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02/12/2005 - 16h46
Ricky Martin samba, joga capoeira e rebola em show quente em SP



Por Deise Vieira

SÃO PAULO (Reuters) - Ricky Martin deixou claro que a noite seria "caliente" logo nos primeiros minutos de seu show em São Paulo na quinta-feira, compensando a chuva torrencial que os fãs enfrentaram e o atraso de uma hora para o início da apresentação.

Com uma performance energética de duas horas, o cantor porto-riquenho rebolou, sambou, jogou capoeira, tocou percussão e provocou a platéia a participar cada vez mais.

"Faz um pouquinho de barulho pra mim, faz?", pediu ele, como se os gritos que preenchiam o Credicard Hall já não fossem altos o bastante.

Ricky Martin veio ao Brasil para promover seu novo álbum, "Life", lançado em outubro. A turnê, que começou em novembro no México, irá percorrer a América Latina até o final do ano.

Na primeira música do show, "Till I Get to You", do CD novo, ele parecia comportado. Mas logo em seguida, com "I Don't Care", primeiro single do novo disco, ele começou a dançar com sua backing vocal e dançarina acompanhando a batida forte da música.

Um dos pontos altos foi a performance do hit "Livin' La Vida Loca", tocada com arranjo diferente, trazendo um som mais simples e a batida mais marcada.

Na contagiante "I Am", as fãs pareciam morrer de inveja ao vê-lo interagir com a dançarina da banda, que ainda tirou uma das blusas que ele vestia, deixando-o com uma regata preta. No final da canção, ele ainda jogou capoeira.

Outras canções que aumentaram a temperatura da platéia foram "Maria" e "Jaleo", quando o cantor assumiu um instrumento de percussão.

Ele também cantou músicas mais calmas, como "She's All I Ever Had", dando tempo para o público recuperar o fôlego. O ritmo intenso foi logo retomado com "It's Alright" e "La Bomba", na qual mostrou que não faz feio na hora de sambar.

"O calor tem que chegar até Porto Rico", pediu ele, que também afirmou que vem para o Carnaval do Rio em fevereiro.

Em "La Copa De La Vida", uma chuva de estrelas douradas de papel caiu sobre o público, anunciando o fim do show. Ele ainda voltou para dois bis.

Ricky Martin manteve-se sorridente e bastante simpático todo o tempo, conseguindo agradar mesmo quem não era fã. O comerciante Dionísio Febraio, 47 anos, foi ao show para tentar descobrir o segredo do cantor com as mulheres. "Concordo que o rapaz tem um apelo sexual, erótico, que realmente consegue captar a sensibilidade feminina", disse ele.

Outra que ficou satisfeita foi Ilene Mara Gallo, 41 anos, fã desde a época dos Menudos. "Ele é extremamente sexy, cativante, é um gentleman no palco."

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