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Amy Lee durante show do Evanescence no Maquinária Festival, em São Paulo (08/11/2009)
Foram quase dois anos sem pisar no palco para fazer um show. E neste domingo (8), no segundo e último dia do Festival Maquinária, em São Paulo, Amy Lee foi à frente de 15 mil fãs fervorosos para receber as boas vindas pelo retorno --em boa forma-- do Evanescence. Vestida de preto com saia de tule colorida, a cantora parecia à vontade no palco montado na Chácara do Jóckey, e sem medo de errar, como disse em entrevista ao UOL Música anteriormente.
Sem os integrantes que ajudaram a alçar o Evanescence como um forte expoente do rock gótico, Amy Lee mostrou porque é ela quem carrega o nome da banda. Carismática e atenciosa com os fãs --em grande maioria adolescentes que gritavam por seu nome até quatro horas antes de ela surgir em cena--, a cantora expôs toda sua destreza na voz operística, mostrou disposição para bater cabeça e talento para segurar o show sozinha no piano.
Neste retorno a São Paulo, onde esteve pela última vez em 2007, a banda resgatou os grandes sucessos espalhados nos dois discos de estúdio. "Going Under", um dos hits obrigatórios do Evanescence, abriu o show já em potência máxima. Com a ajuda de sequenciadores com base eletrônica e cordas, Amy Lee emendou "Weight Of The World", mas esfriou os ânimos ao fazer uma pausa de quase dez minutos por causa de problemas técnicos no palco, enquanto caía uma chuva fina no local.
Ao religar as aparelhagens, Amy Lee engatou uma sequência de músicas pesadas com ambição épica tão conhecidas do público, que incluiu "The Only One", "Missing", "Call Me When You're Sober", "Sweet Sacrifice", "Bring Me to Life" e "Lithium", que fez as honras para a entrada de um piano de cauda no palco. E foi sentada ao instrumento que Amy ressurgiu sozinha para tocar "Good Enough" e retomar a atmosfera na grandiosa "Lacrymosa" e no sucesso "My Immortal".
Amy chamou Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo) e Will Hunt (baterista), além de James Black, da banda Finger Eleven, na segunda guitarra, para fazer companhia nessa nova fase do Evanescence. A banda se entende bem no palco, executa com competência o repertório que não criou (apenas Balsamo chegou a gravar no disco "The Open Door", de 2006), mas faz poucas ousadias e reforça ideia de que o show continua sendo mesmo de Amy Lee.
Panic At The Disco de cara limpa
Brendon Urie, vocalista do Panic at The Disco, canta sob chuva no Maquinária (08/11/2009)
Antes do Evanescence fechar a noite foi a vez do Panic At The Disco subir ao palco principal do evento. De cara limpa, os integrantes da banda chegaram discretos, sem pompa, sem maquiagem e sem a grande produção que os acompanharam ao longo dos últimos anos em suas turnês.
A banda é nova. Ao lado do vocalista Brendon Urie e do baterista Spencer Smith estão agora o guitarrista Ian Crawford (da banda The Cab) e o baixista Dallon Weekes (do Brobecks), que ocuparam as vagas deixadas recentemente por Ryan Ross e Jon Walker. Mesmo com pouco tempo de estrada juntos, a banda está entrosada e em sintonia com os remanescentes.
Nesta primeira visita ao Brasil, o quarteto deixou as influências teatrais de Las Vegas em casa. Não há mais delírios circenses no palco. Ao vivo, o Panic At The Disco que veio ao país é apenas uma boa banda de rock, com postura competente, canções pegajosas e músicas bem construídas.
Os acordes poderosos e a melodia de cabaré estão lá. Músicas como "Time To Dance", que abriu o show embaixo de uma forte chuva, "Camisado", "London Beckond" e "Nine In The Afternoon" lembram que a banda foi original ao misturar elementos punk, pop e eletrônico. Até o novo single "New Perspective" coube no repertório.
O que falta ao vivo no show do Panic At The Disco são os violinos, os metais e os teclados em arranjos vaudeville que já embalaram a atmosfera circense da banda, como em "I Write Sins Not Tragedies", "But It's Better If You Do" ou "Lying Is The Most Fun". Faltam as características principais que fez a banda surgir com originalidade e vender mais de 2 milhões de cópias do primeiro disco. Ao vivo falta o espetáculo.

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