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"Não estou me aposentando", diz Brian Johnson sobre deixar AC/DC

Do UOL, em São Paulo

19/04/2016 13h14

O vocalista Brian Johnson, do AC/DC, tranquilizou os fãs nesta terça (19) publicando uma carta aberta em que esclarece sua real situação de saúde, após deixar a atual turnê da banda devido a problemas auditivos. Nos shows, ele será substituído por Axl Rose, do Guns n' Roses.

"Gostaria de assegurar aos fãs que não estou me aposentando. Meus médicos me disseram que posso continuar a gravar em estúdio, e tenho a intenção de fazer isso. Por ora, todo o meu foco é continuar o tratamento e melhorar a minha audição", publicou o músico, salientando que não foi chutado do grupo  e que tem planos de voltar.

Tudo depende do resultado de novos exames médicos. "Espero que, com o tempo, a minha audição melhore e me permita voltar para fazer shows ao vivo. Enquanto o resultado é incerto, minha atitude é otimista. Só o tempo irá dizer."

No texto, em que Johnson descreve o substituto Axl como um "grande vocalista", ele também fala sobre o apoio dos colegas, em especial o guitarrista Angus Young e o baixista Cliff Williams, além de descrever o difícil momento em que recebeu o ultimato dos médicos, no dia 7 de março.

Ou Brian dava um tempo nas apresentações ou correria o risco de ficar surdo para sempre. "Pessoalmente, estou mais desolado do que qualquer um poderia imaginar. A experiência emocional que eu sinto agora é pior do que qualquer coisa que alguma vez senti na vida", escreveu.

"Ser parte de AC/DC, gravando e cantando para milhões de fãs nesses últimos 36 anos, tem sido o trabalho da minha vida. Eu não consigo imaginar seguir sem fazer parte disso. Mas, por agora, eu não tenho escolha."

Problemas em shows

Segundo Brian Johnson, ele já vinha sentindo surdez parcial em shows recentes do AC/DC. "Era incapaz de ouvir os outros músicos claramente e temia que a qualidade do meu desempenho pudesse ser comprometida. Com toda a minha honestidade, isso era algo que eu não poderia, em sã consciência, permitir. Nossos fãs merecem minha performance no mais alto nível."

"Eu não sou um desistente e gostaria de terminar o que comecei. No entanto, os médicos deixaram claro a mim e aos meus companheiros de banda que eu não tinha escolha a não ser não fazer os shows restantes da turnê e possivelmente algo além disso. Esse foi o dia mais negro da minha vida profissional."