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03/07/2008 - 12h06
Echo & the Bunnymen toca clássicos e inéditas em show para 3.500 pessoas em SP

MARCUS MARÇAL
Da Redação


Flavio Florido / UOL

O cantor Ian McCulloch durante show em SP (02/07/2008)

O cantor Ian McCulloch durante show em SP (02/07/2008)


O grupo britânico Echo & the Bunnymen tocou clássicos e músicas novas durante show para aproximadamente 3.500 pessoas em São Paulo, segundo a organização do evento realizado nessa quarta-feira (2) no Via Funchal, em comemoração ao aniversário de uma emissora de rádio paulistana. Essa etapa da atual excursão brasileira da banda também contou com shows dos grupos Gene Loves Jezebel, T.S.O.L. e do cantor Nasi (ex-Ira!).

Liderado pelo vocalista Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant, o Echo & The Bunnymen entrou no palco antes da meia-noite com temas de seu álbum de estréia, "Crocodiles" (1980), como "Going Up", "Rescue" e "Villiers Terrace", com os quais se destacam na linhagem do rock como uma das mais importantes bandas do gênero desde os anos 80.

O quarteto de músicos que acompanha McCulloch e Sergeant apresentou vigorosa base instrumental. E se hoje o Echo & the Bunnymen não está no auge da forma ou representa novidade para os brasileiros, a boa repercussão de seus shows é garantida pelo pop rock britânico clássico que o grupo sempre apresenta e renova com material recente.

Não faltaram temas antigos como "Seven Seas", "Bring on the Dancing Horses", "All That Jazz", "Never Stop" e "The Back of Love", entre outros.

O material recente foi representado por músicas como "Stormy Weather", "Nothing Ever Lasts Forever" e até mesmo faixas ainda não lançadas em disco como "Epic", anunciada por McCulloch como "Forgotten Fears", e "I Think I Need It Too". Essa última será inclusive o primeiro single de "The Fountain", o próximo disco de inéditas do Echo & the Bunnymen, e chegará às lojas no exterior em agosto. Em "Epic", a banda reedita o pop britânico clássico, mas soa pesada durante "I Think I Need It Too", conforme McCulloch falou ao UOL sobre a orientação punk do novo disco.

Mas, apesar das novidades, os pontos altos do show foram "The Killing Moon", com Sergeant na guitarra de doze cordas, a releitura para "People Are Strange" (The Doors) e uma longa versão para "Lips Like Sugar", canção com a qual encerraram o espetáculo pouco antes de 1h30 desta quinta-feira (3).

Rock'n roll básico
A maratona musical nessa quarta-feira no Via Funchal foi pautada pelo rock'n roll básico e teve início às 20h com o show de Nasi. O ex-vocalista do Ira! apresentou repertório de seu antigo grupo, como as músicas "Bebendo Vinho" (versão para tema de Wander Wildner), "Por Amor" e "Tarde Vazia", entre outras. Também cantou covers de "Música Urbana" (Legião Urbana), "Sociedade Alternativa" (Raul Seixas) e temas do Clash como "Pra Ficar Comigo" (versão em português para "Train In Vain") e "Should I Stay or Should I Go".

No entanto, o mais interessante da empreitada solo de Nasi é o resgate de seu repertório menos conhecido como "Poeira nos Olhos" e "Blues do Assobio" (da banda Nasi e os Irmãos do Blues), "Verdades e Mentiras" (do grupo Voluntários da Pátria) e material de seu primeiro álbum solo, "Onde os Anjos Não Ousam Pisar" (2006), como "É Preciso Dar Um Jeito, Meu Amigo", entre outros temas.

Depois foi a vez do show do projeto Joe Wood and the Lonely Ones -- ou melhor T.S.O.L. (True Sounds of Liberty), conforme anunciado pela produção do evento. Capitaneada por John Wood, cunhado do vocalista original Jack Grisham e líder do grupo californiano desde 1982, a banda conta com Greg Boaz (baixo), Steve "Sully" O'Sullivan (bateria) e Drac Connelly (guitarra) e apresenta repertório do T.S.O.L.. O quarteto começou o show às 21h com "Hit and Run" e apresentou músicas como "Just Like Me" e "Nothin' For You".

Grupo formado em 1978, sua história foi inicialmente associada aos primórdios do punk/hardcore californiano oitentista e a contemporâneos como The Damned e The Dead Kennedys. No entanto, a banda faz rock'n roll básico, como atesta seu maior sucesso no Brasil: a música "Flowers By the Door", cantada em coro por boa parte do público no Via Funchal, ao final do roteiro de aproximadamente uma hora de show.

Na seqüência, o grupo Gene Loves Jezebel apresentou seu rock'n roll com leve acento glam. O quarteto liderado por Jay Aston (voz e guitarra) entrou em cena com "20 Killer Hurts" e tocou temas como "Over the Rooftops", "Jealous", "Break the Chain" e "Sweet Sweet Rain", entre outros.

Com uma bandeira brasileira presa aos quadris, Aston dedicou "Gorgeous" à cidade de São Paulo e obteve boa resposta da audiência. Mas o destaque do show do Gene Loves Jezebel foi uma longa versão de "Desire (Come and Get It)", seu maior sucesso.


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