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Divulgação
Grupo pernambucano Quinteto Violado na sua passagem em São Paulo (10/03/2005)
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Porto, 30 Ago (Lusa) - O Quinteto Violado, grupo pernambucano de MPB, vai se apresentar em uma casa de shows na cidade de Porto em 14 de setembro. O espetáculo terá uma interpretação jazzística da música do nordeste brasileiro, contou à Agência Lusa Marcelo Melo, vocalista, guitarrista e porta-voz do grupo.
O músico explicou que a idéia do show resultou do contato com um grupo de jazz holandês em um festival de música de Olinda. A partir do som dos jazzistas europeus, os pernambucanos se inspiraram a reinterpretar a música nordestina através da linguagem do jazz.
O grupo já soma 35 anos de trabalho. Logo no seu primeiro disco, impressionou o público e a crítica com o tratamento sofisticado dado aos ritmos e temas folclóricos, apoiado em um instrumental acústico (constituído por guitarras, flauta, baixo e bateria) repleto de efeitos típicos da música do Nordeste brasileiro.
O Quinteto Violado é considerado pelos maiores nomes das diversas gerações da música brasileira, desde Caetano e Gilberto Gil até Chico César ou Lenine, como "separador das águas no desenvolvimento da música popular brasileira".
Além de Melo, compõem o grupo atualmente Ciano (violão), Dudu (teclado), Fernando Filizola (viola e sanfona), Roberto Medeiros (percussão) e Toinho Alves (voz e contrabaixo).
Projeto Cultural
Melo faz questão de falar da existência de uma outra vertente da banda, a Fundação Quinteto Violado (FQV), instituída em 1997 com o objetivo de explorar, promover e incentivar, sob todas as formas, o desenvolvimento da cultura nordestina. "Além do grupo musical, nós somos também um projeto cultural para o fortalecimento da identidade brasileira através da sua expressão artística", afirmou.
A FQV atua como um núcleo executivo de projetos culturais, através de convênios com instituições governamentais ou particulares, com entidades congêneres ou educacionais, como os ministérios do Desenvolvimento Rural, Turismo e Cultura.
Entre as atividades que a fundação tem realizado nos últimos oito anos, destacam-se as ações de sensibilização para a expressão artística, os ateliês de construção de instrumentos musicais, a investigação de campo sobre as tradições musicais populares brasileiras (cantos de trabalho) e as iniciativas de apoio ao desenvolvimento rural.
Porto
O porta-voz adiantou que o grupo dedicará momentos do show de Porto à recriação da ligação nordeste brasileiro/jazz, que, nas suas palavras, "se verificou ser uma interface muito confortável".
O concerto vai incluir também os grandes clássicos do grupo, desde "Asa Branca" e "Acauã", do primeiro disco (1971), até os temas mais recentes, atravessando as três décadas de carreira da banda.