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Com apoio de Iorc, Anavitória se surpreende com o sucesso: "A gente virou"

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

14/05/2016 06h00

O cabelo marcante de uma e a timidez da outra formam um pouco do duo Anavitória. O jeito fofo e amigável das meninas é convidativo para uma conversa. Sob a tutela do cantor Tiago Iorc, com um EP já lançado, um álbum pronto que pretende estender ainda mais o “pop rural” e milhões de visualizações na internet, a dupla conversou com o UOL sobre a curta e intensa carreira.

“Na minha cabeça foi na mesma hora, sei lá, não tenho noção do tempo”, relembra Ana de quando receberam a aprovação do cantor do momento, após enviarem um vídeo para ele tocando um dos seus sucessos. “Mas foi. Tipo, no dia seguinte o Tiago mandou um e-mail falando para a gente gravar um EP. E então a gente surtou”, diz Vitória. “Como que é? E o que é um EP?”, completa Ana dando risada da confusão.

Até então, as tocantinenses Ana e Vitória tinham apenas gravado três vídeos juntas por pura brincadeira. A partir de 2014, “A gente virou”, completa Ana. Já em janeiro do ano seguinte, as meninas estavam em São Paulo e em um estúdio para gravar o primeiro EP. “Foi uma tentativa de ver o que acontece, sabe? Falaram para gente que gravaríamos um EP, depois lançaria e então ia ver”, afirma Vitíoria.

“Imagina: eu cheguei aqui em São Paulo, estava em um estúdio, do meu lado Tiago Iorc e a gente tentando manter a pose”, conta Ana. Mesmo não participando muito da produção do EP, a experiência serviu de base para a gravação do álbum, que sai ainda neste ano. 

Menos tímida após a sessão de fotos para a matéria, Ana começou a contar detalhes da vida dela. “Olha essa história. A primeira vez que eu escrevi alguma música na vida foi para um concurso da escola. Caso eu ganhasse, meu pai mudaria de ideia e aceitaria pagar a viagem de formatura”. E como esperado, a garota conseguiu. “Não, olha só! Não fiquei em primeiro, acabei em segundo, mas mesmo assim valeu a pena”, ri a cantora.

O primeiro álbum apresenta composições de Ana, algumas em parceria com Tiago, além de regravações como "Tocando Para a Frente, de Renato Teixeira. A verba obtida para o trabalho foi por crowdfunding, que acabou dando certo. "Dessa vez é diferente, a gente sabe o que está fazendo. Não foi de paraquedas, sabe?", explica Vitória. Misturando diversos estilos, a graça do duo é saber usar com destreza o melhor do pop, do folk e do sertanejo. 

"Às vezes, a gente coloca gênero em tudo. No nosso disco também. Tem coisa que não é pop e tem coisa que não é sertanejo", fala Vitória. "Se a música fez sentido para alguma pessoa, é o que importa", completa a outra integrante do grupo.

Filhas da internet e acumulando mais de 5 milhões de visualizações no YouTuibe, as meninas admitem que nem tudo funciona no mundo conectado. "O problema é a falácia das coisas. É maravilhosa [a internet], é o cartão de visitas. Mas tem algumas coisas que vemos ao vivo que não tem tanto engajamento, o que dá a ilusão de algo que não funciona tão bem", diz Ana. 

"Agora Eu Quero Ir" vai ser a música do primeiro clipe profissional que as meninas vão lançar, junto com o álbum. "A gente pode contar?", questiona Vitória. "Não sabemos ainda qual vai ser a ideia, mas a música já sabemos. Acho que pode contar, né? Não tem problema", brinca Ana. 

É desse jeito desenvolto com o qual Anavitória espera conseguir mais sucesso na recente carreira. O "paraquedas" já citado agora é algo mais concreto, real. Tiago Iorc usou as meninas de cobaia, produzindo e bancando pela primeira vez um artista. E pelo visto, a aposta vingou.

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