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Danada em novo disco, Ludmilla admite: "Vivia em um mundinho limitado"

JR Duran/Divulgação
Ludmilla posa para JR Duran para o encarte de seu segundo álbum, "A Danada Sou Eu" Imagem: JR Duran/Divulgação

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

21/10/2016 15h59

Cinco anos após surgir na mídia como MC Beyoncé, Ludmilla já firmou seu nome de batismo no mainstream. Mesmo depois de moldar suas letras de funk com teor de "baile de favela" para "rádio de família", seu próximo objetivo é virar a danada da música brasileira. A cantora de 21 anos se rende de vez ao que batizou de "funk pop" e lança nesta sexta-feira (21) o segundo disco da carreira, "A Danada Sou Eu".

"Meu estilo é funk pop. Antes de assinar com uma gravadora eu vivia em um mundinho muito limitado", explica a cantora. Ludmilla foi artista do império do funk carioca Furacão 2000 e chegou a assinar como MC Ludmilla antes de tirar a sigla do nome e assinar com a Warner, onde gravou seu primeiro disco, "Hoje", em 2014. Depois do sucesso da faixa título, virou dona do bordão "é hoje".

Mais confiante do que há dois anos, Ludmilla conta em entrevista ao UOL que o nome do segundo disco foi uma sugestão dela, levada diretamente ao presidente da gravadora. "Sentamos com o presidente para escolher o nome do novo álbum e eu falei: 'Quero que seja ‘A Danada Sou Eu’'. Ele ficou todo bobo, pois eu nunca vou lá e escolho assim. Agora estou muito envolvida, estou adorando participar de tudo."

Entre batidas dançantes e baladas românticas, o formato repete a fórmula de sucesso de hits como "Hoje", "Não Quero Mais", "24 Horas Por Dia" e "Bom", faixa presente no segundo disco, mas lançada em junho como single. Cinco das 16 faixas (14 no álbum físico e 2 exclusivas no online) levam a assinatura de Ludmilla.

Discreta sobre namoros e vida pessoal, Ludmilla conta que se inspira em situações que acontecem ao seu redor. "Tem uma música que eu não consegui botar nesse disco, mas vai aparecer por aí. É sobre dois bailarinos meus que namoram e que ficam brigando. Ele aparece com mulher, ela chora. Aí eu vou lá e levo ela para a balada. É um vuco-vuco. A música ficou muito maneira. Se chama 'Sem Vergonha'."

JR Duran/Divulgação
Capa do segundo disco de Ludmilla Imagem: JR Duran/Divulgação

Sexy e empoderada depois de algumas cirurgias plásticas e mudanças no visual inspiradas nas divas Beyoncé e Rihanna, a artista ainda não se sente pronta para mudar o foco das suas canções como fez a norte-americana em seu mais recente álbum,"Lemonade". 

Ludmilla revela ter escrito sobre temas mais pesados, mas parou por aí. "Cheguei a fazer, mas não mostrei para ninguém, está lá em casa guardado". Apesar de não revelar o tema, a cantora denunciou à polícia comentários racistas que recebeu.

"Hoje faço música para levar a alegria às pessoas, por entretenimento". Seguindo essa linha, Ludmilla diz não se importar com as mudanças pela qual passaram algumas letras para agradar em vez de chocar.

No novo disco, o verso "uma taça de Chandon" virou "uma caixa de bombom" para ser executado em uma rádio infantil. Em "24 Horas Por Dia", faixa herdada da época de MC e adaptada para o disco de estreia em 2014, "putaria" acabou substituída por "agonia". "Tem gente que não gosta de ouvir palavrão, mas que gosta da minha música. Então a gente tem as duas opções."

Danada em suas letras e atitudes em cima do palco, Ludmilla é tranquila e até tímida fora dele. A postura mais próxima da "vida real" pode ser vista pelos telespectadores do "X Factor". A cantora foi assistente do produtor Rick Bonadio no reality musical da Band. Ela relembra o passado para explicar sua participação ao lado do jurado.

"Eu realmente não estava muito confortável ali tendo que julgar outra pessoa. Já participei de um concurso do 'Ídolos'. E aí fui passando de fase, passando. Chegou uma fase que não passei mais e parecia que o meu sonho tinha acabado. Eu estava me pondo no lugar daquelas pessoas. Quando você toma um não ali parece que acabou o mundo", conta.

Com o segundo disco saindo do forno, a cantora promete "uma nova Ludmilla, mas com a essência da antiga". No dicionário da nova Lud (como é chamada pelos fãs e pela família) as definições de danada foram alteradas para botar o que quiser, falar o que tá com vontade de falar, vestir o que quer vestir, e se sentir bem. "Fazendo essas coisas eu me sinto super bem. Eu não volto pra casa com arrependimento."

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