UOL Música
UOL BUSCA

Publicidade

25/12/2006 - 18h44
Morte de James Brown leva referência da música nos últimos 50 anos



AFP

James Brown se apresenta em Paris em setembro de 1971

James Brown se apresenta em Paris em setembro de 1971


Washington, 25 dez (EFE).- A morte nesta segunda (25) do lendário cantor James Brown, o "padrinho do soul", significa o desaparecimento de uma das principais referências da música nos últimos 50 anos, em uma lista que reúne Elvis Presley, Bob Dylan e outros.

A morte daquele que também é considerado por alguns o "rei do funk", aconteceu hoje às 1h45 (4h45 de Brasília) no Hospital Emory Crawford Long, em Atlanta (Geórgia), onde tinha sido internado no domingo devido a uma pneumonia.

O presidente americano, George W. Bush, enviou hoje uma mensagem de condolências à família do músico, no qual se declara "entristecido" pela notícia e destaca o "talento inovador do 'padrinho do soul'".

"Como americano autêntico, seus fãs procediam de todas as origens. Sua família e amigos estão em nossas orações e pensamentos neste Natal", conclui a nota.

O representante de Brown, Frank Copsidas, disse hoje que as causas exatas da morte do cantor, que tinha 73 anos, ainda não foram determinadas.

"Realmente, ainda não sabemos a causa de sua morte", disse Copsidas, que afirmou que, ao morrer, Brown estava acompanhado de seu amigo de toda a vida Charles Bobbit.

Ontem, quando o "padrinho do soul" foi hospitalizado, Copsidas tinha dito acreditar que Brown não faltaria à seqüência de shows que faria neste final de ano.

"Foi dramático até o final. Sua morte no dia de Natal estará em todos os jornais do mundo ao longo do dia. Não poderia ter sido de outra maneira", disse hoje o reverendo Jesse Jackson, que era amigo do cantor.

Além disso, sua morte acontece no mesmo dia da estréia, nos Estados Unidos, do filme "Dreamgirls", que alguns críticos afirmam ter boas chances para o Oscar e no qual o ator Eddie Murphy encarna Brown.

"Dreamgirls" relata a ascensão à fama de Effie (Jennifer Hudson), Deena (Beyoncé Knowles) e Lorrell (Anika Noni Rose), que formam um grupo musical chamado "The Dreamettes".

O filme se passa nos anos 70 e narra como o agente Curtis Taylor Jr. (Jamie Foxx) oferece a elas oportunidade de fazer backing vocal para James "Thunder" Early (Eddie Murphy), personagem inspirado em James Brown.

Brown, que nasceu em 3 de maio de 1933 na Carolina do Sul, durante a Grande Depressão, foi - assim como Elvis Presley e Bob Dylan - uma das principais influências musicais dos últimos 50 anos.

David Bowie, Michael Jackson e Mick Jagger são alguns dos artistas que o tiveram como mestre.

Brown emplacou mais de 100 sucessos, entre eles destacam-se "Please, Please, Please"; "I Got You (I Feel Good)"; "Out of Sight" e "It's a Man's World". Em sua ampla carreira profissional, iniciada em 1953, vendeu mais de 500 milhões de discos dos 50 álbuns que gravou. Todos seus álbuns entre 1960 e 1977 estiveram entre os 100 principais sucessos do ano.

Brown cresceu nas ruas de Augusta (Geórgia), onde cantava e dançava para poder pagar seu alojamento no quarto de um bordel, e com apenas 16 anos foi condenado a passar três anos em um reformatório por roubo de carros.

Ao sair, e enquanto mantinha uma carreira semi-profissional como boxeador, juntou-se ao grupo de gospel de Bobby Byrd.

A banda, rebatizada como "The Famous Flames", assinou um contrato em 1956 com a King Records de Cincinnati, e quatro meses depois a música "Please, Please, Please" tornou-se seu primeiro hit.

Depois, viriam músicas como "Papa's Got a Brand New Bag", "I Got You (I Feel Good)", "Get Up (I Feel Like Being a Sex Machine)" e "I'm Black and I'm Proud", enquanto Brown se envolvia com drogas, álcool e maus-tratos, o que trouxe ao músico problemas com a Justiça.

Na década de 70, após a morte de seu filho em um acidente de trânsito, sua carreira começou a declinar, embora depois ainda tenha emplacado sucessos como "Living in America", incluída na trilha sonora do filme "Rocky 4", de 1986, protagonizado por Sylvester Stallone.

Foi "Rocky 4" que proporcionou o primeiro prêmio "Grammy" de Brown, apesar sua extensa e bem-sucedida carreira.

Brown também foi capaz de conciliar a carreira musical com negócios que incluíam emissoras de rádio e sua própria companhia de produção e discos, a "People Records".

Foi uma das figuras de destaque na luta pelos direitos civis nos anos 50 e 60, embora esta tenha sido uma de suas facetas menos conhecidas. Alguns atribuem a ele a capacidade de ter aplacado muitos conflitos gerados por conta do assassinato de Martin Luther King, em abril de 1968.

Brown estava envolvido com diversas causas beneficentes. Sua última aparição pública aconteceu em 21 de dezembro, para entregar presentes às crianças internadas em um hospital local.

Mais
Cantor James Brown, "pai do soul", morre aos 73 anos nos Estados Unidos

ÍNDICE DE NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
16/06/2009

13h46- Aerosmith toca íntegra de disco clássico de 1975 em turnê

12h30- Primeiro festival de documentário musical começa dia 25 em São Paulo

12h15- Integrante da banda The Ventures, Bob Bogle morre aos 75 anos

12h07- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Where Were You" ao vivo

12h05- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Guitarrista inglês Jeff Beck toca "Big Block"

12h02- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Clipe ao vivo de "Scatterbrain" com Jeff Beck

12h00- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Goodby Pork Pie Hat" ao vivo

11h58- http://img.uol.com.br/ico_assistir.gif Jeff Beck toca "Led Boots" ao vivo em Londres

11h43- Spyro Gyra e homenagem a Carmen Miranda passam por palcos paulistanos

11h39- Violinista Hilary Hahn apresenta repertório erudito na Sala São Paulo

Mais Notícias