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Emicida lança clipe de "Boa Esperança" com críticas e revolta de empregados

No vídeo, patrões maltratam e empregados se revoltam; "favela ainda é senzala", diz a música - Reprodução/YouTube
No vídeo, patrões maltratam e empregados se revoltam; "favela ainda é senzala", diz a música Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

01/07/2015 12h15

O rapper paulistano Emicida lançou nesta quarta-feira (1) o videoclipe da música “Boa Esperança”. Com sete minutos de duração, o vídeo aborda temas como racismo, preconceito e injustiça social e empregados se revoltando contra seus patrões.

Confira aqui o vídeo.

Dirigido por Katia Lund (“Cidade de Deus”) e João Wainer (“Pixo”), o videoclipe mostra um dia normal em uma casa de uma rica família, até que os empregados maltratados resolvem se vingar e fazem uma revolta.

Emicida aparece no papel do vigia. Domenica e Jorge Dias, filhos de Mano Brown, e a modelo Michelli Provensi, vivem empregados da mansão, assim como Divina Cunha e Raquel Guimarães Dutra, moradoras da ocupação Mauá, no centro de São Paulo, e Dona Jacira, mãe do músico. As três já exerceram a profissão na vida real.

Foi daí, aliás, que nasceu o roteiro. Segundo a produtora, a história surgiu de "um processo coletivo após conversas do rapper e dos diretores com empregadas domésticas na ocupação". 

A música

A letra, composta por Emicida e Nave, aborda temas como racismo e a injustiça social. “Favela ainda é senzala, Jão. Bomba-relógio prestes a estourar”, diz um trecho da música cantada por Emicisa e J Ghetto.

A faixa foi batizada com o nome de um navio negreiro citado no livro "A Rainha Ginga", de José Eduardo Agualusa. “A música faz menção a esse paradoxo de uma coisa horrenda ter um nome convidativo”, diz Emicida.

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