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27/07/2007 - 04h58Com rock romântico e vibrante, Magic Numbers faz show catártico no Festival Indie Rock em SP
GABRIELA BELÉM
O grupo The Magic Numbers, a atração mais aguardada do primeiro dia do Festival Indie Rock, em São Paulo, fez um show catártico na noite desta quinta-feira (26) no Via Funchal. Com duas horas de apresentação, a banda mostrou um rock romântico, enérgico e cativante para cerca de 1.800 pessoas, segundo a organização do evento. The Magic Numbers é uma daquelas bandas cujo som cresce bastante ao vivo. Um rock and roll estonteante, harmônico, feito sob arranjos vibrantes e solos de guitarra que remetem a Neil Young, marcou o show. Não é à toa que o grupo tem influências do country e da era hippie dos anos 60. Foi a segunda vez no Brasil (na quarta-feira, 25, eles tocaram na versão carioca do festival), e sorte de quem assistiu. Os exímios músicos do quarteto inglês emocionaram a platéia, visivelmente contente. A primeira música, "This Is A Song", do segundo álbum "Those The Brokes", abriu a vigorosa apresentação, baseada também em levadas de soul e groove e na suavidade sonora dos Mamas & The Papas. As vozes doces de Angela Gannon (teclados), Romeo Stodart (guitarra) e Michele Stodart (baixo) comandaram a atmosfera apoteótica e calorosa que tomaria conta do local dali em diante. Logo depois veio "Take a Chance", do CD mais recente. "Forever Lost", o hit mais conhecido nas rádios e pistas brasileiras, do primeiro CD, que leva o nome da banda, teve direito a coro e palmas sincronizadas. Em seguida, entoaram "Love's A Game", de refrão melódico e pop. A banda surpreendeu e tocou "Baby", composição de Caetano Veloso que ficou famosa com os Mutantes, em português, feito que "copiou" da apresentação do grupo Belle And Sebastian no extinto Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, em 2001. Na seqüência, o grupo mostrou o diálogo amoroso inocente entre Angela Gannon e Romeo Stodart em "I See You, You See Me". O Magic Numbers ainda apresentou uma canção inédita que será lançada em um EP, em setembro, e a impactante "Running Out". Outro ponto alto foi a voz dramática e aguda de Angela Gannon em "Undecided". Michele Stodart também revelou excelentes habilidades no baixo durante todo o show. O bis veio por volta da 1h da manhã, com "Weels On Fire", "Morning's Eleven" e os covers "Crazy In Love", de Beyoncé, e "Nightrain", dos Guns N' Roses. Romeo agradeceu a presença de todos, pediu que o público cantasse junto e se desculpou pela barreira que existia entre a platéia e o palco. "Queríamos estar mais próximos", disse. Nem precisava, foi uma noite além das expectativas. Moptop e Hurtmold Se a característica marcante do show do Magic Numbers foi a empolgação do público presente, as primeiras atrações, Moptop e Hurtmold, não tiveram a mesma sorte: tocaram para uma platéia praticamente vazia e apática. Os cariocas do Moptop abriram a primeira noite da versão paulista do Festival Indie Rock pontualmente às 21h30. Com nítidas influências dos Strokes e dos Los Hermanos, o grupo exibiu um rock bem executado, durante 30 minutos. Eles iniciaram o show com "Uma Chance", depois entoaram "Bem Melhor", "Paris" e "Moonrock". A platéia começou a vibrar com "Leve Demais", a quinta canção. Em "Eu sei", surgiram palmas e pessoas dançando. A penúltima canção, "Sempre Igual", animou bastante o público. Mas, quando o show começava a empolgar, os cariocas tiveram que terminá-lo com "O Rock Acabou". A guitarra e a presença de palco de Rodrigo Curi merecem destaque. Após a apresentação, o vocalista Gabriel Marques deu uma breve entrevista ao UOL Música. Satisfeito com o resultado do show, ele definiu o estilo do Moptop como "rock apenas". "Se eu disser qualquer outra coisa vou me complicar", afirmou. Já o pós-rock e instrumental dos excelentes músicos do Hurtmold, segunda atração da noite, não empolgou o público. Durante os 40 minutos de apresentação experimental, quase metade da platéia permaneceu sentada. Nesta sexta-feira (27) acontece a segunda noite do festival com as bandas Móveis Coloniais de Acajú, Nação Zumbi e The Rakes.
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