Música

Cantor Jon Hendricks, o "James Joyce do jazz", morre aos 96 anos

Jim Cooper/AP Photo
O cantor Jon Hendricks Imagem: Jim Cooper/AP Photo

De Nova York (EUA)

23/11/2017 18h26

Jon Hendricks, um cantor de jazz cujas interpretações chamativas de estilo improvisado e criação de letras para canções instrumentais lhe renderam o apelido "o James Joyce do jazz", morreu em Nova York, informou sua família ao jornal "The New York Times". Ele tinha 96 anos. A causa da morte não foi revelada.

Músicos como o trompetista Wynton Marsalis ao compositor Lin-Manuel Miranda expressaram seu pesar nas redes sociais para o músico que a revista Downbeat chamou de "um dos mais importantes vocalistas na história do jazz".

Conhecido nos anos 1950 e 1960 pelo seu papel no trio vocal popular Hendricks, Lambert & Ross, ele era considerado um mestre na arte do improviso, incluindo palavras sem sentido - "Skap-a-dap-a-doodily-bap" para canções complexas a intrincadas.

Hendricks também era considerado um pioneiro do gênero "vocalese", escrevendo letras para músicas instrumentais, inclusive sucessos como "Desafinado" e "Along Came Betty".

Vencedor de diversos prêmios Grammy, ele costumava ser chamado de "poeta laureado do jazz".

Convite do 'Bird'

Nascido John Carl Hendricks em 1921, em Newark, Ohio, ele era um dos 15 filhos de um pastor metodista itinerante.

Sua mãe liderava o coral da igreja, e ele começou a cantar com 7 anos. Aos dez, ele contou mais tarde, "eu era uma celebridade local".

Na adolescência, cantou no rádio com Art Tatum, que mais tarde tornou-se um dos mais famosos pianistas de jazz do mundo.

Após servir na Segunda Guerra Mundial, Hendricks estudou Direito por um curto período, antes de aceitar uma oferta feita pelo lendário Charlie "Bird" Parker e ir para Nova York.

Foi lá que ele, Dave Lambertand e Annie Ross se reuniram em 1956 para formar o trio vocal, logo avaliado pela revista Melody Maker como o maior grupo vocal do mundo. Seu disco "High Flying" ganhou um Grammy.

Hendricks mais tarde tentou uma carreira solo, viajando pela Europa e pela África antes de se assentar na região da Califórnia, onde ele trabalhou como crítico e professor e de jazz.

Muito ativo até o fim da vida, ele tinha terminado, neste ano, de compor as letras para o álbum do Miles Davis de 1957 "Miles Ahead". Quando o projeto estreou em Nova York, Hendricks estava na plateia.

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