10:09:29) DJ Patife: Diego, não só para o grande público, como para qualquer evento. Meia hora antes dá aquele desconforto. Se isso acabar acho que acabou o encanto e tem que fazer um trabalho normal. Porque se não tiver essa coisa toda... E eu não crio expectativa.

(10:04:30) quito: Conta como foi tocar no pátio do Zenaide, o que o pessoal chamava de "underground" e que hoje é D&B !
(10:12:03) DJ Patife: quito, se não me engano você era o meu professor de matemática. O Zenaide é a escola que fiz até o primeiro colegial. Foram tantas as festas que eu fiz lá. E não tenho palavras para explicar. É o início. Eu lembro claramente da última vez lá, quando a potência dos agudos queimou. Eu eu puxei os cabos e liguei na mesma potência dos graves e deu até a hora acabar a festa. É a minha escola, o meu crescimento. Foi muito bom passar por tudo aquilo. O início de tudo. A minha história está ali. Quando tem eleição eu vou lá votar e é muito bom.

(10:14:23) DJ Patife: Sobre o programa na rádio Energia 97, isso é outra coisa que é um outro prazer. Se chama Bass line, na 97,7. Eu toco tudo o que está ligado ao cenário Drum'n'Bass que tem o meu estilo. Lá atendo os pedidos. Tem gente que casa e fala eu tenho que ser padrinho... Eu amo fazer este programa. É uma coisa muito boa de fazer. Faço desde 1995. Lá todos tratam a gente sempre do mesmo jeito. E o que mais gosto é a liberdade. Vejo muitos anos de vida neste relacionamento. Domingão às 23h na http://www.97fm.com.br.

(10:16:12) DJ Patife: Sobre quem eu gostaria de ver no Skol Beats, eu gostaria de ver a tenda toda. Tem muita coisa bacana de se ver. É legal o que o Iggor faz com a Laima, rola algo de reggae. É legal essa coisa da fusão do músico com o DJ, pois o DJ fica muito limitado. Eu solto a base e só posso jogar uma coisa em cima. E agora que ele casou com o MPC. Isso vai ser legal de ver também.

(10:17:28) DJ Patife: A vocês que ficaram no UOL muito obrigado pelo carinho de ficar escutando as minhas patifarias. E se puder vá o Skol Beats. E para quem for, curta até o último minuto. E quando der vá ao meu site http://www.djpatife.com.br dar uma checada lá.

(09:44:34) Mayana/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença do DJ Patife e de todos os internautas. Até o próximo!

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