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Alicia Keys fecha "dia das cantoras" com Maria Gadú no palco

Mário Barra

Do UOL, no Rio

15/09/2013 22h38

De cima de seu fiel piano, a norte-americana Alicia Keys fez seu show de estreia no Rio de Janeiro com quase meia hora de atraso e fechou um dia de apresentações de cantoras no Rock in Rio 2013. No palco, ela convocou, de surpresa, a brasileira Maria Gadú para dividir os vocais do hit "Fallin'". A parceria, no entanto, não é novidade: em maio deste ano, Gadú fez uma participação no show de Alicia em Orlando, nos Estados Unidos.

Vestida com uma roupa sensual e um chapéu preto, Alicia apresentou um repertório repleto de clássicos de sua carreira, grande parte deles influenciados por black music e hip-hop. Ela abriu o show com trechos das faixas "Streets of New York" e ""Empire State of Mind" na sequência.

Antes de assumir o piano, a artista disse "E aí?" para o público brasileiro. Em seguida, emendou "You Don't Know My Name", mostrando a potência de sua voz. Quando se levantou novamente para mostrar charme, o público ainda parecia hipnotizado por sua presença.

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As bocas abertas não eram por menos. Detentora de 14 prêmios Grammy, a artista tem uma carreira consagrada há, pelo menos, uma década e nunca tinha dado o ar da graça por aqui. Quase sempre revezando entre o piano branco e encenações com seus dançarinos -- ritmo lento e suave, nada frenético como em shows de Beyoncé ou Justin Timberlake --, Alicia mostrou o motivo de seus fãs reclamarem tanto da demora da artista para vir ao Brasil.

Romance e mulheres
Parte dos temas desenvolvidos por Alicia Keys nas letras remetem à condição feminina, desde suas amarguras até a necessidade de afirmação. Ainda no começo do show, ela dedicou "Woman Worth" à ala feminina do local.

Outra marca do show de Alicia Keys no que diz respeito à atuação é o clima de romance que permeia toda a apresentação. Ora com olhares flertivos com os dançarinos, ora com dança lenta para o público ver, a norte-americana utiliza os elementos da música negra para criar um clima único à sua apresentação, voltado para os temas amorosos, mas sem nunca ser piegas ou exagerado.

Se o espetáculo em si não traz tantos elementos cenográficos e efeitos especiais como o público ma Cidade do Rock pode testemunhar em shows como o do Muse e de David Guetta, Alicia sobra no talento de cantar bem sem soar que está sofrendo horrores para alcancar uma nota ou mesmo para sustentá-la no gogó.

Interação
Quando intensificou as brincadeiras com o público, Alicia pedia para que as pessoas a acompanhassem com gritos típicos do hip-hop.

Os principais shows do 2º dia resumidos em um "tuíte"
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Outra forma de pedir o apoio do público aconteceu na parte mais calma da apresentação, quando foram executadas faixas como "Unbreakable". O trecho foi encerrado com "No One", que teve direito a coro da plateia, mãos para cima em balanço e um verdadeiro "mar de palmas".

Ainda houve tempo para Alicia se arriscar na percussão, antes de "Girl on Fire". E o público pegou embalo no tema da música, despertando para celebrar a moça e uma de suas principais canções. Novamente, outra saraivada de palmas para acompanhar o ritmo da música.

Para encerrar, nova alusão à cidade que ela conhece bem. Um trecho de "New York, New York", famosa na voz de Frank Sinatra, que foi seguido pela versão completa da música que Alicia Keys desenvolveu sobre a cidade. Neste momento, a cantora aproveitou para trocar de roupa, voltando ao palco com um vestido longo com listras brancas e cinzas -- e igualmente bonito como a vestimenta anterior.

Esta é a estreia de Alicia nos palcos brasileiros, já que as visitas anteriores da artista ao país não envolveram apresentações ao vivo. Tentando se habituar ao Rio de Janeiro, ela já visitou a praia com a família e afirmou até que aprendeu a fazer brigadeiro.

Terceiro dia

Menos roqueiro que o anterior, o terceiro dia do festival trouxe atrações internacionais como os portugueses Aurea e The Black Mamba, além do veterano George Benson, que tocou ao lado de Ivan Lins.

O evento

A quinta edição brasileira do Rock in Rio começou na sexta e vai até o dia 22 de setembro. Mais de 160 artistas irão se apresentar em cinco espaços diferentes, divididos entre os sete dias de programação. Quase 600 mil pessoas são esperadas durante o festival, com uma média de 85 mil espectadores por dia.

A programação deste sábado (14) foi encerrada pelos britânicos do Muse, com seu rock de arena que mistura elementos de música indie, sons progressivos e efeitos de distorção estridentes. Com hits como "Supermassive Black Hole" cantados em coro pelo público, a banda favorita da escritora Stephenie Meyer, dos livros da série "Crepúsculo", conseguiu convencer com um show de alto nível mesmo depois de uma noite repleta de apresentações intensas como a do Thirty Seconds to Mars e de Florence + The Machine.

Os principais shows do 1º dia resumidos em um "tuíte"
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O segundo dia de Rock in Rio também trouxe opções para roqueiros veteranos, em uma espécie de matinê punk concentrada no Palco Sunset, pelo qual passaram os californianos do The Offspring e Marky Ramone, que revisitou clássicos dos Ramones ao lado do vocalista Michael Graves, ex-Misfits.

Entre os destaques nacionais, o sábado teve apresentações que misturaram rock e política. A Capital Inicial emocionou fãs ao tocar uma música de Charlie Brown Jr. para lembrar as mortes recentes de Champignon e Chorão. Já o Detonautas Roque Clube voltou aos primórdios do rock brasileiro em um show com convidados só tocando covers de Raul Seixas.

Tico Santa Cruz usou uma camiseta onde se lia "Senado Federal, Vergonha Nacional", e Dinho Ouro Preto usou nariz de palhaço e criticou o escândalo recente envolvendo o deputado Natan Donadon, que manteve o cargo apesar de ter sido preso por corrupção.

O primeiro dia do evento teve shows de Maria Rita, Living Colour,  DJ David GuettaIvete Sangalo e Beyoncé, entre outros, e uma homenagem ao cantor Cazuza.