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"Muitos não sabem que o hit da Carreta Furacão é meu", diz Leandro Lehart

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

26/04/2016 06h00

Há quase 20 anos, desde que lançou “Fricote” e “Agamamou” com o Art Popular, Leandro Lehart não vê uma música sua ser tão tocada quanto está sendo “Vem Dançar o Mestiço”. “É um fenômeno que eu ainda não entendi”, disse ao UOL.

O responsável por esse improvável resgate musical é um vídeo viral da Carreta Furacão, onde seus dançarinos fantasiados de personagens como Fofão, Capitão América, Popeye e Mickey dançam a música de Lehart em uma rua de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O vídeo da simplória dancinha foi postado no YouTube há cinco anos, mas foi só nos últimos meses que ganhou notoriedade nacional. O viral já tem mais de 5 milhões de visualizações e é impossível não se deixar contagiar pela bizarra combinação de elementos desconexos presentes nos quase 3 minutos de gravação. 

"'Mestiço' é o nome de um ritmo que eu criei que mistura maracatu, samba de roda, pagode e samba", explica. "Lancei esse disco em 2008 com apenas 100 mil cópias. Quem ia ao meu show ganhava um. Ele circulou apenas neste contexto", lembra. "Muitos não sabem que o hit da Carreta Furacão é meu. Não tenho dúvidas de que a música ficou mais conhecida por causa da Carreta Furacão".

Sucesso nos anos 90

Divulgação
Leandro Lehart é autor do hit da Carreta Imagem: Divulgação
Aos 44 anos, Leandro Lehart fez muito sucesso na década de 90, numa era pré-internet. Para se ter uma ideia, com o Art Popular, ele vendeu 10 milhões de discos. Mas na internet, é o “Vem Dançar o Mestiço” que se destaca.

Na semana passada, por exemplo, a faixa atingiu o segundo lugar da lista “Brazil Viral 50”, no Spotify, perdendo para “Gente Bonita”, do Fióti. No UOL Música Deezer, a faixa é disparada a mais ouvida do artista, com “Fricote”, um de seus maiores sucessos, ocupando um distante nono lugar.

Recentemente, durante um show, Lehart foi surpreendido pelo público com gritos para ele tocar a música. “Quando começamos a cantá-la, toda a plateia fez a coreografia do Carreta”, lembra. “A internet ainda é uma desconhecida para mim quando se fala em divulgação. Nunca tive a internet com condutor da minha música. Foi a primeira vez que isso aconteceu”.

Atualmente, o cantor está divulgando seu novo trabalho, “Sambadélik”, lançado em 2015, que mistura música eletrônica com samba. “Eu gosto de experimentar, mas nunca saio do popular. A música tem que estar em todos os lugares e a Carreta pegou o espírito da coisa e oficializaram a coreografia”.

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