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Crítica: novo disco de Katy Perry, "Teenage Dream", é uma fábrica de hits

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Katy Perry em foto de divulgação de seu segundo disco, "Teenage Dream" (2010) Imagem: Divulgação

MESFIN FEKADU

Da Associated Press

23/08/2010 23h05

O novo disco de Katy Perry é como uma máquina mágica de caça-níqueis: escolha qualquer música e você ouvirá um hit. "Teenage Dream", segundo lançamento da cantora, é um conjunto de 12 músicas de diversos sabores: formidáveis batidas dançantes, groove e baladas pop sutis e suaves --como o corpo nu de Perry na nuvem que estampa a capa do álbum.

Katy Perry - "Teenage Dream"

Muito do crédito por essa fábrica de hits é atribuído aos produtores do álbum, entre eles Dr. Luke, Benny Blanco, Max Martin, Stargate, Tricky e Greg Wells. Eles são hit-makers que claramente ajudaram a fazer um material melhor para Katy Perry.

Mas outra grande razão para a magia do disco de Perry é ela mesma. Ela é dona de um vozeirão e consegue cantar músicas pop mais picantes como Britney Spears e Ke$ha, cujos vocais são geralmente susurrados e fracos, desaparecendo ao fundo das batidas das músicas. A voz de Katy não só guia a batida como a desenvolve.

"Teenage Dream" também explora a montanha-russa de emoções que é a cantora de 25 anos: ela está excitada na explosiva "Peacock", perdida em "Who Am I Living For?" e misteriosa em "E.T.". Katy, que costumava ser uma cantora cristã, se constrói sobre a pulsante "Firework", mas te leva para baixo (bem, não você, mas Travis McCoy) em "Circle the Drain". Na faixa, sobre o vício em drogas de McCoy, uma amarga Katy dispara: "quero ser sua amante, não sua mãe".

Perry fecha o álbum com "Not Like the Movies", cansativa, mas uma doce ode a seu noivo, o ator e comediante Russell Brand. Imagem perfeita? Acho que sim.