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No Dia Mundial do Rock, músicos de outros estilos escolhem discos favoritos

Tato, Chimbinha e Lucas Santtana falam de seus discos de rock favoritos - Divulgação
Tato, Chimbinha e Lucas Santtana falam de seus discos de rock favoritos Imagem: Divulgação

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

13/07/2014 07h00

Basta perguntar: todo mundo (ou quase) tem um disco de rock predileto. O gênero, que nasceu negro e dançante nos anos 1950, e dominou o planeta na década seguinte, é influência mesmo além de suas próprias fronteira . E o UOL comprovou a teoria.

Em homenagem ao Dia Mundial do Rock, celebrado neste domingo (13), perguntamos a músicos de outros estilos, como o forró, funk, brega e MPB, quais são seus álbuns de cabeceira. Veja quais são.

Capa do álbum dos Sex Pistols - Divulgação - Divulgação
"Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols" (1977), do Sex Pistols, é o álbum preferido do Tato do Falamansa
Imagem: Divulgação

Tato , Vocalista do Falamansa

Sex Pistols - “Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols” (1977)

"Cada faixa do disco soa como um hino punk, sempre em três ou quatro acordes. Esse tipo de disco traz junto memórias, cheiros e a saudosa lembrança do tape de gaveta. Esse disco intensificou a filosofia punk do anarquismo, do estilo debochado de cantar. Influenciou não só a música, mas também a moda e os costumes de uma geração, que duram até hoje. Ele lembra meu coturno velho!"

Capa do disco Dire Straits - Divulgação - Divulgação
Chimbinha, guitarrista da banda Calypso, elegeu o álbum do grupo Dire Straits, de 1978, seu favorito
Imagem: Divulgação

Chimbinha, Guitarrista da banda Calypso

Dire Straits - “Dire Straits” (1978)

"Gosto muito dos discos do Dire Straits, pois é bem parecido com o meu som. Nós temos influências parecidas e é um som muito bacana. Fica a dica pra quem curte rock!"

DJ Marlboro

“Sons e Efeitos -Discotheque” (1977)

Essa coletânea teve uma grande influência no início da minha carreira, com música do Gary Glitter, com “Mamma Mia”, do Left Side. Tocava sempre umas cinco ou seis faixas nos bailes. Até o início dos anos 1980, no subúrbio, nós frequentávamos ou baile de soul ou baile de rock dançante. Mas eu fazia questão de tocar os dois estilos. E esse disco teve grande influência nisso."

Capa do álbum dos Paralamas do Sucesso - Divulgação - Divulgação
O músico Lucas Santtana elegeu o álbum "Os Paralamas do Sucesso - Selvagem (1986)"
Imagem: Divulgação

Lucas Santtana, cantor

Os Paralamas do Sucesso - “Selvagem” (1986)

"Foi o auge do rock nacional. E eles vieram com outras influencias. Mostraram que você pode fazer do rock uma coisa mais ampla. Foi uma descoberta pra mim, na época. Que um grupo de rock podia abrir espaço para o ska, o raggae e outros estilos. Hoje ainda existe muito um estigma grande de pessoas usando preto, do mundo do heavy metal. Mas rock pra mim é outra coisa. Um tipo de atitude que está nesse disco."

Capa do disco de Chico Buarque - Divulgação - Divulgação
A cantora Tiê elegeu o disco "Os Saltimbancos, de Chico Buarque, Miúcha, Nara Leão, Magro e Ruy, de 1977
Imagem: Divulgação

Tiê, cantora

Chico Buarque, Miúcha, Nara Leão, Magro, Ruy - “Os Saltimbancos" (1977)

"Pode não ser exatamente de rock, mas é meu disco favorito. Voltei a ouvir recentemente. Tem guitarras. Acho bem "maluco". Ouvi bastante na infância, e voltei a escutar agora por causa da minha filha. Acho que tem muito “rockão”, com um certo ar de mutantes. Muito bem elaborado."

História do Dia Mundial do Rock

O Dia Mundial do Rock existe desde 1985, quando foi realizado o concerto Live Aid, em benefício das vítimas da fome na Etiópia. Organizado pelo músico Bob Geldof, o espetáculo teve a participação de vários astros de rock.

Os shows do Live Aid aconteceram no dia 13 de julho de 1985, simultaneamente em Londres, no Wembley Stadium, e na Filadélfia, no JFK Stadium, e foram transmitidos para todo o mundo. Desde então, institui-se o dia 13 de julho como Dia do Rock.

Na Inglaterra, apresentaram-se Status Quo, Style Council, Adam Ant, Boomtown Rats, Spandau Ballet, Elvis Costello, BB King, Sade, Sting, Phil Collins, Bryan Ferry, U2, Dire Straits, Queen, David Bowie, Who, Elton John e Queen, entre outros.

Nos Estados Unidos, tocaram Joan Baez, Black Sabbath, Run DMC, Crosby, Stills & Nash, Judas Priest, Bryan Adams, Beach Boys, Simple Minds, Pretenders e Santana, entre outros.

O evento foi a culminação de uma série de ações beneficente organizadas por Geldof, em prol das vítimas da fome, que começaram no final de 1984, com a gravação da música "Do They Know It's Christmas Time at All". O single reunia a nata do pop inglês dos anos 80, artistas como Sting, Boy George e Simon LeBon (do Duran Duran).

Geldof afirma ter se engajado na causa humanitária africana depois de assistir a uma reportagem da BBC sobre a fome na região da Eritréia.

Para administrar as arrecadações e poder promover mais ações beneficentes, Geldon fundou o Band Aid Trust, fundação administrada por ele e um grupo de curadores. Em apenas um ano, entre 84 e 85, a fundação arrecadou mais de US$ 80 milhões.

As iniciativas de Geldof geraram movimentos semelhantes em outros lugares do mundo --o mais famoso deles foi o USA for Africa, que promoveu a gravação da música "We Are the World", de Michael Jackson e Leonel Richie, com Cyndi Lauper, Bruce Springsteen, Ray Charles, Diana Ross e outros astros do pop americano.