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Apresentação da banda Those Dancing Days no festival Invasão Sueca, no SESC Pompeia. Na foto, a vocalista Linnea Jönsson (25/09/2009)
A choperia do Sesc Pompéia recebeu nesta sexta-feira (25) as bandas Those Dancing Days e Loney, Dear para o que foi possivelmente o show mais aguardado desta quarta edição do projeto Invasão Sueca. Com todos os ingressos vendidos, a casa abrigou 800 pessoas, numa noite divertida e musicalmente irrepreensível.
Como é praxe nos shows do Sesc, o Those Dancing Days subiu ao palco pontualmente as 21h. O público, destacando uma minoria de fanáticos que cantou todas as músicas do show, recebeu as cinco integrantes com entusiasmo raro em se tratando de uma banda ainda pouco conhecida e vinda de um país de língua não inglesa.
Não que isso tenha sido uma surpresa. O carisma das garotas é notório, com sua combinação do visual multi-colorido de brechó, diversão no palco e, acima de tudo, a força das canções. É uma banda ainda sem hits com um repertório formado quase exclusivamente de sucessos em potencial.
Apesar das comparações com o pop dos anos 60 e a new wave serem inevitáveis, a simplicidade intuitiva e juventude da banda tornam impossível chamá-las de imitação de qualquer coisa. A maior similaridade com os gêneros acima está na capacidade de fazer música grudenta e acessível mantendo integridade e ousadia.
A julgar pela reação dos fás em músicas como "Home Sweet Home", "Hitten" e "Those Dancing Days", que encerrou o set, alguém ainda vai ganhar dinheiro com elas. E o melhor, sem precisar se envergonhar disso.
Dez minutos depois, às 22h, o Loney, Dear já começava sua apresentação. O vocalista e guitarrista Emil Svanängen, que compõe e grava sozinho os álbuns da banda, contou com a ajuda de um sólido grupo de apoio para reproduzir fielmente no palco sua mistura de folk, rock experimental e climas quase psicodélicos.
Ainda que sem o mesmo entusiasmo demonstrado à primeira banda, a plateia assistiu ao show do Loney, Dear com atenção reverente, talvez um pouco intimidada pela falta de familiaridade com o repertório menos amigável. Ainda assim, a melancolia tipicamente sueca mesclada a momentos agressivos e mudanças surpreendentes de tempo e andamento não deixaram o clima esfriar completamente.
Numa noite de som perfeito, ingresso barato e clima agradável, não dá para reclamar de algo pequeno como a ordem das bandas. Ainda assim, para uma próxima vez, fica a dica: Those Dancing Days tem que fechar.

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