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George Benson transforma Palco Sunset em clube de jazz

José Norberto Flesch

Do UOL, no Rio

15/09/2013 20h43

O Sunset virou um palco de clube de jazz para a apresentação de George Benson. O show contou com a participação de Ivan Lins e celebrou o primeiro Rock in Rio, de 1985, quando o brasileiro foi convidado do músico americano.

Ótimo guitarrista, Benson, 70 anos e o artista mais velho do festival, abriu com "Love x Love". Depois largou a guitarra e ficou só nos vocais para outros dois hits de seu repertório: "Kisses in the Moonlight" e "In Your Eyes". O show reuniu um público mais velho, que cantou junto os sucessos, mas também era possível ver inúmeros casais jovens.

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Benson anunciou a entrada do "incrível Ivan Lins" já na quarta canção da noite. 

Voltou para a guitarra e acompanhou o brasileiro que ao piano, cantou "Novo Tempo". Ivan Lins entrou no clima político do evento. "Quando acabar o Rock in Rio, vamos aos deveres. As ruas também esperam por vocês."

Em "Vitoriosa", Ivan percebeu que a plateia estava cantando junto, baixinho, e incentivou um coro mais alto, enquanto Benson improvisou com solos de jazz. Foi um dos grandes momentos do show, que teve a qualidade de som surpreendentemente boa, já que o Sunset é, até agora, o maior problema do evento.

Benson parou o show para dizer ao público que Ivan Lins é seu compositor favorito e lembrar do show no Rock in Rio de 1985. Ainda teve "Dinorah Dinorah". No fim, o guitarrista mandou "Give me the Night" e "On Broadway". Pena que o som eletrônico de um estande próximo atravessou várias vezes a apresentação.

Alicia Keys e Justin Timberlake

O terceiro dia de festival mistura o que há de mais pop na música internacional e brasileira com shows de artistas como Jessie JAlicia Keys e Justin Timberlake, que fechará a noite no Palco Mundo.

Os principais shows do 2º dia resumidos em um "tuíte"
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Já no Palco Sunset, as principais atrações foram os shows compartilhados de Nando Reis e Samuel Rosa, Kimbra e Olodum, além de George Benson e Ivan Lins.

O evento

A quinta edição brasileira do Rock in Rio começou na sexta e vai até o dia 22 de setembro. Mais de 160 artistas irão se apresentar em cinco espaços diferentes, divididos entre os sete dias de programação. Quase 600 mil pessoas são esperadas durante o festival, com uma média de 85 mil espectadores por dia.

A programação deste sábado (14) foi encerrada pelos britânicos do Muse, com seu rock de arena que mistura elementos de música indie, sons progressivos e efeitos de distorção estridentes. Com hits como "Supermassive Black Hole" cantados em coro pelo público, a banda favorita da escritora Stephenie Meyer, dos livros da série "Crepúsculo", conseguiu convencer com um show de alto nível mesmo depois de uma noite repleta de apresentações intensas como a do Thirty Seconds to Mars e de Florence + The Machine.

Os principais shows do 1º dia resumidos em um "tuíte"
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O segundo dia de Rock in Rio também trouxe opções para roqueiros veteranos, em uma espécie de matinê punk concentrada no Palco Sunset, pelo qual passaram os californianos do The Offspring e Marky Ramone, que revisitou clássicos dos Ramones ao lado do vocalista Michael Graves, ex-Misfits.

Entre os destaques nacionais, o sábado teve apresentações que misturaram rock e política. A Capital Inicial emocionou fãs ao tocar uma música de Charlie Brown Jr. para lembrar as mortes recentes de Champignon e Chorão. Já o Detonautas Roque Clube voltou aos primórdios do rock brasileiro em um show com convidados só tocando covers de Raul Seixas.

Tico Santa Cruz usou uma camiseta onde se lia "Senado Federal, Vergonha Nacional", e Dinho Ouro Preto usou nariz de palhaço e criticou o escândalo recente envolvendo o deputado Natan Donadon, que manteve o cargo apesar de ter sido preso por corrupção.

O primeiro dia do evento teve shows de Maria Rita, Living Colour,  DJ David GuettaIvete Sangalo e Beyoncé, entre outros, e uma homenagem ao cantor Cazuza.