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Lançando álbum tributo para a mãe, Thalía diz preferir fase atual à época de novelas

Cantora mexicana Thalia posa em foto de divulgação  - EFE/RUBEN MARTIN
Cantora mexicana Thalia posa em foto de divulgação Imagem: EFE/RUBEN MARTIN

Do UOL, em São Paulo

28/11/2012 17h54

No mesmo ano em que o SBT reprisa a trilogia "Marimar", "Maria do Bairro" e "Maria Mercedes", a protagonista dos dramalhões mexicanos, Thalía, lança seu 11º álbum de estúdio. "Habitame Siempre" é um disco tributo para a mãe da cantora, Yolanda Miranda, que morreu em 2011, um mês antes de seu segundo filho, Matthew Alejandro, nascer.

Em conversa com o UOL por telefone, Thalía comentou sobre seu novo trabalho e disse que, apesar do sucesso dos 90, prefere sua atual fase. "Acho que os anos 90 foram a parte mais importante da minha carreira. Essas personagens me levaram para muitos lugares do mundo. Mas agora me sinto mais livre para cantar as músicas que eu realmente quero cantar, estou mais honesta e mais livre comigo".

Envolvida em polêmicas sobre a pensão da avó de 94 anos, que reclama ser ajudada somente por uma das netas e passar por dificuldades, a agente de Thalía antecipa que perguntas pessoais podem interromper a entrevista a qualquer momento.

Para a cantora, "Habitame" é um álbum "introspectivo". "É um álbum mágico para mim. Todas as músicas são guiadas por emoções. Quero que o público, no fim do disco, se sinta mais livre, feliz e relaxado. Com todas as suas emoções expostas", sugere.

O título do disco é descrito como algo que se quer manter pela vida. "Habitame Siempre' é sobre um sentimento, uma memória, seu primeiro amor. Algo que você quer lembrar para sempre", explica. Já o primeiro single, "Manias", é uma das músicas dedicadas especialmente para Yolanda. "Essa música é sobre alguém que te deixou de um momento para o outro. É como se você perguntasse: 'porque você deixou suas manias aqui?'. É sobre as memórias que você tem.  Ele é poderoso instrumentalmente. Se você não entende a letra, a interpretação e o ritmo são emocionais", comenta.



Sobre a perda da mãe, Thalía diz que foi "um momento difícil". "Todas as músicas no álbum são um tributo a ela. Sonhamos os mesmos sonhos, nós eramos amigas, ela era minha empresária. Conquistamos o mundo em diferentes formas. Todo dia sem ela é difícil. Com esse álbum quero me curar e presenteá-la".

Ainda sem previsão de vir ao Brasil para lançar o álbum, apesar da vontade e de estudar algumas propostas, a cantora comentou uma regravação que fez de Roberto Carlos em seu último CD, "Primeira Fila". "Ele é um icone mundial com suas músicas. Essa versão de "Como Vai Você" é uma oportunidade dos meus fãs redescobri-lo. Bossa nova é uma das minhas coisas favoritas no Brasil. Eu amo o povo, a cultura, a música, as caipirinhas".

Casada com Tommy Motola, ex-marido de Mariah Carey e dono da Casablanca Records, Thalía diz que tem sido um desafio conciliar a carreira de mãe e de cantora. "Você tem que decidir suas prioridades. Minhas crianças são minhas principais prioridades. Mas tem todo o meu público. É importante balancear e encontrar pessoas que formem um time para te ajudar", comentou.

Tinha medo de pedir para outros músicos cantarem nos meus álbuns porque alguns negaram participar de "Primeira Fila

Thalía

Os filhos também são parte importante das composições da artista neste momento. "Eles me fizeram descobrir o mundo por outros olhos. Pelos olhos deles. Eles tornam tudo tão simples. Eles reconfiguraram minha música e minhas mensagens", disse.

Apesar de ter vários convites de duetos negados por alguns artistas, Thalía insistiu para conseguir parcerias para "Habitame". "Tinha medo de pedir para outros músicos cantarem nos meus álbuns porque alguns negaram participar de "Primeira Fila". Mas fiz uma parceria em um disco de Natal de Michael Bublé, e disse que só faria se ele participasse do meu novo álbum. Ele cumpriu a promessa e é uma das músicas mais românticas do disco".

"Habitame Siempre" tem previsão de lançamento para primeira quinzena de dezembro.