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13/09/2008 - 22h18
The New York Times: Dolly Parton volta ao country
Gary Graff The New York Times Sindycate


Milhares de fãs estão agradecendo a Deus por Dolly Parton ser uma garota country -de novo.
O novo "Backwoods Barbie" da cantora famosa por seus seios fartos, é seu primeiro álbum de música puramente country em quase uma década, e a ausência parece ter deixado os corações mais saudosos: ele estreou em segundo lugar na parada country da Billboard e o 17º lugar foi sua estréia mais alta na parada geral de álbuns.
"Nós obtivemos uma resposta muito boa e está vendendo muito bem", diz Parton.
Mas o que a trouxe de volta ao country após uma série de álbuns explorando o bluegrass e música de raiz americana?
"Eu gravei propositalmente este álbum visando explorar o mercado de country e ver se ainda conseguiria ser tocada nas rádios", disse a cantora de 62 anos, natural do Tennessee, que iniciou sua carreira nos anos 60 ao lado do falecido Porter Wagoner, antes de partir para uma carreira solo após o sucesso de seu single "Jolene" (1974).
Apesar do recorde de 26 singles em primeiro lugar e 42 álbuns entre os 10 mais nas paradas country, Parton se viu frustrada com o fato dos programadores de rádio a terem relegado à categoria de artistas antigos na virada do século. E, francamente, o novo álbum não foi suficiente para despertá-los.
"Ainda é muito difícil ser tocada nas rádios de country após uma certa idade", ela reconhece, "mas graças a Deus pela nova tecnologia e todas as formas diferentes com que é possível comercializar música pela Internet, os sites, o iTunes e todas essas coisas. A Internet é um meio maravilhoso para chamar atenção para meu disco".
"E por estar recebendo muita atenção em outras áreas, os DJs estão começando a também dar mais atenção, de forma que agora já estou sendo tocada no rádio, pelo menos mais do que antes."
A volta de Parton ao country foi estimulada pela faixa título de "Backwoods Barbie", que ela compôs para a adaptação teatral de seu filme de sucesso "Como Eliminar seu Chefe" (9 to 5, 1980), que estreará no ano que vem na Broadway.
"Eu achei que era uma canção perfeita para mim, porque é realmente a minha vida, de certa forma. Ela também servia como um bom título para algo realmente country, e eu queria fazer um bom álbum country -não um country bem tradicional, mas algo... que certamente agradaria os fãs mais antigos, aqueles que estão comigo há tanto tempo, assim como também teria apelo junto a algumas pessoas mais jovens."
Aqueles que a seguem há algum tempo já sabem, e aqueles que são novos no mundo de Parton descobrirão em breve, é que ela é não pára no lugar. Em 1977, ela abriu suas asas musicais para o mercado pop com o sucesso "Here You Come Again" e colaborações subseqüentes com autores de sucesso como Rupert Holmes, Barry Mann e Cynthia Weil, e Carole Bayer Sager. Ela teve três primeiros lugares consecutivos nas paradas em 1980, um deles "9 to 5", faixa título do filme, que ela co-estrelou com Jane Fonda e Lily Tomlin.
Parton e Kenny Rogers acharam ouro e muito mais com seu dueto composto pelos Bee Gees, "Islands in the Stream" (1983), e seu "Trio" (1987) com Emmylou Harris e Linda Ronstadt continua sendo um marco da música. Durante seu tempo ausente do country, ela também gravou vários álbuns bem-recebidos de bluegrass e música de raiz, até mesmo gravando covers de favoritos do rock como "Shine", do Collective Soul, e "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin.
Enquanto isso, fora da música, Parton exercitou seu tino comercial com seu parque temático Dollywood, em Pigeon Forge, Tennessee, e sua rede de teatros-restaurantes Dolly Parton's Dixie Stampede. Sua produtora de televisão e cinema Sandollar produziu "Buffy, a Caça-Vampiros" (1997-2003), e ela tem até mesmo uma empresa de perucas.
"Sabe, pouco depois de ter deixado Porter, eu me sentei e tive uma boa conversa comigo mesma. E senti: 'Bem, eu estou no showbusiness, então tenho que me concentrar mais no business, e não apenas em ser cantora e compositora. Eu preciso cuidar disso por todos os ângulos'."
"Eu pensei: 'Ora, eu não quero ser apenas uma cantora. Eu não quero ganhar dinheiro suficiente para comprar um ônibus e figurino. Eu quero ganhar dinheiro de verdade. Eu quero ser uma estrela universal e ter fãs em todo o mundo'."
"Então decidi que queria um quadro maior, um pedaço maior da torta. Então parti para fazer exatamente isso... e tive sorte desde o início."
Parton espera que a sorte permaneça durante as sete semanas em que a montagem teatral de "Como Eliminar Seu Chefe" estiver em cartaz em Los Angeles neste fim de ano, antes de seguir para a Broadway em 24 de março.
"É uma grande emoção e foi um desafio, mas eu adorei", diz Parton, cuja música para a produção inclui uma versão expandida da canção título "9 To 5" , com "muitos novos versos e refrões. Não são canções típicas da Broadway. É possível dizer que foram dollyzadas, mas também não são country. A única canção country, que foi propositalmente trabalhada para soar como country, foi 'Backwoods Barbie'. As demais são mais próximas do tradicional da Broadway, mas receberam um temperinho Dolly."
Parton tem planos de lançar "Backwoods Barbie" como single no próximo ano, a tempo da estréia na Broadway. A cantora/compositora também está começando a pensar em seu próximo álbum, naturalmente sem prometer que permanecerá no reino do country.
"Você sabe como sou, eu nunca serei apenas uma coisa só", ela diz rindo. "Eu sou apenas a Dolly. Pode ser que a seguir eu grave um álbum gospel. Eu sei que farei alguns CDs e DVDs para crianças. Eu acordo com novos sonhos todo dia, e apenas sigo meus instintos e meu coração."
"Pode ser que o próximo álbum seja country, ou pode ser algo completamente diferente. Ou termine fazendo um álbum de dance music! Nunca se sabe..."
(Gary Graff é uma jornalista free-lance baseado em Beverly Hills, Michigan.)
Tradução: George El Khouri Andolfato
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