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Fãs de Rihanna e System of a Down fazem vigília na porta de hotel no Rio

As adolescentes Vitória Cerqueira, de 16 anos, e Diana Labelte, 15 anos, fazem plantão à espera de Rihanna em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro - Ana Cora Lima/UOL
As adolescentes Vitória Cerqueira, de 16 anos, e Diana Labelte, 15 anos, fazem plantão à espera de Rihanna em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro Imagem: Ana Cora Lima/UOL

Ana Cora Lima, do UOL no Rio

23/09/2015 22h34

Quem é fã mesmo não sente frio, vontade de ir ao banheiro e muito menos cansaço por passar horas em pé à espera do seu ídolo.

Desde as 10h da manhã desta quarta-feira (23), Vitória Cerqueira, de 16 anos, e Diana Labelte, de 15, estão em frente ao Hotel Fasano, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, aguardando a chegada de Rihanna, que se apresenta na noite de sábado (26) no Rock in Rio.
 
"Era para ela já ter chegado, mas teve um problema no voo", conta Vitória. "Vamos ficar aqui até ela chegar."
 
Amiga e mais fã de Beyoncé do que da atração principal do Rock in Rio na noite do próximo sábado (26), Diana já tranquilizou os pais sobre a segurança de ficar na porta do hotel durante toda madrugada.
 
"Disse que tinham mais de 50 fãs e funcionários no hotel vigiando todo mundo na calçada, e eles não ficaram preocupados porque sabem que é tudo verdade", explica,
 
Segurança, OK, mas o que fazer com o frio ou a vontade de ir ao banheiro durante a madrugada? "Gata! A gente não sente nada, a gente esquece de tudo e qualquer vontade passa. O importante é ver nosso ídolo de perto", diz Vitória.

Ana Pacheco, 19, e Rachel Miranda, 27, fãs do System of a Down - Ana Cora Lima/UOL - Ana Cora Lima/UOL
Ana Pacheco, 19, e Rachel Miranda, 27, fãs do System of a Down
Imagem: Ana Cora Lima/UOL

Ao lado, Ana Carolina Pacheco, de 19 anos, e Rachel Miranda, de 27 anos, concordaram com a teoria. Fãs do System of a Down, elas já viram seus ídolos de perto mas não arredaram o pé da grade colocada pelo hotel para evitar tumulto na entrada. 

"Eles vieram na porta, mas não deu para fazer selfie. Eu quero conversar também. Abraçar e tocar. Só de ficar perto está valendo", explica Ana Carolina, que espera realizar seus desejos até as 7h. "Saio daqui e vou direto para o trabalho porque largo às 13h para ir ao show."
 
"Não existe sacrifício, fã faz tudo e um pouco mais. Pode parecer loucura, e é mesmo", entrega Rachel, que até sentiu um pouco de fome, mas uma bala providencial resolveu o problema. "Em casa eu como", diz.