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Com corpo cheio de tatuagens do Iron Maiden, fã diz que pele vale R$ 36 mi

Fabíola Ortiz

Do UOL, no Rio

22/09/2013 16h53

Com grande parte do corpo tatuado, o paulista Marcos Motolo, de 40 anos, garante ser o homem com o maior número de tatuagens de sua banda favorita, o Iron Maiden, que encerra a edição de 2013 do Rock in Rio.

Destaque entre os fãs da banda no último dia de festival, ele diz ainda que sua pele está avaliada em R$ 36 milhões. "Eu tinha tudo do Iron Maiden, não faltava mais nada para me conquistar e pensei 'Se eu morrer, não vou poder levar o Iron Maiden para o caixão comigo'. Então fiz as tatuagens que não tem como tirar", contou Montolo ao UOL, exibindo um certificado da RankBrasil, empresa que certifica recordes nacionais --o reconhecimento do Guinnes, diz ele, veio apenas no último dia 5.
 

Fã do Slayer não faz a barba há mais de três anos


O mineiro Elias Ferreira chamava a atenção ao lado da namorada, Carina Guido, na fila do último dia de Rock in Rio, dedicado ao metal de Iron Maiden, Slayer e Sepultura. Ele exibe uma barba comprida, presa com elásticos, que cultiva há mais de três anos. "Viemos para os shows do Slayer, que sou fã há mais de 10 anos, e Iron Maiden. A barba eu não faço há mais de três anos e meio, é uma tradição da Black Label Society", explicou.

A primeira tatuagem foi feita em 1999. Depois, foram seis anos de uma jornada de 18 horas diárias ininterruptas tatuando. “Eu queria bater o recorde, tenho 172 tatuagens, de todos os álbuns. Até pensei em fazer seguro”, disse.

Ele conta que já foi a dez shows da banda e garante que os artistas sabem da sua existência. O fã chegou a participar do documentário “Flight 666” (2009), filme oficial da banda britânica.
 
Neste domingo, Motolo gostaria de ser chamado ao palco durante a apresentação do Iron ou de, pelo menos, poder entrar no backstage. “Há a possibilidade deles me chamarem para o palco e me darem em mãos o certificado do Guinness”, especula.
 
Em seu site oficial, o paulista se apresenta como pastor evangélico, mas no Rock in Rio ele diz que é palestrante em temas de autoestima e motivação.
 
“Eu comecei a curtir o Iron Maiden em 1981, quando tinha sete anos. Na escola, um amigo trouxe um disco gravado no Japão. Eles não eram conhecidos no Brasil. O que me chamou a atenção eram as letras do nome do grupo em forma de quebra-cabeça e todo mundo tentou copiar”, relembrou.
 
Iron Maiden é eletricidade
Para o tatuado, Iron Maiden é sinônimo de “eletricidade”. “Você pode ver um show em 1985 ou em 2020. Bruce Dickinson vai continuar correndo no palco, vai pular, o baixo do Steve Harris vai virar cavalgada. Nicko McBrain não vai parar de bater nas baquetas e sacudir. É isso que traz vida e eletricidade”, destacou.
 
Mas diz que o show deste domingo será especial. “Recentemente, deram uma entrevista dizendo que talvez não aguentariam mais cinco anos e todo mundo acha que eles podem terminar a carreira hoje no Rock in Rio”. Como ainda não há previsão de um novo álbum, “é melhor aproveitar enquanto há tempo”, ressaltou.

Neste sétimo e último dia do festival, sobem ao Palco Mundo Iron Maiden, Avenged Sevenfold, Slayer e Kiara Rocks. No Sunset, Sepultura volta ao festival, acompanhado de Zé Ramalho. Também passam por lá outras parcerias, como Helloween com Kai Hansen, Destruction com KrisiunAndre Matos com Viper.

 

Sexto dia

O penúltimo dia de Rock in Rio foi encerrado com uma apresentação animadíssima - e de muito fôlego - do veterano Bruce Springsteen, que completa 64 anos nesta segunda (23). Apesar de repetir algumas estratégias já usadas em São Paulo, como abrir o show com música de Raul Seixas e cair literalmente nos braços da galera ainda nos primeiros minutos, Springsteen inovou ao executar, de ponta a ponta, todas as músicas do álbum "Born in the U.S.A", de 1984, um dos mais emblemáticos da carreira. A apresentação de quase três horas de duração teve ainda um medley de "Twist and Shout" e "La Bamba" na reta final, que não foi mostrado em SP.

Os principais shows do 6º dia resumidos em um "tuíte"
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Passaram também pelo Palco Mundo neste sábado dois exímios guitarristas da nova geração: John Mayer e Phillip Phillips, este último revelado no reality show musical "American Idol". Conhecido tanto pelas namoradas famosas quanto pelo talento no instrumento, Mayer fez um show digno de headliner capaz de abafar até os gritos mais ensurdecedores das fãs nas primeiras filas.

Como aconteceu em todos os dias do festival até agora, a abertura dos shows do Palco Mundo ficou por conta de uma banda da casa, desta vez o Skank. Sem lançar disco de inéditas desde 2008, os mineiros apostaram num repertório de grandes sucessos da carreira, como "Vamos Fugir", "Jackie Tequila" e "Vou Deixar", que contou com Nando Reis no palco. O rapper paulista Emicida também participou do show, que teve seu momento mais politizado no cover de "É Proibido Fumar". "Maconha é proibido, mas mensalão pode fazer de novo, né?", provocou o vocalista Samuel Rosa.

No Palco Sunset, conhecido pelos encontros, se apresentaram o cantor italiano Jovanotti com a carioquíssima Orquestra Imperial; os ex-Novos Baianos Moraes Moreira e Pepeu Gomes com a cantora Roberta Sá; e Ivo Meirelles, que recebeu Fernanda Abreu e Elba Ramalho para um show percussivo, que também teve tom de protesto e abriu com integrantes de bateria de samba tocando o Hino Nacional com rosto coberto como black blocs e as famosas máscaras de Guy Fawkes popularizadas pelo grupo Anonymous.

O pernambucano Lenine fechou o Sunset em dose dupla: primeiro numa participação especial no show da banda de rock cigano Gogol Bordello e, em seguida, sozinho, apresentando canções de sonoridade mais "cool" como "Chão", "A Rede" e "Hoje eu Quero Sair Só".

Os principais shows do primeiro final de semana
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O festival

Com Iron Maiden e Slayer entre as atrações principais, a edição 2013 do Rock in Rio termina neste domingo após sete dias de shows. A primeira semana teve shows de Beyoncé, Muse e Justin Timberlake fechando as três noites. Mais roqueira, a segunda metade do festival começou na última quinta-feira, com shows do Metallica, que voltou ao festival após dois anos, Alice in Chains e os suecos do Ghost BC, que dividiram opiniões com sua apresentação repleta de provocações à igreja católica

Na sexta-feira, ficou com o roqueiro galã Bon Jovi a missão de encerrar a noite. O show de mais de duas horas teve ritmo arrastado e sofreu com dois desfalques: o baterista Tico Torres (substituído de última hora por causa de uma operação na vesícula) e o guitarrista Richie Sambora (demitido da banda recentemente por desavenças com Jon). Muitos fãs, no entanto, não se importaram. Uma delas subiu ao palco e até ganhou um selinho do cantor. 

A sexta-feira também teve shows de Nickelback e Matchbox Twenty. No Sunset, o destaque foi o show de Ben Harper, que estreou no Rock in Rio ao lado do lendário bluesman Charlie Musselwhite