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Conhecida como "A Pérola Negra", cantora Carmen Silva morre aos 71 anos

A cantora mineira Carmen Silva, que morreu aos 71 anos em São Paulo - Divulgação
A cantora mineira Carmen Silva, que morreu aos 71 anos em São Paulo Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

26/09/2016 18h33

A cantora mineira Carmen Silva, conhecida como "A Pérola Negra", morreu às 4h30 desta segunda (26), em São Paulo, aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Presidente, em São Paulo, onde ela estava internada desde o dia 14.

Segundo o hospital, a morte foi causada por uma parada cardíaca provocada por um quadro de tromboembolia.

Nascida em Veríssimo, no Triângulo Mineiro, Carmen Sebastiana de Jesus, chegou a trabalhar como babá e empregada doméstica na juventude. Neta de escravos, aprendeu a cantar ouvindo rádio em casas de patroas.

Com o claro talento para a música, tentou a sorte em programas de calouros na década de 1960, quando começou a se destacar pela voz impostada e imponente.

Após vencer o concurso "Um Cantor por um Milhão, um Milhão por uma Canção", na TV Record, recebeu o convite para gravar o primeiro compacto, "Adeus, Solidão" (1969), versão de Newton Miranda para a faixa "Picking up Pebbles", de Johnny Curtis.

Capa de reedição de "A Pérola Negra" - Reprodução - Reprodução
Capa de reedição de "A Pérola Negra"
Imagem: Reprodução

O primeiro álbum foi lançado em 1971. Dois anos depois, editou "A Pérola Negra", com uma icônica ilustração de seu rosto na capa. O disco, que ganhou o status de "cult", renderia a ela o apelido que a acompanhou até a morte.

Ao longo da carreira, ganhou vários prêmios, como o Roquete Pinto e o Chico Viola, e emplacou sucessos como "Fofurinha", "O Destino Nos Separou", "Sapequinha", "Espinho na Cama", "Fotografia" e "Amor com Amor se Paga".

Apesar do êxito cantando sambas, Carmen, que tinha origem sertaneja, dizia que sua preferência era pelo repertório romântico e que não queria ficar estigmatizada por cantar um gênero só.

Nos anos 1990, após o declínio na carreira e uma consequente depressão, ela se tornou evangélica, passando a adotar o estilo também em suas músicas e a excursionar nos Estados Unidos.

Depois de gravar três álbuns religiosos com sucesso, ela decidiu não renovar contrato com a gravadora Graça Music, deixando a música em segundo plano.

Carmen Silva lançou mais 20 discos e participou de mais de 25 coletâneas.

A acntora Carmen Silva, que morreu aos 71 anos em São Paulo - Reprodução - Reprodução
A cantora mineira Carmen Silva, que morreu aos 71 anos em São Paulo
Imagem: Reprodução