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15/05/2007 - 23h06
Bate-papo UOL: "'Relicário' é o manifesto do otimista que crê que o amor um dia há de vingar", diz Nando Reis

Da Redação


Apesar de acreditar que não seja possível interpretar o significado de uma música, Nando Reis contou a história de "Relicário". A canção fala de uma separação que usa como imagem o transcorrer do tempo entre o dia e a noite para ilustrar uma história de amor, vivida por ele, que foi interrompida pela chegada de uma terceira pessoa. O nascimento de seu filho Ismael, que rendeu mais uma estrofe a nova versão da música, representa a reviravolta do relacionamento. Além disso, a letra começou a ser escrita em 17 de agosto, dia de nascimento da mãe do cantor já falecida, que gostava muito do bolero "O Relicário". "A música começou por conta da minha emoção e essa história da minha mãe passou a ser a fonte das imagens para descrever o momento que eu vivia", explicou o cantor em entrevista ao jornalista Marcelo Tas.

Nando Reis esclareceu a dúvida que intriga muitos de seus fãs que estavam presentes na sala de bate-papo: de onde vem a inspiração para compor as canções de amor e paixão. O músico explicou que as letras das músicas surgem de como ele observa e compreende as coisas ao seu redor. "Muitas dessas músicas têm origem no que eu sinto, no que eu penso, mas não necessariamente no que vivi".



Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 756 internautas.

(06:59:57) Marcelo Tas: Alo meninada, sejam todos muito bem-vindos. Vamos começar ja ja ja!!!!!

(07:04:02) Nando Reis: É legal estar aqui falando com vocês.

(07:04:01) Marcelo Tas: IMPERFEITO: Para falar dos seus convidados do DVD- Samuel Rosa, Andreas Kisser, Negra Li, Andréa Martins- você usa uma frase no release que me chamou a atenção: "Combinar a imperfeição de minha pessoa contada na forma de música, com gente diferente seria, além de um risco, um desafio temerário." Conte uma imperfeição temerária de Nando Reis?
(07:07:16) Nando Reis: Sobre as minhas imperfeições, são muitas, mas neste campo do meu trabalho acho que não exista um ponto de chegada que possa ser medido em qualquer grau absoluto. Eu faço música considerando as minhas características e as variáveis da minha espontaneidade e linguagem coloquial é um padrão de comunicação muito claro para os músicos que trabalham comigo. Quando trago gente que não tem este costume, esta proximidade pode ser um elemento de estranheza, perturba. E eu não sou um cantor muito afinado. A música que faço é muito extensiva. Ela tem como origem a minha experiência pessoal. É muito do que eu vejo e sinto. Essa quantidade de características pessoais, esta hiperpessoalidade em minha música, carrega estes aspectos. Eu sou um cantor em que a minha voz não agrada a todos, mas me julgo bom na somatória de tudo o que eu faço.

(07:11:02) Nando Reis: Sobre a minha insegurança, por mais que eu expresse e revele uma estratégia de defesa não sou mais inseguro com isto. Se fosse um incômodo eu dedicaria uma atenção. Dentro da escala hierárquica do meu trabalho a voz não está no principal. Acho que ela se insere na natureza geral do que eu expresso. Eu sou avesso a infusões de artifícios. Se achasse que a minha voz fosse um elemento de perturbação, mas acho que ela está aquém. Eu estou falando desta maneira irônica porque isto deixou de ter o peso que já teve. Eu consegui equiparar ou trazer com maior equilíbrio as vertentes fundamentais.

(07:44:13) Adriana:

Marcelo Tas entrevista o cantor Nando Reis ao vivo no Bate-papo UOL

(07:12:46) Nando Reis: Uma das coisas mais chatas é que os jornalistas têm uma visão burra, falam "este disco requentado", "você fez um disco ao vivo". Acho uma coisa estranha. Porque os discos devem ter várias análises. Uma a horizontal dentro da carreira. Esse é o único ponto. E há cortes e características que distinguem um disco do outro. E eu fui convidado para fazer um programa de televisão. E dado a esta grande era natural que ele virasse algo mais perene que uma exibição e reprise. E daí virou um trabalho que é o CD e DVD.

