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"Tenho certeza que ele me chamará hoje novamente", diz fã de Bon Jovi

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

20/09/2013 09h33Atualizada em 20/09/2013 19h31

A subgerente Rosana Guedes, de 40 anos, veio de Campinas para o show de Bon Jovi, que acontece nesta sexta (20) no Rock in Rio. A fã contou ao UOL que já esteve nos oito shows que ele fez no Brasil e que em 1995, quando levou um cartaz em um show na Apoteose, no Rio, foi convidada a subir no palco.

"Subi no palco em 95, foi emocionante, chorei muito. Tenho certeza que ele vai me chamar hoje novamente", disse ela, que leva uma faixa para o cantor relembrar o episódio.

"Tirei férias no trabalho por causa do Bon Jovi. Depois da apresentação no Rock in Rio, vou direto para o show de São Paulo. Se por acaso ele não me chamar hoje, terei uma segunda chance lá", contou ela, confiante. "Sou fã desde o primeiro disco, em 1983".

Café da manhã comunitário

As paulistas Camila Domiciano, Thais Antunes e Fernanda Lacerda foram as primeiras a chegar na fila do quinto dia de Rock in Rio, nesta sexta (20).

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"Chegamos aqui às 4h30, dormimos na pedra, no molhado, madrugamos na fila, mas vai valer a pena. Ficaremos na grade", contou Fernanda, que assistirá com as amigas aos shows de Nickelback e Bon Jovi.

A estudante carioca Carolina Ferreira se uniu ao grupo, que tomou um café da manhã comunitário. "Tem de tudo um pouco: salgadinho, pão com mortadela, quindim, bolacha, suco e refrigerante", disse Carolina.

Por volta das 9 horas desta sexta, 20, cerca de 30 pessoas estavam na fila.

Irmãs lucram com venda de cordões

As irmãs Simone e Valéria Ribeiro comemoram o sucesso de vendas dos cordões com os nomes de algumas bandas que já passaram pelo Rock in Rio. "Até o momento, nos quatro dias de evento, já vendemos cerca de 500 cordões", conta Valéria que vende cada peça por 20 reais.

"Os dias de rock, como ontem, são os que vendemos menos porque o pessoal bebe bem e gasta dinheiro com isso", explica Simone.

Além dos cordões, camisas do Bon Jovi são vendidas a 40 reais e bottons a 10 reais. Uma barraca em frente à fila carrega celulares por uma hora por três reais.

Fã mostra tatuagem com nome de Bon Jovi

De botas com salto alto e shortinho jeans, a carioca, Carla Maia, de 29 anos, era uma das primeiras da fila do quinto dia de Rock in Rio. "Sou baixinha, dessa forma consigo ver melhor o Bon Jovi", explicou.

A jovem, que assistirá ao terceiro show da banda, está ansiosa para a atração principal do Palco Mundo.

"Estou apreensiva porque não tem o Richie (baterista) e o Tico (baterista) está operado, mas acho que o Jon segura", disse.

Fã da banda desde os nove anos, por influência do pai, Carla carrega o nome da banda na pele. "Foi minha primeira tatuagem, aos 15 anos", contou a carioca, que já garantiu seu ingresso para o show de Bon Jovi, que acontece domingo (22), em São Paulo.

"Não perco nenhum show. Em 95, quando tinha 12 anos, meu pai rasgou meu ingresso para o show deles porque fiquei em dependência na escola, foi terrível, chorei horrores", lembrou ela.

Depois do Metallica

Depois do show do Metallica, o mototaxista Paulo Henrique Horta dormiu durante duas horas próximo a uma cabine da polícia e seguiu para a fila do quinto dia do festival.

"Minha energia só acaba depois do show do Bon Jovi. Cheguei 12h30 de ontem (quinta-feira), paguei 10 reais para tomar banho num bar aqui perto e o estoque de comida acabou, só tenho água. Vou segurar e deixar para comprar algo lá dentro", disse ele, que aguarda a abertura dos portões às 14 horas.

