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Morre Jim Marshall, criador dos amplificadores que definiram o som do rock

Ralph Orlowski/Reuters
Jim Marshall ao lado de um de seus amplificadores que ajudaram a moldar o som do rock and roll Imagem: Ralph Orlowski/Reuters

05/04/2012 13h00

Jim Marshall, que ajudou a moldar a história do rock com seus inovadores designs de amplificadores, morreu em uma casa de repouso na manhã desta quinta-feira (5), informou a sua família. Ele tinha 88 anos.

Marshall tinha câncer e sofreu uma série de derrames, muitos deles severos, informou seu filho, Terry Marshall.

“Minha esposa e eu lhe fazíamos companhia quando ele faleceu,” disse Terry. “Ele descobriu o câncer no final do ano passado e até passou por uma cirurgia, mas a doença retornou. Ele estava em um estado terrível nas últimas cinco ou seis semanas. Ele está em um lugar muito melhor agora.”

Jim Marshall foi por muito tempo associado com os sons pesados de guitarra que ele ajudou a popularizar nos anos 1960, quando músicos como Pete Townshend, do The Who, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page e outros, adotaram os amplificadores Marshall para criar o som do rock.

Ele não buscava precisão musical com os amplificadores, mas sim um som que transmitisse uma sensação de poder bruto. Os aficionados o creditam como o criador das “pilhas de amplificadores” que permitiam a bandas de garagem fazer um som alto em pequenos ginásios ou salões.

Terry disse que o primeiro amplificador foi feito em 1960, poucos anos antes da explosão musical que daria ao rock orientado pela guitarra o seu lugar na história da música.

Os primeiros amplificadores Marshall não impressionavam – eram apenas uma caixa preta com uma saída e com controles básicos no topo – mas eles tinham grande potência.

Jim Marshall tornou seus amplificadores em um negócio de sucesso, mantendo muito de sua produção na Inglaterra. A empresa era sediada em uma pequena fábrica perto de Milton Keynes, norte de Londres.

Marshall tinha orgulho de ter resistido a sugestões para passar parte da produção para fora da Inglaterra para diminuir custos.

Ele se manteve um fã de charutos cubanos Montecristo e de uísque escocês até seus 70 anos. E mantinha uma bateria em seu escritório.

Em seus últimos anos, Marshall estava envolvido em diversas ações de caridades e em 2003 foi condecorado pela Rainha Elizabeth 2ª como Oficial da Ordem do Império Britânico por sua bem-sucedida exportação de produtos britânicos e obras de caridade.