(07:17:05) Nando Reis: É o quarto trabalho que faço com a MTV. Eu fiz o Acústico dos Titãs, o que mais vendeu. Depois o da Cássia, o meu Ao Vivo e agora Luau. Eu tenho uma certa experiência em tomar cacetada em acústicos. A crítica mais chocante foi a do Titãs, pois o grau de agressão e crítica negativa é proporcional ao êxito. Isso já explica um monte de coisas da maneira como a crítica se conduz no Brasil. Que na verdade não é um clichê, é uma maneira repetitiva de fazer oposição àquilo que faz sucesso. Assim a posição do jornalista passa a ser tão arrogante que passa desdenhar aquele que está comprando. Qualquer trabalho tem que ser visto individualmente, não pela marca ou gravadora. Quando a gente foi fazer o programa falavam que é estranho fazer um acústico. E é um trabalho muito difícil. Hoje parece que é um truque. A qualidade determinou o sucesso.

(07:17:05) Marcelo Tas: Como recebeu a censura a Biografia de Roberto Carlos?
(07:20:24) Nando Reis: Acho que o Roberto é um sujeito que tem muito zelo pela sua obra e a sua vida. Em 1985 o Roberto apoiou a igreja e eu fiz a música "Igreja". E foi inadequada pelo período em que o Brasil estava passando. Foi uma atitude muito perigosa. Eu não entendo porque o Roberto teve mais dificuldades com músicas de seu repertório que são lindas. Então é um sujeito que tem um protecionismo com sua própria obra. Eu no lugar dele daria pouca atenção a isso.

(07:01:25) penélope: nando, sou super sua fã. adoro seus trabalhos, suas composições, tudo é lindo!!!! parabéns! minha pergunta é: no início da sua carreira como vocalista, muitos duvidavam da sua voz, alguns críticos foram até bem chatos. como vc superou isso???
(07:23:41) Nando Reis: penélope, em parte eu me dei conta das minhas limitações quando comecei a gravar sozinho. Até então dividia esta tarefa com os outros cantores dos Titãs. Eu vi que esta limitação não era só de estar desafinado, mas uma falta de espectro de dar tratamento a uma maior variedade de músicas. Eu não queria que o meu timbre ficasse amarrando o meu viés. É chato ficar ouvindo críticas sobre uma vulnerabilidade, que diz respeito apenas a minha pessoa e não ao meu trabalho. Eu comecei a corrigir aquilo que me interessava praticando. Comecei a fazer shows cantando o show inteiro. Essa coisa de ter um domínio e noção foi útil para o meu desenvolvimento como cantor.

(07:26:43) Marcelo Tas: 5 Filhos: Theodoro, Sophia, Sebastião, Zoe e Ismael. Que significado trazem para a sua vida hoje mais grandinhos?
(07:31:56) Nando Reis: A idade me trouxe muita coisa. Eu tenho cinco filhos de idades muito variadas. O Theodoro tem 21 anos, portanto o tive com 23. O mais novo tem 3, portanto tive com 43. É engraçado ver através dos filhos com o passar do tempo. Há diferentes formas de ver isso. São filhos de diferentes idades. E nas características de cada um se vê as diferenças das características deste tempo. E entre eles há diferenças. Eu trato a minha própria idade talvez com mais proximidade. Ficando mais atualizado do que sou com o que eu era. Me sinto mais jovem. Limitações quase que não há. Essa observação das modificações não são apenas modificativas, são práticas, não apenas teóricas. E é engraçado ver estas transformações. Eu tenho coisas que não acompanho como mexer com computador. Mas os meus filhos usam. Não tenho nada contra o computador. Mas uma característica que distingue é que sou um sujeito formado através da música gravada pelos LPs. Eu gosto de discos. O CD trouxe para o disco algo que foi desviando uma história que era contada da faixa 1 a faixa 12. E acho que tem uma leitura que enriquece. Acho que a colagem pode ser muito rica, mas pode fracionar o pensamento e deixar pobre e superficial.

(07:23:48) Marcelo Tas: FOTO ANTIGA TITÃS: No nosso programa de estréia na TV, Olhar Eletrônico, os Titãs desfilaram pela grife Kaos Brasilis. No release, agradece ao maratonista Carlos Freitas. Ta malhando seriamente? O que a idade te trouxe?
(07:40:20) Nando Reis: Na verdade esta foto foi feita para a divulgação do nosso show muito antes da gente gravar um disco. Foi feita sobre uma pintura do Rodrigo Andrade, uma pessoa da nossa equipe. E é já o início da Kaos Brasilis. Isso é 1983. Sobre o maratonista, ele é o cara que fez a masterização. Estou malhando, mas não faço maratona não.

