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Hoje em dia Mamonas teriam acabado e Dinho iria para a TV, crê Rick Bonadio

Leonardo Nones/SBT
O produtor musical Rick Bonadio durante entrevista para Danilo Gentili no "The Noite" Imagem: Leonardo Nones/SBT

Do UOL, em São Paulo

2016-10-07T16:04:11

07/10/2016 16h04

Rick Bonadio é o convidado de Danilo Gentili no "The Noite" desta sexta-feira (7). Responsável por lançar uma das bandas de maior sucesso do país, os Mamonas Assassinas, o produtor musical relembra o período à frente do grupo, que morreu em um acidente de avião há 20 anos. "Se não fossem os Mamonas, eu não teria sido nada", confessa o nome por trás de mais de 15 milhões de discos vendidos. 

Bonadio, que foi quem sugeriu que a banda seguisse para o caminho do humor quando os mesmos foram gravar em seu estúdio, acredita que - se vivos - hoje eles já teriam se separado. "O humor dos Mamonas era muito livre. Não seria viável", pontua. Ele também aposta que o carismático vocalista do grupo teria migrado para a TV. "O Dinho, com certeza, seria um apresentador de muito sucesso."

No entanto, quem ganha destaque na TV atualmente é ele mesmo, já que é um dos jurados do reality musical "X Factor Brasil", na Band. Além dos Mamonas, sua trajetória conta com outros sucessos como o Charlie Brown Jr. e a girlband Rouge, também lançada em um reality show.

Reprodução
Rick Bonadio (de branco à dir.) com a banda Mamonas Assassinas durante assinatura do primeiro e único contrato, em 1995 Imagem: Reprodução

"No momento que os Mamonas faleceram eu voltei para a estaca zero (como produtor). Foi aí que conheci o Charlie Brown Jr. Gostava do som, da energia, do que eles faziam. Na época, o som era muito louco. Acabei dando uma mudada e funcionou", conta sobre a extinta banda de Santos (SP) liderada por Chorão.

Questionado sobre uma possível volta do Rouge, o produtor se mostrou pessimista. "Eu tentei voltar com as meninas mas elas estão com objetivos diferentes", contou sobre Lissah, Luciana, Karin, Aline e Fantine.

Rick Bonadio também aproveitou a entrevista para contar sobre as dificuldades em seu início na indústria da música. "Montei um estúdio pequeno com dinheiro emprestado pela minha mãe. Meu primeiro cliente foi um grupo de música andina. Desses que tocam na Praça da República. Me deram um cheque sem fundo."

A entrevista completa vai ao ar no SBT a partir da meia-noite.