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04/02/2007 - 16h47Yoko Ono lança novo disco, intitulado "Yes, I'm a Witch"
Carlos del Amo Madri, 4 fev (EFE).- Muito já se falou sobre Yoko Ono: que foi a responsável pela dissolução dos Beatles, e até que é uma bruxa, algo que ela assume sem complexos ao falar sobre seu novo disco "Yes, I'm a witch" (EMI), no qual oferece releituras para os clássicos de sua carreira. "Sim, eu sou uma bruxa, mas uma bruxa boa", diz ela. No novo trabalho, que será lançado esta semana, a viúva de John Lennon revisita os sucessos de sua carreira, e os coloca nas mãos de novos artistas, como The Flaming Lips, Cat Power, Antony and the Johnsons, Spiritualized, Peaches, Le Tigre, Hank Schoklee e The Apples in Stereo. Em entrevista telefônica à Efe, Yoko Ono garante que não busca nada especial com este trabalho. "Simplesmente tinha acumulado estas criações preciosas, e percebi que eram muito boas. A gravadora também pensou assim, e decidiu lançá-las", afirmou. "Escolhemos as músicas mais emblemáticas da minha carreira, e as mostramos a estes grupos. Foram eles que decidiram o que gravariam", explica a artista. O resultado é um disco no qual estas bandas "fizeram o que desejaram com as canções". Consciente, mas "orgulhosa", de sempre ter tido a sombra de Lennon pairando sobre sua cabeça, Yoko Ono gosta de sentir-se "a mãe da vanguarda musical", formada por bandas como as presentes em seu novo disco e que, segundo ela, souberam "transformar as canções com respeito". "Estes novos músicos são incríveis, são pessoas que, embora jovens, estão muito próximos e preparados, e com os quais criei uma grande proximidade, uma relação muito forte, como a de uma espécie de família. É um prazer trabalhar com grupos que têm essa grande criatividade própria. Eles me fizeram lembrar que eu e John (Lennon) realmente fomos os únicos independentes nos anos 60", afirmou. Como compositora, Yoko Ono acredita que é "boa", mas que "simplesmente não" foi "valorizada" pela revista "Rolling Stone"; no entanto, continua sendo um ícone do século XX, cuja "fórmula para permanecer no topo é não pensar em como permanecer nele", embora na realidade reconheça que não se sente em nenhum topo. "Simplesmente sinto que estou respirando", diz ela.
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