(07:48:20) Adriana:

Nando Reis fala sobre seu novo CD "Luau MTV" ao vivo no Bate-papo

(07:15:03) Carlos: Sou seu fã desde 12 de janeiro, e curto muito seu som, suas composições. Particularmente, não que isso seja importante, mas é minha opinião, você tem vinculado muito a exposição do seu trabalho á MTV. De certa forma, você não acha parceria MTViana que vc adotou, não direciona o seu trabalho pra um fim comercial, perdendo um pouco dessa essência de arte pela arte. Entendo da importância dos meios de comunicação para os artistas, mas tudo que é bom tem um certo limite, não acha??
(07:34:30) Nando Reis: Carlos, não acho. Entendo que possa causar esta impressão porque a MTV passou a ser também uma marca dando a impressão de facilitadora. O que levou a MTV a ocupar este lugar foi a qualidade dos trabalhos feitos lá. Eu não me sinto preso demais a MTV. Sempre tive uma relação muito boa. E não fui convidado por outra emissora para fazer nada que eu ache muito bom.

(07:15:39) Alice :): Nando, (desculpe-me mudar de assunto.) Como você se sente em relação ao trabalho que fez/fará (não sei) com Cachorro Grande? Eu gosto muito de vocês e gostaria de saber como foi/será. :D
(07:36:43) Nando Reis: Alice, o Cachorro Grande é uma banda que eu gosto muito. Eu fiz um trabalho com eles, um projeto, e a partir desta oportunidade ficamos ligados. Eles têm um som sensacional. E também uma diferença de idade que curiosamente tem uma preferência de som que eu gosto muito. É uma surpresa porque aparentemente não tem nada a ver com o som deles. Eu gosto quando percebo que as influências não necessariamente traduzem aquilo que eles fazem. Eu os convidei para abrir o show. É provável que no biz toquemos algo diferente.

(07:15:42) biula: algumas pessoas estão criticando muito a participação da andrei do canto dos maldito...o q e vc pensa a respeito?
(07:38:23) Nando Reis: biula, eu acho uma bobagem, mas entendo. Porque por outro lado esta música que ela cantou foi cantada pela Cássia. E a Cássia deixou no legado de sua morte a impressão de que as coisas são intocáveis. E acho que isso não é verdade. Gosto da voz da Andréia e até vou defendê-la porque este tipo de impressão que às vezes não agrada tanto é porque o timbre dela não é peculiar. Acho que ali tem uma voz com quantidade de mistério e insinuações não facilmente reconhecíveis. Acho que foi lindamente cantado. E até hoje me lembra a Cássia. Uma das graças da música é isso, a gente morre e a música fica. A Cássia é presente em minha vida pela quantidade de coisas que fizemos juntos. E inevitavelmente todas as vezes que canto "All Star" lembro da Cássia. Eu tive grandes parceiros na vida e todas as pessoas tiveram importância. Mas nunca tive com ninguém tanta intensidade que resultou em um trabalho tão próximo. Se a Cássia estivesse viva com certeza seria convidada para o Luau.

(07:38:36) Marcelo Tas: DVD LUAU MTV: Em frente a sua casa na praia. Vc fazia luais amadores? Luau é uma situação que todo mundo sabe cantar as músicas. No seu caso, não é difícil. Lan Lan: imediatamente a gente se lembra de Cássia Eller. Que importância teve esta etapa da sua vida, a parceria com Cássia?
(07:42:36) Nando Reis: Nunca componho pensando em uma figura. Uma vez cheguei para o Samuel e falei que ele só canta coisas que os outros escrevem. Há alguma coisa que você gostaria de dizer que ninguém escreveu pra você dizer? E eu fiz uma música de uma história que ele cantou dando palavras ao pensamento dele. Outra coisa é a qualidade das interpretações dos artistas que me gravaram. Fica dono daquilo. É um procedimento meu que tenho medo de cair em uma armadilha de fazer algo caricato. Supondo que a Ivete me peça uma música e eu achei que deva fazer algo gingado, meio baiano. Eu tento não me utilizar de chavões ou jargões para não criar uma obra um pouco vazia.

