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Carisma de Maria Rita ameniza microfonia em show com Selah Sue

Mário Barra

Do UOL, no Rio

13/09/2013 17h44

A terceira apresentação do Palco Sunset no primeiro dia de Rock in Rio 2013 não poderia condizer mais com o nome do local: realizado com o Sol poente, o show da cantora belga Selah Sue e da brasileira Maria Rita.

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Sem empolgar o público tanto quanto a apresentação anterior, do grupo de blues Vintage Trouble com a cantora inglesa radicada no Brasil, Jesuton, a artista de 24 anos conseguiu pelo menos encantar quem acompanhava a despedida do Sol quente. Embora não conhecesse tantas músicas da artista, a audiência do show não parava de soltar comentários como " que bonitinha" e "que graça".

Selah é uma das cantoras em ascensão na Europa desde 2011, quando seu álbum de estreia -- que leva o nome da artista -- vendeu mais de 700 mil cópias, somente no Velho Continente. Vencedora de prêmios e eleita pela revista Rolling Stone como revelação de 2012, a belga não chegou a empolgar os presentes, que só vibraram mesmo ao escutarem os acordes de "Ragamuffin", faixa mais famosa dela.

Microfonia combatida com samba

O entusiasmo principal veio mesmo quando Maria Rita entrou no palco. Cantando algumas músicas ao lado de Selah Sue, a brasileira demonstrou que ambas estavam um pouco de fora de sintonia, trocando olhares de quem se conhece há pouco tempo. Nada que atrapalhasse porém a apresentação, especialmente por conta da capacidade vocal da dupla.

Quando Selah saiu, Maria Rita mudou o curso do show, introduzindo um repertório de MPB com faixas bem conhecidas como "O Homem Falou" e um repertório que prestou homenagem a Gonzaguinha.

Quase chegou a interromper a apresentação por conta de uma incômoda microfonia, mas preferiu pedir que o público a ajudasse a cantar. Até com o câmera Maria Rita mexeu, fazendo o profissional filmá-la enquanto sambava e tentava esquecer que não podia cantar momentaneamente.

Mas a microfonia foi controlada -- para reaparecer em alguns momentos durante o restante da apresentação -- e o público agradeceu dançando. A mudança de animação na plateia pareceu coincidir mesmo a posição do Sol: o clima de fim de tarde, com música dançante, deu lugar a um sambão que, se não fez todo mundo cantar, pelo menos manteve todos até o fim da apresentação.

O momento mais estranho ficou por conta da tentativa de samba dos integrantes da banda de apoio de Sue, que apesar de desengonçados, se divertiram bastante com o término do show. Ainda houve um tempo para um pequeno bis de "Cara Valente", quase só com a voz de Maria Rita. A cena foi seguida por uma profusão de balões lançados na plateia que, aos poucos, foi correr para ver mais música brasileira no Palco Mundo: era o início do show em memória à Cazuza, uma das principais atrações da primeira noite de shows do festival.

O que vem por aí

A quinta edição brasileira do Rock in Rio começou nesta sexta e vai até o dia 22 de setembro. Mais de 160 artistas irão se apresentar em cinco espaços diferentes, divididos entre os sete dias de programação. Quase 600 mil pessoas estão sendo esperadas durante o festival, com uma média de 85 mil espectadores por dia.

O palco Mundo, o maior e principal, conta nesta sexta com as musas Beyoncé e Ivete Sangalo, o eletrônico David Guetta e um tributo a Cazuza reunindo diversos artistas nacionais. O segundo dia (14) diversifica um pouco mais a programação do palco, com os brasileiros do Capital Inicial, o metal pop do 30 Seconds to Mars, as influências soul do Florence and the Machine e o indie pop do Muse. Já o domingo (15) investe no pop com influências de R&B de Jota Quest, Jessie J, Alicia Keys e Justin Timberlake.