PUBLICIDADE
Topo

Internado há uma semana, estado de saúde de Naná Vasconcelos é muito grave

O percussionista Naná Vasconcelos durante a abertura do Carnaval do Recife em 2016 - Geyson Magno/UOL
O percussionista Naná Vasconcelos durante a abertura do Carnaval do Recife em 2016 Imagem: Geyson Magno/UOL

Do UOL, em São Paulo

08/03/2016 18h53

O novo boletim médico divulgado pelo Hospital Unimed Recife III na tarde desta terça-feira (8) afirma que o estado de saúde de Naná Vasconcelos, 71, é "bastante grave". O percussionista pernambucano foi internado no último dia 29 no Recife com complicações por causa da evolução de um câncer no pulmão.

Ele deixou a UTI nesta terça-feira e foi levado para o quarto para ficar "próximo a seus amigos e familiares", segundo o boletim assinado pela médica oncologista Penélope Araújo. 

O último documento, divulgado ontem, atestou também infecção respiratória, arritmia cardíaca e progressão de neoplasia (evolução do tumor). 

A última apresentação de Naná foi em Salvador, no I Festival Internacional de Percussão. Ele se apresentou com Lui Coimbra no dia 27 de fevereiro. O percussionista teria passado mal após o show.

Referência internacional, Naná Vasconcelos também tem apresentações agendadas na Ásia para o mês de abril. Estão previstos shows na China (16), no Japão (20) e na Coréia do Sul (22). Antes do último show em Salvador, ele tinha passado por Santa Catarina e Goiás, além de conduzir pela 15ª vez a tradicional abertura do Carnaval do Recife no Marco Zero, em fevereiro.

Em 2013, Naná Vasconcelos foi o grande homenageado da folia na capital pernambucana. Na época, ele declarou ao UOL: "Ser homenageado vivo já é uma vitória. Na minha terra, são duas. O que mais posso querer?". Questionado como explicar às novas gerações que porventura não conhecessem seu trabalho sua importância para a música brasileira, limitou-se a dizer três nomes com quem já trabalhou: "Talking Heads, Peter Gabriel e Brian Eno", este último produtor de discos como "The Joshua Tree" e "Achtung Baby" do U2.

O músico brasileiro também foi eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana de jazz "Down Beat", que é publicada desde 1934. Ele ainda acumula prêmios Grammy nas categorias raízes brasileiras e samba e pagode.