PUBLICIDADE
Topo

Confira frases "ardidas" que fizeram Elis ganhar o apelido de "Pimentinha"

A cantora Elis Regina - Acervo UH/Folhapress
A cantora Elis Regina Imagem: Acervo UH/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

18/03/2015 09h39

Desbocada e de gênio forte, Elis Regina, que teria completado 70 anos de idade nesta terça (17), fazia jus ao apelido de “Pimentinha”. Sua fama de briguenta e competitiva e sua obsessão por mostrar que era a melhor cantora do país pode ser conferida em frases e declarações dadas pela cantora à imprensa e a amigos. O UOL selecionou algumas delas para relembrar o quão “ardida” era a personalidade da mulher que se tornou um mito da MPB. 

Frases "ardidas" da Pimentinha

  • Divulgação

    "O Brasil de hoje é governado por um bando de gorilas"

    Ao ser questionada sobre a situação do país em 1969, pela revista holandesa "Tros-Nederland"

  • Arquivo Folha

    "As pessoas acham que sou antipática, porque eu não as encaro. Mas isso é porque eu sou vesga mesmo e quando vejo que vou ficar vesga eu começo a disfarçar. Eu sou a rainha dos disfarces"

    Para o especial "Mulher 80", da Globo, em 1980

  • U. Dettmar/Folhapress

    "Eu não aguento minha insegurança. Acha que sou homem o suficiente para me encarar sozinha com o terapeuta?"

    Também para o especial "Mulher 80", da Globo, em 1980

  • Arquivo Folha

    "Eu queria morrer como a Janis Joplin"

    Para o amigo Guilherme Arantes, em 1980

  • Arquivo Sérgio Cabral/Divulgação

    "A verdade é que Nara Leão canta muito mal, mas fala muito bem. No fundo, esta confusão toda é altamente promocional para ela"

    À revista "Manchete" em 1967, sobre Nara Leão. As duas eram ?rivais? na TV Record e trocaram muitas farpas pela imprensa

  • Divulgação

    "Você é veado ou me acha uma merda?"

    Para o jornalista e compositor Ronaldo Bôscoli, em 1967, antes de começar a namorá-lo

  • BandNews/Reprodução

    "Não tem essa de público, rapaz. A gente é que faz o público"

    A Roberto Menescal, em 1968

  • Reprodução

    "Eles queriam que eu andasse vestida de prenda ou de bombacha, tomasse chimarrão em vez de uísque e andasse a cavalo no Rio de Janeiro. Não sou cidadã de Porto Alegre, sou cidadã do mundo (...) Não posso perder tempo em ser uma gaúcha quando preciso ser uma brasileira"

    Para a revista "Cruzeiro", em 1968, sobre a crítica dos antigos fãs no Rio Grande do Sul, que diziam que ela não dava mais atenção para seu Estado

  • U. Dettmar/Folhapress

    "Eu sou foda para escolher repertório"

    Após a primeira audição do disco "Elis", de 1972

  • Acervo UH/Folhapress

    "Acabamos de gravar um disco que está uma barra-pesada. Desde a capa até a mixagem. Sem oba-oba, sem festa e coisas que tais. Disco pra macho. Pô! Sem sacanagem, tá legal. Arrisco mesmo a dizer que foi a melhor coisa que nós já fizemos até hoje. Disparado"

    Elis Regina, em carta para a amiga Patrícia Figueiredo, em outubro de 1974, sobre seu LP gravado no mesmo ano e que leva seu nome

  • Acervo UH/Folhapress

    "A música é meu arco, minha flecha, meu motor, meu combustível e minha solidão. Amigo, cantar é um ato que se comete absolutamente só e eu adoro"

    Frase citada no "Elis Especial" gravado na "Sexta-feira Nobre", da Globo

  • Gil Passarelli/Folhapress

    "Aprendi que a vida é feita de dois lados. Você precisa conhecer o lado torto para conhecer o lado bonito. Então, nesse sentido, todas as experiências pelas quais nós passamos são absolutamente válidas"

    Ao jornal "O Globo", em 1976

  • Folhapress

    "Amo a música, acredito na melhoria do planeta, confio em que nem tudo está perdido, creio na bondade do ser humano e intuo que a loucura é fundamental. Agora só me faltam carneiros e cabras pastando solenes no meu jardim. Viver é ótimo"

    Citando "Casa no Campo", uma música de Zé Rodrix e Tavito que faz parte do seu repertório