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Música

Do pop ao metal pesado, Tatá Werneck solta a voz na "séria" banda Renatinho

Ana Cora Lima

Do UOL, no Rio

02/07/2015 07h00

Eles são amigos, comediantes, já dividiram palcos de stand-up e programas de televisão. O que pouca gente ainda sabe é que tem mais uma coisa que Tatá Werneck, Maurício Meirelles, Murilo Couto, Marco Gonçalves e Nil Agra têm em comum: a banda Renatinho. Formado há três anos, meio de verdade, meio na brincadeira, o quinteto criou asas, já está com o primeiro disco em fase de finalização e, no próximo domingo (5), faz seu primeiro show oficial durante o festival Risadaria, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, às 18h.

O UOL acompanhou um ensaio da banda realizado em um estúdio na Zona Sul do Rio de Janeiro no último final de semana. A julgar pelos primeiros acordes - e as duas guitarras pesadas - , dá para perceber que a Renatinho é uma banda de rock, mas que gosta também de misturar outros estilos musicais - folk, funk, rhythm and blues e pop. Nada de cover ou releituras de clássicos. O repertório é autoral.

“Somos uma fábrica de hits. Se a gente faz um hit que não vai ter mais de 3 milhões de pessoas cantando em poucos meses, a gente joga fora”, ironiza Maurício Meirelles sobre as "86 composições" da banda, adotando a postura megalomaníaca que faz lembrar os humoristas do Hermes & Renato com sua banda de "metal zoeira" Massacration. 

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É Tatá Werneck quem explica o "profundo" processo de composição das músicas: "Temos fases. Algumas vezes mergulhamos fundo, mas bem fundo nas nossas experiências... Brincadeira! Muitas das nossas letras foram feitas um passando trote para outro e o terceiro finaliza", diz ela sobre as canções totalmente nonsense. "São letras que têm a nossa identidade e o nosso DNA", explica Março Gonçalves.

Além de escrever as músicas, Tatá, Maurício, Murilo, Nil e Marco se revezam tocando vários instrumentos e também nos vocais. Baterista e tecladista, Tatá Werneck é quem canta boa parte do repertório e surpreende pela voz voz firme e feminina e até na imitação gutural de vocalistas de uma bandas de metal pesado.

Por ser a mais conhecida dos integrantes da Renatinho, já que há dois anos foi contratada pela TV Globo para fazer a novela "Amor a Vida" e atualmente está em "I Love Paraisópolis", Tatá Werneck pode parecer a líder da banda, mas não é. Todos respondem - ao mesmo tempo, para desespero da reportagem - opinam, decidem, brincam e tiram sarro de um erro do outro num clima que a banda define como único. 

"Nós somos muito amigos e gostamos de tocar juntos. Não conseguimos ficar muito tempo sem nos encontrar, sem ensaiar.  Quando isso acontece, fica um vazio. É uma coisa muito louca, nossa. Pode não parecer, mas essa banda é séria, é um projeto nosso em que acreditamos. Agora pensar aonde queremos chegar, não sabemos. Vamos levando" explicou Murilo Couto em um dos  raros momentos sérios da entrevista.

O repertório do show de domingo já está definido, mas o quinteto preferiu esconder um pouco jogo. A banda só adiantou que convidou um ator  - "Da Record, coloca aí" dedurou um integrante que, claro, preferiu o anonimato - para  tocar com eles duas das 12 músicas do "setlist".  Se o público, gostar eles fazem três horas de show, uma hora e meia a mais do horário programado, avisam. "Vamos apresentar todas as canções que estão no nosso disco, que já tem até nome 'Greatest Hits Volume 1'", brincou Cássio Calazans, produtor da Renatinho que bem tentou explicar o nome da banda, mas Tatá Werneck se adiantou.

"Quem escolheu o seu nome? Foram seus pais, né? Ou será que foi algum desconhecido que passou no cartório na hora e soprou um nome? Enfim, não importa. Nós escolhemos Renato porque somos os pais dele, mas como era muito formal, colocamos Renatinho. Estamos pensando agora num clipe Teresa, um vídeo Sérgio  e em uma música chamada Flávio", entregou, tentando parecer séria, mas não deu. A gargalhada foi geral.

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