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18/09/2004 - 11h17
34 anos após sua morte, Jimi Hendrix ressuscita Marquee Club


Por Patricia Souza
Londres, 18 set (EFE).- O Marquee Club de Londres apresenta uma homenagem a Jimi Hendrix, amante e destruidor de guitarras, exibindo uma eclética coleção de lembranças na cidade onde ele morreu há 34 anos.
A coleção sobre Hendrix, considerada a maior do mundo, está avaliada em mais de 12 milhões de euros e será aberta ao público a partir de amanhã, antes de ser leiloada. A exposição ficará na mítica casa de shows onde o guitarrista tocou várias vezes e os Rolling Stones estrearam em julho de 1962, embora o local antigo tenha sido demolido.
Em sua nova sede na praça Leicester, a um passo de Picadilly Circus e do Soho, fica uma pequena amostra da coleção de cerca de 500 objetos relacionados com Hendrix e reunidos desde 1967 por um fã, Bob Terry, que ano passado vendeu-os a um americano que agora decidiu leiloá-los.
No Marquee há apenas um quinto das fotos, vídeos e gravações inéditas, guitarras, partes dos instrumentos, anéis, blusões e cartazes psicodélicos do criador da "Jimi Hendrix Experience".
Segundo os organizadores, durante os próximos seis meses haverá um rodízio entre os objetos exibidos ao público, pois falta de espaço no clube torna impossível mostrá-los todos juntos.
Na entrada na exposição está uma das jóias da coleção, a Fender Stratocaster branca de 1965 com marcas do desgaste causado pelos anéis do músico e da queimadura de cigarros.
Há também um anel com pedras vermelhas, blusões de grandes golas, camisas floreadas dos anos 60, o livro de colégio com a foto de James Hendrix, microfones, sua conta de telefone, chaves de hotel, entradas de shows e revistas.
Por causa do tamanho da coleção, apenas 50% viajou dos Estados Unidos para o Reino Unido para ser exposta.
A memorabilia inclui quase 300 horas de imagens de vídeo inéditas gravadas em apresentações, 47 idéias para músicas, outras 20 horas gravadas e mil fotografias, a maioria inéditas.
Uma sala inteira do Marquee está dedicada a capas de discos vinil e outra a cartazes psicodélicos, ambas preenchidas por fumaça, luzes intermitentes e pelo som das canções de Hendrix.
Nascido em Seattle em 1942 e com apenas quatro discos oficiais, Hendrix é um ícone do século XX por sua música revolucionária - uma simbiose do rock e do blues com a psicodelia -, sua forma energética de tocar e sua morte precoce em Londres, aos 27 anos.
James Marshall Hendrix morreu há exatos 34 anos, em 18 de setembro de 1970 em um apartamento de Notting Hill onde morava sua namorada, afogado em seu próprio vômito após uma overdose.
Esta coleção será leiloada em seis meses pela casa Cooper Owen, que espera aproveitar o gancho não só do nome de Hendrix, mas também do próprio Marquee.
A história dessa casa nortuna é legendária mas também contou com grandes doses de azar.
Aberto em 1958 na rua Oxford, em 1964, o Marquee mudou para o Soho, local onde se tornou mítico com os shows dos Stones, Hendrix, The Who, Sex Pistols, entre outros. Ele foi demolido nos anos 80 e mais uma vez se mudou para outro local próximo.
A partir de 1996 o Marquee ficou fechado, reabrindo em 2002 em um bairro do norte da cidade, com pouco sucesso.
Agora, seus responsáveis esperam ter mais sorte na rua Leicester, onde a intenção é oferecer a melhor música ao vivo de Londres.

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