(07:17:47) andrew: vc tambem é compositor, certo! as letras vem em sua mente a qualquer hora, ou tem que ser um momento especial e reservado para isso?
(07:44:42) Nando Reis: andrew, posso ter idéias em um momento em que estou sentando para trabalhar e posso usar depois. Não uso caderninho. Agora eu tento diversificar o meu trabalho. Durante muito tempo eu trabalhei na situação da concentração e da solidão do quarto de hotel. Isso está muito associadora beber e isso começou a ser tóxico e se esgotou. Eu trabalho com três coisas agindo uma sobre a outra. Escrevendo a letra e tendo um violão que gera uma melodia. E o que desperta é um propósito, uma intenção, uma emoção e uma sensação. Tudo com um objetivo. Sempre com violão.

(07:21:44) Musico-34-SP: vc acha que as suas musicas ficaram imortalizadas na voz de cassia eller? pois parece que algumas das suas composições foram realmente feitas para ela, vc sente saudades da parceira?
(07:48:46) Nando Reis: Musico-34-SP, sinto sim, muita saudade. Ela era muito inteligente e muito bem humorada. Também muito tímida. Ela tinha um puta conhecimento musical. Quando comecei a trabalhar com ela, ela vinha de dois trabalhos e queria trabalhar só com músicas minhas. Eu falei que não, que deveria mostrar o seu espectro. Ela tocava muito bem violão. Ficou muito estigmatizada como sapatona. E a importância que pude dar foi mostrar mais e ela se sentir confiante e menos dependentes destes maneirismos que quebravam a sua timidez. A Cássia morava no Rio e eu moro em SP. Só que fui muito ao Rio. A conheci quando estava gravando o volume 2 e a gente passou muitas noites tocando violão e conversando. Eu sempre ligava para ela antes de entrar no palco. Ela dava muita risada disso.

(07:22:39) bruninhA - PR: Nando em 1º lugar quer parabenizá-lo pelo seu trabalho. Conheço todos seus álbuns e várias músicas são parte fundamental do meu relacionamento com meu noivo. Suas musicas traduzem exatamente tudo o q passamos, e sentimos. Queria saber qual a inspiração das suas musicas? São coisas que aconteceram com vc? Sabemos das musicas e fitas para os seus filhos, mãe e tal. Mas e as que falam de relacionamento (namoro, casamento,paixão)... De onde vem tanta inspiração? ass: Bruna - londrina/PR
(07:51:53) Nando Reis: bruninhA - PR, semana passa eu fui fazer um show em Lavras e veio um menino de menos de 20 anos contando que ganhou uma mina cantando a música Por onde andei... Muitas destas músicas têm origem no que sinto e penso, mas não necessariamente no que vivi. Não são crônicas. É a forma do que observo e compreendo. Eu consigo criar algo quando me sinto a vontade para escrever sobre o assunto. Não é do meu talento escrever em terceira pessoa e criar. Eu falo mais do que eu gostaria de ser do que quem eu sou. É onde eu possa projetar os meus desejos. As minhas canções são belas e servem para tanta gente porque elas são prosaicas e humanas e tem a ver ao que deu certo mais do que deu errado.

(07:23:00) Gui Bouvier: Fala Nando..eterno tricolor como eu...beleza? como vc msm disse a pessoa q vc mais gosto de tokar junto foi a cassia eller, vc nao pensa em fazer um tributo a ela?
(07:53:08) Nando Reis: Gui Bouvier, eu não gosto muito de tributos não. Nada contra, mas não vejo muito sentido. Trabalhei muito com ela e canto muito. Estou com ela e homenageio muito. Nos shows cantos músicas da Cássia. Tributo pareceria até oportunista. Mas se fizerem...

(07:26:34) Valtinho: Nandoo..como é .. Vc.... shows .... familia ... suas "crianças pegam estrada com vc?
(07:54:16) Nando Reis: Valtinho, não pego, mas viagem muito comido. Eu procuro ter uma dosagem. De certa maneira eu busco ficar de segunda a quinta em SP. Eles não moram comigo e os vejo sempre. Eles não são nômades, têm casa e vão à escola. Se estivessem sempre comigo eles estariam impossibilitados de ter uma vida que neste momento é fundamental.