Público foge da fila para se proteger do sol

Diferentemente do show do Metallica, na quinta, que formou uma imensa fila em frente à Cidade do Rock, o público que chegou cedo nesta sexta fugiu da fila para se abrigar em sombras e se proteger do forte sol. Apenas um pequeno grupo se reúne em frente à grade, aguardando ansiosamente a abertura dos portões, que acontece às 14 horas.

Para os shows do quinto dia do festival de música, o figurino também mudou: apesar de alguns ainda usarem camisetas pretas, boa parte optou por camisas claras e shorts.

"Virei fã do Bon Jovi por causa da minha filha", revela professora

A professora Francis Salgado saiu de Ribeirão Preto com a filha, Bianca Salgado, para assistir ao show do Bon Jovi no Rock in Rio, nesta sexta-feira, 20.

"Sou fã da Bianca e como ela é fã do Bon Jovi, virei fã também por causa dela", conta.

Como chegar

O evento conta com um sistema especial de transporte que inclui, além das linhas regulares, linhas especiais para chegar e sair da Cidade do Rock.

Uma linha circular vai do terminal Alvorada até o terminal Cidade do Rock, instalada no Autódromo, e tem paradas no Barra Shopping e no Shopping Via Parque. A linha funciona das 12h às 4h e sua tarifa é a mesma dos ônibus municipais. Na saída do evento será a única linha disponível, mas do terminal Alvorada é possível pegar outras linhas para o Rio de Janeiro.

Apenas ônibus poderão acessar a Cidade do Rock. Além disso, não há estacionamento para veículos nas redondezas do evento. As avenidas de acesso ao local estarão bloqueadas ao tráfego de carros, táxis e vans. 

Próximos shows

O segundo fim de semana de Rock in Rio traz ainda shows de John Mayer, Bruce Springsteen e Skank no sábado; e Iron Maiden, Slayer e Avenged Sevenfold, no domingo, fechando o festival.

Primeiro dia do metal

Os shows desta quinta-feira marcaram o início das atrações mais pesadas desta edição do Rock in Rio. O destaque da noite foi a apresentação do Metallica, que voltou ao festival após apenas dois anos, com repertório que revirou praticamente toda a discografia da banda -- dos mais antigos "KIll 'Em All" (1983), "Ride The Lightning" (1984) e "Master of Puppets" (1986) a álbuns mais recentes como "Reload" (1997) e "Death Magnetic" (2008). Sucessos do chamado "álbum preto" do grupo, como "Enter Sandman" e "Nothing Else Matters", também compuseram o repertório do show, de quase duas horas de duração.

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O saudosismo também deu as cartas no show dos veteranos do grunge Alice in Chains, que levaram os fãs de volta ao ano de 1992, época em que a banda lançou "Dirt", um de seus álbuns mais celebrados, que ajudou a compor o repertório da apresentação. Mesmo com um cantor novo na banda, Wlliam DuVall -- já conhecido do público brasileiro desde 2011, quando a banda tocou no festival SWU --, o Alice In Chains soube passar pela sombra da morte do vocalista Layne Staley e preservar o mesmo som, até um pouco mais pesado.
 
Principal palco do festival, o Mundo teve ainda nesta quinta os brasileiros do Sepultura, que tocaram junto com o grupo francês de percussão Tambours du Bronx, e os suecos do Ghost BC, em sua apresentação performática repleta de provocações à igreja católica que não animou muito o público da Cidade do Rock.
 
Já o Palco Sunset, cuja programação começou no início da tarde e é marcada por parcerias, trouxe as bandas Dr. Sin e República, com o guitarrista Roy Z,, além do ex-Angra Edu Falaschi, que voltou ao festival com a Almah e, empolgou o público com um cover de "Rock And Roll" do Led Zeppelin em um tributo às "raízes do heavy metal".
 

O Sunset também teve a volta do ex-Skid Row Sebastian Bach, que enfrentou problemas com o som e uma plateia mais fria. Rob Zombie encerrou o palco não apenas com seu som pesado -- que vai do thrash metal ao noise rock --, mas com seu baú cheio de referências ao universo do cinema de horror.