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McCartney admite que presença de Yoko Ono nos estúdios era irritante

Yoko Ono e Paul McCartney - Ethan Miller/Getty Images
Yoko Ono e Paul McCartney Imagem: Ethan Miller/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

25/03/2013 10h30

O cantor Paul McCartney admitiu que a presença de Yoko Ono no estúdio enfureceu os integrantes dos Beatles. A declaração foi dada à "Q Magazine", que preparou uma edição especial em comemoração aos 50 anos de lançamento do primeiro álbum do grupo "Please Please Me".

McCartney disse que as coisas ficaram complicadas quando John Lennon e Ono se conheceram e isso frustrou a banda na época. "Nós éramos um grupo muito unido e a relação de John com Yoko começou a ficar bastante séria. Agora eu percebo que ele estava curtindo uma liberdade recém-descoberta e ficando empolgado com isso".

"Quando ela apareceu no estúdio e sentou no meio de nós, eu admito agora que todos nós ficamos irritados. Mas olhando para trás, (eu e ela já conversamos sobre isso), acho que ela percebe que isso foi um choque para nós. Mas muitas coisas que mudaram foram boas para nós, de verdade. Mas naquela época, não enxergávamos isso".

Apesar de seus novos comentários, McCartney havia dito no final de 2012 a um canal de TV britânico que Yoko não foi responsável pelo fim da banda. “Ela certamente não foi a responsável pela separação do grupo, o grupo estava se separando. Quando Yoko apareceu, parte de sua graça era seu lado ‘avant garde’, sua visão das coisas, então ela mostrou a ele (Lennon) uma outra maneira de ser, o que era muito atraente para ele. Então, era hora de John sair, ele definitivamente iria sair de um jeito ou de outro”, afirmou Sir Paul.

Apesar de McCartney ter dito que não era fácil ter Yoko durante as gravações dos Beatles, ele afirmou que sem ela, Lennon não teria escrito “Imagine”. “Não acho que ele teria feito (a canção) sem Yoko, então eu não acho que você pode culpá-la por nada”, afirmou.

Depois de McCartney ter tirado a culpa pelo fim dos Beatles dos ombros de Yoko, ela agradeceu ao músico. “Eu acho que as pessoas sabiam que eu não era a responsável, mas surpreendentemente  muitas ainda acreditavam nisso. Ele foi muito corajoso. Então, gostaria de dizer ‘Obrigada, Paul. Eu te amo, nós o amamos”, falou a viúva de John Lennon ao jornal britânico "The Guardian".