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22/09/2004 - 15h26
Gloria Trevi deixa prisão no México sem ressentimentos





CIDADE DO MÉXICO, 22 set (AFP) - A cantora mexicana Gloria Trevi, declarada inocente de todas as acusações que pesavam contra ela na terça-feira, 21, disse minutos antes deixar a penitenciária de Chihuahua (nortedo México) que não guarda ressentimentos dos quase cinco anos que passou atrás das grades.

Trevi saiu livre na madrugada desta terça após passar quase cinco anos em penitenciárias do Brasil e do México, e diz que pensa em lançar um disco que reflita suas experiências "no inferno".

Gloria Trevi e duas antigas coristas do seu grupo, María Raquenel Portillo ("Mary Boquitas") e Marlene Calderón, foram declaradas inocentes das acusações de sequestro, violação e corrupção de menores.

A "novela mexicana" começou quando, depois de acusadas, Trevi, María Raquenel e Sergio Andrade fugiram para a Europa e depois para o Brasil, onde Trevi, depois de ir para presídio em Brasília em 2001, engravidou do empresário.

Na época, ela não podia receber visitas íntimas, e a concepção da criança tornou-se um mistério. A investigação descobriu, então, que a inseminação foi feita de forma curiosa, através de um tubo de caneta. Gloria deu a luz em cativeiro e chegou a fazer curtas greves de fome por uma sentença.

O juiz encarregado do caso decidiu finalmente que não há provas suficientes que atestem que Gloria Trevi e suas companheiras cometeram os atos denunciados publicamente por várias ex-colegas, em particular a jovem Karina Yapor, menor de idade em meados dos anos 90, época dos supostos fatos.

Durante a leitura da sentença, no entanto, acreditava-se que o empresário de Trevi, Sergio Andrade, de 48 anos, tenha muito mais a resolver junto à Justiça mexicana.

Andrade, pai do filho de Trevi, de dois anos e meio, continua na prisão de Chihuahua à espera de sentença. Na capital mexicana, existem outros dois processos contra ele, um deles apresentado por sua ex-mulher, Aline Hernández, no qual Gloria Trevi poderá ser forçada a depor.

Várias jovens se aproximaram de Andrade durante anos, deslumbradas pelo sucesso de sua agência que, segundo declarações à AFP de seu advogado no Brasil, Geraldo Magela, "faturava um milhão de dólares por mês" antes do seu calvário.

Na leitura dos autos, retransmitida ao vivo pela televisão, destacou-se uma escandalosa descrição de sexo grupal e pressões de todo tipo com as menores.

"Com a atividade do acusado, Sergio Gustavo Andrade Sánchez, provavelmente tinha a maioria das integrantes do grupo artístico submetidas psicologicamente, controlando seu desenvolvimento natural dentro dos parâmetros considerados normais pela nossa sociedade, causando inclusive condutas que atentam contra a liberdade sexual", leu uma das oficiais do tribunal.

"De acordo com os citados elementos da prova, Karina Yapor foi objeto de várias atividades sexuais, nas quais inclusive em algumas ocasiões participou em caráter grupal quando ainda era menor de 18 anos, o que levou à desorientação do seu natural instinto sexual", disse a oficial na presença de Trevi, Mary Boquitas e Karina Yapor.

"Que Deus as perdoe", disse a demandante ao sair da prisão.

"O que acham, que já me redimi?", perguntou Trevi para a imprensa, pouco depois do anúncio da sentença.

Cuidadosamente maquiada e vestida, a cantora manteve o suspense de sua saída da prisão durante várias horas, durante as quais deu entrevistas, enquanto do lado de fora, pelo menos mil fãs e curiosos gritavam seu nome.

Fontes da empresa fonográfica BMG México confirmaram que a artista, de 34 anos, já tem novo material gravado durante sua reclusão e que pensa lançar o quanto antes.

São pelo menos 10 canções, escritas de próprio punho pela artista mexicana, que depois as gravou e às quais falta apenas musicar para lançar no mercado, disse Guillermo Gutiérrez, da gravadora, ao jornal El Universal.

À imprensa, Gloria Trevi garantiu que não guarda rancor algum de Karina e de quem a acusou de orquestrar as orgias de Andrade durante os anos 90, enquanto vendia milhões de discos em toda a América Latina.

"Não tenho nenhum tipo de rancor, não tenho desejo de vingança. Houve tanta gente que me deu seu apoio, suas orações, que me ajudou de forma tão infinita, que no meu coração só estou pensando em como lhes agradecer", disse a cantora.

"Basta ouvir as canções do meu novo disco para saber que sou uma pessoa criativa e não destrutiva", acrescentou.

Mas o mais importante, lembrou, "é pisar em terra firme, ver meu filho (Angel Gabriel, de 2 anos e meio)", disse Trevi, cuja mãe a aguarda com o menino em Mac Allen (Texas).

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