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Nascida na terra do axé, Sol Garcia ganha destaque cantando sertanejo

A cantora baiana Sol Garcia, um dos destaques da Festa de Peão de Barretos - Divulgação
A cantora baiana Sol Garcia, um dos destaques da Festa de Peão de Barretos Imagem: Divulgação

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

29/08/2014 06h00

Sol Garcia tinha tudo para ser uma cantora axé. Alta, morena e dona de voz impostada, a soteropolitana de 33 anos cresceu ao ritmo de rodas de samba e de seresta. Escolheu a segunda. Convertida ao gênero de Leandro e Leonardo, a musa é, pelo terceiro ano seguido, uma das atrações da Festa de Peão de Barretos, nesta sexta-feira (29). Entre amigos e equipe, já recebeu a alcunha de “Ivete Sangalo do sertanejo”.

“Não me incomodo, mas fico até sem graça com a comparação. Pra mim, ela é um grande ídolo. Acho que vem de sermos baianas, pelo nosso jeito parecer um pouco. É uma responsabilidade muito grande. Ainda tenho que crescer e aprender muito para chegar perto dela”, diz em entrevista ao UOL por telefone.

Filha de músicos, Sol se voltou aos sons caipiras ainda na infância, sob influência direta da mãe, admiradora de Chitãozinho e Xororó. A música, no entanto, só deixou de ser hobby para virar profissão aos 28 anos, depois que ser formou em publicidade, casou e teve filhos.

O marido mineiro, conta, despertou ainda mais o interesse pela música sertaneja, que em sua versão é feita de batidas dançantes, romantismo e certo sotaque nordestino, que a difere dos colegas "universitários". Essa é a fórmula de “Quem Não te Merece”, música que lançará oficialmente em Barretos.

“Não tem como a Bahia não entrar na minha música. Primeiro pelo sotaque. Depois, pela dinâmica de voz, que acaba casando com o que eu faço. Mas eu nunca procurei dizer que não sou da Bahia ou quis mudar meu estilo. Faço questão de ressaltar isso na música”, diz a cantora.

Fã de Elis Regina, Fernando e Sorocaba e Roberta Miranda, Sol recebeu os primeiros holofotes em 2013, com a sacolejante “Nananinanão”, de nítdas influencias do ritmo baiano do arrocha. A música fez sucesso na festa de rodeio de Jaguariúna (SP), uma das mais maiores do Brasil.

Galgando espaço pelas beiradas, ao estilo “mineirinha”, ela estreará em setembro no palco principal do festival, ao lado de Lucas Lucco, depois de já ter dividido palco com Michel Teló e Cristiano Araujo. Passo que vê como derradeiro para alçar voos mais altos.

“Faremos pela primeira vez um show completo, com produção caprichada e tudo mais. Estamos preparando surpresas, mas ainda não posso falar, não me deixam”, brinca. “É uma das maiores oportunidades que já recebi. Um grande rodeio, no dia que terá portões abertos. Estou levando isso com muita seriedade e dedicação”, completa Sol, que já vem compondo as músicas de seu segundo trabalho. Ainda sem previsão de lançamento, o álbum deve trazer participações especiais.