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"Ele estava saindo de casa para cheirar pó em hotel", diz viúva de Chorão

Viúva de Chorão, Graziela Gonçalves pretende escrever livro sobre o que viveu - Renato Parada/Revista Trip
Viúva de Chorão, Graziela Gonçalves pretende escrever livro sobre o que viveu Imagem: Renato Parada/Revista Trip

Do UOL, em São Paulo

13/04/2015 13h52

Companheira de Chorão por duas décadas e musa de canções como “Proibida pra Mim”, a viúva Graziela Gonçalves decidiu quebrar o silêncio após dois anos da morte do líder do Charlie Brown Jr., em entrevista à revista "Trip" de abril.

Segundo ela, Alexandre Magno Abrão –nome de batismo de Chorão– a conquistou não pela fama de mau, mas por seu romantismo. "O Alê me ganhou porque era o oposto do que aparentava. Tinha fama ruim, brigava, pegava a mulherada. Mas, quando se aproximou, foi muito fofo. Um cavalheiro com 22, 23 anos. Não era maloqueiro. Eu tinha receio, ele já tinha filho. Mas tinha coisas tipo me pedir em namoro pro meu pai. Virou queridinho da família", contou.

Sobre o comportamento de Chorão em relação às drogas, Graziela revelou que "ele tinha paranoias pesadas quando estava ruim. E crises gigantescas de ciúme. Falou pro irmão: 'A Graziela tá me traindo, tô saindo de casa'. Na verdade, ele precisava de uma desculpa pras pessoas, porque estava saindo de casa pra ir cheirar pó em hotel".

Para recomeçar a vida, a viúva do líder do Charlie Brown Jr. pretende escrever um livro, como uma forma de exorcizar todas as perdas e dificuldades por que passou. "Não acho que saí do luto, estou no processo. Porque tem dias que ainda são muito difíceis pra mim. Às vezes é uma frase que eu vejo, é um cheiro que vem, é uma lembrança. Depois de dois anos, vejo o quanto foi especial e raro o que eu vivi", destacou Graziela.