Topo

Música


Faith no More compensa show curto com músicas que não tocava há anos

José Norberto Flesch

Colaboração para o UOL, de São Paulo

25/09/2015 03h02

Todo mundo de branco em um palco cheio de flores. Sim, o Faith no More repetiu ontem, no Espaço das Américas, cenário e figurino do show que fez no SWU, em 2011, na última vez que veio ao Brasil. Mas a comparação para aí. A banda fez um show curto de 1h20, porém intenso, e cheio de surpresas no repertório.

Com ingressos esgotados, às 22h25, a banda abriu a apresentação com "Motherfucker", música do novo álbum "Sol Invictus"

O vocalista Mike Patton não demorou para soltar seu manjado "porra, caralho" para mostrar que aprendeu a parte boca suja da língua portuguesa e, com 20 minutos de show, emendou "Evidence" e "Epic", o que deu início ao primeiro pula-pula generalizado da noite.

As duas tradicionais covers da banda entraram no setlist. Além de "Easy", dos Commodores, e "I Started a Joke", dos Bee Gees, Patton ainda cantarolou "All About that Bass", hit da cantora Meghan Trainor. Mas o melhor foram as surpresas.

A banda desenterrou músicas que há anos não tocava mais. O público urrava a cada novidade no repertório. A mais notável foi "The Crab Song", do álbum  "Introduce Yourself", de 1987. O grupo também tocou o hit "From Out Of Nowhere", que havia tirado do setlist nas apresentações mais recentes.

O principal motivo da volta do Faith no More aos palcos não foi deixado de lado. A banda tocou faixas de "Sol Invictus", seu novo disco,  lançado neste ano. "Superhero", primeiro single do álbum, funcionou muito bem ao vivo. Antes de canta-la, Mike Patton perguntou ao público se queria ouvir algo de Caetano Veloso. Isso mostrou que não apenas a energia dos shows, mas também o lado brincalhão da banda está intacto.

Rock in Rio

O Faith no More é uma das atrações desta sexta (25) no Palco Mundo do Rock in Rio. Será a terceira banda a se apresentar no palco que também vai receber De la Tierra, Mastodon e Slipknot. Os dois últimos ainda se apresentam no domingo, em São Paulo.