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22/09/2009 - 11h09

"Parece um sonho tocar no Brasil", diz vocalista do Those Dancing Days, que faz show essa semana em SP

PEDRO CARVALHO
Colaboração para o UOL
  • Divulgação

    As integrantes do Those Dancing Days

Com idades entre 19 e 21 anos, as cinco integrantes do Those Dancing Days se conheceram na escola em Estocolmo e, dois anos depois de lançar seu primeiro EP, já são uma das grandes promessas do cenário musical sueco e queridinhas da imprensa musical britânica.

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O segredo, além do charme ingênuo, está na música simples e eficiente, misturando um minimalismo --comparado a bandas femininas pós-punk como Slits e Raincoats-- às melodias pop grudentas da new wave e dos girl-groups da década de 1960.

Após uma apresentação em Recife, no festival No Ar: Coquetel Molotov, considerada pela organização como "uma das mais bacanas do evento", o Those Dancing Days se apresenta em São Paulo na sexta-feira (25), no Sesc Pompéia, em Porto Alegre no sábado (26), no Porão do Beco, e encerra a turnê brasileira com mais um show na capital paulista no domingo (27), no Centro Cultural da Juventude (CCJ).

Em entrevista ao UOL Música, a vocalista Linnea Jönsson falou sobre a personalidade da banda, a timidez sueca e seus projetos futuros, como o segundo álbum, que será gravado depois da turnê brasileira.

UOL Música - A banda está ficando grande. Vocês têm feito muitos shows internacionais ultimamente?
Linnea Jönsson -
Não tocamos muito esse ano, mas fomos para a Europa e tocamos em muitos lugares pela primeira vez.

UOL - Os suecos têm fama de serem tímidos e reservados, e os brasileiros são o contrário. Como vocês vão lidar com isso?
Linnea - Já passamos por isso quando tocamos em Nova York. Eles são muito desinibidos e exagerados e, logo que chegamos, isso foi um pouco intimidador. Mas a gente se acostuma rápido e foi muito divertido. Essas coisas fazem bem para nós, porque é chato ser tímido. Acho que nós, suecos, somos legais, mas não falamos muito se não somos obrigados.

UOL - Vocês têm sido comparadas a bandas new wave dos anos 70 e 80 e às "girl groups" da década de 1960 por causa da veia pop em comum. Como vocês chegaram a essa sonoridade?
Linnea -
No começo a gente ouvia muito a banda sueca Shout Out Louds e tocávamos covers deles nos nossos primeiros shows. Depois fomos achando nossa própria cara. Cada uma de nós tem suas próprias influências e ouve coisas diferentes. Acho ótimo que comparem a gente com essas bandas clássicas. Gostamos de Blondie, por exemplo, mas não acho que sejamos influenciadas diretamente. Chegamos nesse som depois de ouvir coisas mais atuais, como o próprio Shout Out Louds.

UOL - As pessoas sempre comentam que vocês são muito novas. E, mesmo jovens assim, vocês já têm um estilo bem próprio.
Linnea -
Sim, eu tenho 19 anos e as outras meninas têm 20 e 21. Saí da escola há um ano apenas. Desde o começo o plano foi fazer uma banda de verdade. Na escola havia muitas bandas tocando apenas covers e era comum perguntarem se nós compúnhamos nossas próprias músicas. Isso chegava a surpreender algumas pessoas, mas foi algo natural para nós.

UOL - O que inspira vocês a compor?
Linnea -
Acho que a vida em geral, coisas cotidianas, o que está acontecendo com cada uma de nós no momento. Todas nós escrevemos as letras, então elas têm estilos bastante diferentes, mas não falamos de nada político nem nada disso. Costumamos escrever sobre amor, amizade, coisas assim.

UOL - Por quê vocês preferem o inglês ao sueco?
Linnea -
É uma das perguntas mais difíceis. É mais excitante escrever em inglês, porque é uma língua que a gente não conhece de verdade, então dá para descobrir coisas novas no idioma. E, é claro, ninguém quer ficar preso na Suécia. Queremos ser internacionais.

UOL - Vocês já estão ficando muito conhecidas na Inglaterra. Já pensaram em se mudar para lá ou para algum outro lugar fora da Suécia?
Linnea -
Sim, já fomos lá várias vezes, mas não temos ido muito ultimamente. Estávamos conversando sobre isso, inclusive. Estamos fazendo um disco novo e, quando ele estiver pronto, queremos passar três meses em Londres e três em Berlim. Não iria funcionar se cada uma fosse para um lugar diferente, então procuramos lugares que agradam a todas nós.

UOL - Como vai ser o novo disco?
Linnea - Para começar, nós fizemos as músicas todas juntas, num intervalo de alguns meses, já com esse projeto em mente. É bem mais elaborado e maduro do que o repertório atual, que nós compusemos quando ainda estávamos na escola. As músicas novas também se encaixam mais como parte de um mesmo pacote. E estamos tocando muito melhor.

UOL - Vocês gostam de alguma banda brasileira?
Linnea -
Ah sim, já tocamos com o Bonde do Rolê. Conhecemos a banda quando abrimos o show deles em Estocolmo. Fizemos amizade com eles e depois tocamos juntos num festival. Eles são pessoas bem legais.

UOL - O que vocês esperam desta pequena turnê?
Linnea -
Estou esperando muita dança, shows ótimos e uma semana agradável. Temos recebidos mensagens no MySpace do pessoal daí. Parece um sonho ir tocar no Brasil. Vai ser muito, muito legal.


Those Dancing Days e Loney, Dear

Quando: sexta-feira (25), a partir das 21h
Onde: Sesc Pompéia (rua Clélia, 93 , Pompéia)
Quanto: R$ 30 (inteira), R$ 15 (matriculados no Sesc e dependentes, maiores de 60 anos, professores da rede pública e estudantes com comprovante) e $ 7,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes)
Informações: 0/xx/11/3871-7700, www.sescsp.com.br

Britta Persson e Those Dancing Days

Quando: domingo (27), a partir das 16h30
Abertura: Lulina
Onde: CCJ - Centro Cultural da Juventude (av. Deputado Emílio Carlos, 3.641, Vila Nova Cachoeirinha)
Quanto: Grátis
Informações: 0/xx/11/3984-2466, escuta.estudiolivre.org

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