(07:49:55) Adriana:

Nando Reis ao vivo no Bate-papo UOL

(07:28:38) afe: Nando, como você vê a cena da musica brasileira atual, pois acho estamos carentes de novos sons e novas ideias, as vezes ate existem ideias, mas não são exibidas por algum motivo não sei... comente.... abraço!
(07:56:22) Nando Reis: afe, é uma pergunta irrespondível. Curiosamente acham que por ser músico a minha opinião tem mais valor. Eu por ser músico tenho uma relação muito louca com a música. Eu não sou crítico. Eu gosto de achar que tem sentido uma música que o cara fez. Acho que tem uma mudança no panorama. Uma saturação compreensível que não tenha sido resolvido por algum artista. Acho que não é problema só da música, mas sim da cultura mundial. Superinformação, hiperfracionada. Talvez daqui a algum tempo possamos achar que isto não é tão ruim.

(07:30:25) carol: nandooo!! o que significa a música Relicário pra você?
(08:00:26) Nando Reis: carol, primeira coisa é que eu não gosto muito da idéia de uma música conter uma mensagem, ter uma interpretação. Acho que a riqueza de qualquer expressão artística é da mesma liberdade de ter o criador ela é para quem interpreta, ela é de forma diferente. É uma música que fala de uma separação, uma inviabilidade e usa como imagem o transcorrer do tempo que passa da noite para o dia. O nascer do dia leva embora a noite e esta noite leva junto a mulher que está inacessível para mim. O senhor X quer a Senhora Y que não está disponível. O Senhor X sofre pela indisponibilidade da Senhora Y que está indo embora para encontrar Senhor W. O Senhor X gostaria de ser o Senhor W para ter a Senhora Y. E eu não queria que a noite nunca acabasse para ter a senhora Y. A Senhora Y em questão depois passou a ser a Senhora L. E depois de muitos anos a Senhora Y se concretizou com uma realidade. A música é muito louca, pois fala "semente do futuro amor" que ao meu entender se deu na figura do meu filho Ismael que nasceu depois. Por isso que incluí na versão seguinte do "Relicário" uma estrofe, um apêndice que fala do nascimento do Ismael que é filho da Senhora Y. É uma história de amor. É o manifesto do otimista, aquele que crê que o amor um dia há de vingar. Tem outra coisa bonita. Eu comecei a fazê-la em 17 de agosto que é dia do aniversário de minha mãe que já faleceu. Ela gostava muito de um bolero com esse nome. E eu queria fazer uma música com esta palavra. E começou por conta da minha emoção de estar com a Senhora Y no dia do aniversário da minha mãe e passou ser a fonte das imagens para descrever o momento X.

(07:55:51) Adriana:

Nando Reis em entrevista ao jornalista Marcelo Tas

(07:33:23) Leo: Olá nando Reis sou muito fã do seu trabalho e eu gostaria de saber quantas músicas suas já foram gravadas por outros cantores?
(08:01:02) Nando Reis: Leo, não tenho idéia. Não deve chegar a mais de 20 ou 30. Porque foram gravadas e são cantadas não só por autores tão famosos. Não tenho este número.

(07:35:12) fer: Acho suas músicas de um romantismo tão forte e tão impolgante. Queria saber de onde vc tira essa inspiração. Vc está sempre apaixonado?
(08:02:05) Nando Reis: fer, não vou dizer que estou sempre porque seria um fodido da vida. Acho que esta paixão tem um estado, eu sou um sujeito inquieto e trato o meu trabalho desta forma de querer representar nele o meu desejo. Uma forma de expressar pelas buscas que a gente tem na vida.

(07:42:33) Branca Ly: Eh Nando, vc nem imagina o que é poder teclar com vc.....vou em todos os shows, inclusive aquele de Itanhaém, cara vc consegue traduzir meu pensamento.....assim, ouço suas músicas e sinto o eco....muito bom, a energia do seu show é demais
(08:02:35) Nando Reis: Branca Ly, obrigado.

(07:46:26) Rosemary: Você é um artista singular: voz maravilhosa e completamente fora do padrão aceito pela mídia em geral. Um homem belíssimo sem a vulgaridade de um sex simbol global. Só queria dizer que fico muito feliz por você estar aí brilhando!!
(08:03:04) Nando Reis: Rosemary, uau quero seu email. Obrigado pelas palavras.

(08:04:14) Nando Reis: Obrigado a todos...
(08:04:22) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Nando Reis e de todos os internautas. Até o próximo!
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