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Jovem diz que ser fã de John Mayer o ajudou a conquistar namorada

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

21/09/2013 13h51

O casal mineiro Bianca Figueiredo e Guilherme Vasconcellos não se importou com o sol forte e trocou beijos apaixonados na fila para o penúltimo dia de Rock in Rio. Os dois são fãs de John Mayer e Guilherme disse que isso o ajudou a ser aproximar de Bianca. "Ela foi difícil no início mas depois deu certo", contou. Os dois já estão juntos há dois anos. Além de Mayer, o Palco Mundo conta neste sábado (21) com Skank, Phillip Phillips e Bruce Springsteen

"Acho que vou chorar o show inteiro", disse a jovem. "Não tem como competir com o cara",  brincou o mineiro. Mesmo em clima de romance, a jovem disse que estava sofrendo com o sol. "Estou derretendo. A sorte é que uma menina que conhecemos na fila trouxe protetor solar e nos emprestou", disse Bianca.

A jovem Hingrid Oliveira, de 21 anos, saiu de Manaus sozinha e veio ao Rock in Rio especialmente para o show de John Mayer. "Comprei ingresso, passagem e vim na cara e na coragem. Minha mãe reclamou um pouco, mas não tinha como falar não", contou ela, que carrega uma tatuagem no peito inspirada em uma canção de John.

De Manaus para o Rock in Rio

A estudante Wendy Gama, do Rio, chegou sozinha, por volta de meia-noite desse sábado, para a fila do penúltimo dia de Rock in Rio. "Sou fã do John Mayer e quero ficar bem na frente. Meus pais são separados e não sabiam que eu tinha passado a noite aqui. Um achava que eu estava na casa do outro", contou ela, que dormiu pouco mais de uma hora.

"Estava muito movimentado por causa do show do Bon Jovi. Passei muito frio e só consegui dormir de 5 às 6h30", disse a jovem, que espera há seis anos por um show dele. "Tenho uma parede no meu quarto só de poster dele. Sou muito fã dele, vai ser um sonho".

"Ame ou odeie"

O Bon Jovi encerrou a quinta-feira com um show em marcha lenta. Sem o baterista Tico Torres (substituído de última hora) e o guitarrista Richie Sambora (já em situações de conflito na banda há algum tempo), restou para Jon e o tecladista David Bryan defenderem os clássicos da banda. Não deu muito certo, o show estava modorrento. De diferente, estava a fã que subiu ao palco e ganhou selinho de Jon e o cover de "Start Me Up", dos Rolling Stones.

Exemplo clássico do perfil de "ame ou odeie" que parece recair sobre praticamente todas as atrações deste quinto dia de Rock in Rio, os canadenses do Nickelback - liderado por Chad Kroeger, atual marido da cantora Avril Lavigne - são ao mesmo tempo uma das bandas que mais vendeu discos no mundo, mas também uma das mais perseguidas pelos odiadores da internet. Ao contrário do que se poderia esperar, porém, o grupo não teve de enfrentar vaias e foi acompanhado pela plateia do início ao fim da apresentação com um repertório que alternava faixas mais pesadas como "Animals" a baladas como "Photograph" e "How You Remind Me".

Já o Matchbox Twenty ajudou a esquentar o público para o Bon Jovi cantantando sucessos radiofônicos como "3 A.M." e "Unwell" e "Push". "So Sad So Lonely", do álbum "More Than You Think You Are" (2002), com seus solos e pegada mais roqueira, foi uma das faixas que mais cativaram o público, que acompanhou com palmas, enquanto o vocalista descia do palco para cumprimentar o fãs. "Procuramos por isso [tocar no Rock in Rio] durante nossa vida inteira", afirmou o vocalista Rob Thomas logo no início da apresentação.

Velho conhecido do Rock in Rio, Frejat teve a responsabilidade de abrir o Palco Mundo, com show recém-saído do forno. Encarnando um crooner romântico, o cantor e guitarrista deu o pontapé na nova turnê com o sugestivo nome "O Amor é Quente" --título de sua nova música, cujo clipe foi lançado nesta sexta-feira (20) exclusivamente pelo UOL. O tal show novo não teve tantas novidades assim. Fora a música inédita, Frejat cantou "Divino, Maravilhoso", famosa na voz de Gal Costa, "A Minha Menina", de Jorge Ben, e "Não Quero Dinheiro", de Tim Maia, além de sucessos do Barão Vermelho e Cazuza como "Malandragem", "Bete Balanço" e "Pro Dia Nascer Feliz".

No Palco Sunset, conhecido por duetos e encontros de diferentes artistas, o destaque foi o show de Ben Harper, que estreou no Rock in Rio ao lado do lendário bluesman Charlie Musselwhite. O espaço ainda recebeu apresentações The Gift e Afrolata, Grace Potter and The Nocturnals e Donavon Frankenreiter e Mallu Magalhães com a banda Ouro Negro.

Recebida com gritos de "linda" e "maravilhosa" dos fãs, Mallu agradou uma plateia formada essencialmente de jovens. Quando a Banda Ouro Preto, conhecida por acompanhar o jazzista Moacir Santos, ficou sozinha no palco, parte do público começou a dispersar.

A vez do rock no Rio

A segunda parte do Rock in Rio, que se estende até domingo e conta com atrações mais roqueiras e pesadas do que na semana passada, teve início nesta quinta. O destaque da noite foi a apresentação do Metallica, que voltou ao festival após dois anos, com repertório que revirou praticamente toda a discografia da banda em um show de 2 horas e 10 minutos de duração.

O saudosismo também deu as cartas no show dos veteranos do grunge Alice in Chains, que levaram os fãs de volta ao ano de 1992, época em que a banda lançou "Dirt", um de seus álbuns mais celebrados, que ajudou a compor o repertório da apresentação.

Principal palco do festival, o Mundo teve ainda nesta quinta os brasileiros do Sepultura, que tocaram junto com o grupo francês de percussão Tambours du Bronx, e os suecos do Ghost BC, em sua apresentação performática repleta de provocações à igreja católica que não animou muito o público da Cidade do Rock.

Pelo Palco Sunset, passaram nesta quinta-feira dois antigos conhecidos dos fãs de rock no Brasil: o ex-Skid Row Sebastian Bach e Rob Zombie, que já tinha vindo ao país em 1996 à frente da banda de metal White Zombie.