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15/09/2011 - 13h55

"Se Jesus estivesse aqui, estaria no Facebook", diz padre Marcelo Rossi

ANA OKADA
Da Redação
  • Padre Marcelo Rossi durante apresentação no estádio do Morumbi (21/4/2006)

    Padre Marcelo Rossi durante apresentação no estádio do Morumbi (21/4/2006)

Se Jesus vivesse nos dias de hoje, ele estaria no Facebook, no Twitter e em todos os meios de comunicação. Essa é a opinião do padre Marcelo Rossi, um de seus divulgadores mais célebres no Brasil e fã de redes sociais. Em entrevista ao UOL, ele conta que seu novo disco novo, "Ágape Musical", é um esforço para divulgar a Igreja Católica, e que a instituição deveria estar mais presente na internet.

"A igreja tem que entender que ela tem que entrar nas redes sociais. Este é o meu objetivo principal: tocar o jovem. Eles têm muita informação e pouca formação, não sabem nem o que prestar no vestibular... Como lidar com tanta informação? Este é o meu trabalho, evangelizar [as pessoas]."

O padre conta que, dentre as redes sociais, prefere o Facebook e tem oito perfis lá. "Amo o Facebook. Tenho iPhone, então sempre mando mensagens por lá. De Twitter não gosto muito, não interajo tanto com ele, mas pelo 'face' sou apaixonado. Onde estou, se estou no carro, estou sempre digitando", diz. Segundo o religioso, seu site tem mais de 2 milhões de e-mails inscritos em sua newsletter. "Tudo isso ajuda, é um meio de comunicação, é o nosso marketing", diz.

"Não sou cantor"

Apesar de ter o mesmo nome de seu último livro, "Ágape", o CD não tem relação com a obra literária. Dentre as 28 músicas que o padre utilizava em suas missas, 14 foram selecionadas --sete são católicas e sete são evangélicas. Ele diz que não vê problema em misturar as religiões: "Não quero converter ninguém, mas sim levar as pessoas a conhecer o amor de Jesus, o Ágape."

Ele explica que, diferente do padre Fábio de Melo, que faz shows e é mais "cantor", ele não se vê como músico ou escritor. "Nunca pensei que viraria escritor ou cantor. Não sou cantor, sou um padre que usa os meios de comunicação para evangelizar. Não faço show e nem cobro cachê, nunca fiz isso. Só canto nas missas, na hora do louvor."

O padre é fã de bandas de rock, como o U2, Capital Inicial e de artistas como Eric Clapton e Phil Collins, que lembram sua juventude, mas sua música não foi influenciada por elas. "[Essas músicas] são da minha juventude. Gosto de música religiosa, mas [ouço] rock mais para dar pique [ao fazer exercícios]." Já dos grandes fenômenos pop, como Lady Gaga e Madonna, o padre não gosta. "Acho que elas não cantam nada, querem mover escândalos para se promover, diferente do Michael Jackson, que era um excêntrico."

Renda do CD vai para novo santuário

Na primeira semana de lançamento do álbum, no começo de setembro, foram vendidas 430 mil unidades, e para o padre isso é só o começo. "Se 6 milhões de livros foram vendidos, imagino que quem tem o livro agora vai querer o CD", diz. Padre Marcelo ainda pretende lançar um DVD karaokê do álbum que, diferentemente dos anteriores, é todo cantado.

A renda do disco e do livro vai para o novo santuário "Mãe de Deus", que está sendo construído em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. O local, que irá comportar 100 mil pessoas, já recebeu R$ 25 milhões e será inaugurado em 1º de dezembro. "Ele foi projetado pelo Ruy Ohtake, então vai ser um cartão postal de São Paulo. Vamos convidar a presidente, o governador e o prefeito para a inauguração", conta.
 

Em 26 de abril de 2010, três dias após saber que iria ganhar o prêmio Van Thuân do Vaticano --reconhecimento por difundir a religião-- padre Marcelo caiu da esteira em que se exercitava e machucou o tornozelo. Com isso, ele teve que ficar seis meses parado e quase não pôde receber a premiação. Foi esta "parada forçada" que o inspirou a escrever "Ágape" e a produzir o CD.

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